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Panorama

Crise econômica não afeta a indústria naval brasileira

27/01/2009 | 07h00
O cenário mundial aponta para a existência de 10.139 navios em construção. O Brasil ocupa o sexto lugar no ranking internacional da indústria naval, com a construção de 82 navios. Mas, esse número deve subir. No final de 2008, 154 novas construções foram confirmadas pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM), representando investimentos de US$ 4 bilhões.   O Brasil conta, hoje, com 26 estaleiros, sendo que o Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca – complexo portuário de Suape (PE) – é o maior do hemisfério sul. Quatro estaleiros brasileiros estão investindo na ampliação: Alliança e MacLaren Oil (RJ), Wilson, Sons (SP) e Rio Grande (RS). Três novos estão em processo de implantação: Jurong (ES), STX Brasil Offshore – ex-Aker Yards (RJ) e o Estaleiro da Bahia – EDB (BA).   Os dados comprovam a previsão do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) que, no final de 2007, anunciou que o segmento caminhava para a sua consolidação. No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um programa de encomendas de 146 navios de apoio marítimo, 40 navios-sonda (28 serão construídos no Brasil) e a necessidade da construção de 11 novas plataformas de petróleo. Em dezembro, a Petrobras convocou armadores para oferecer 19 navios petroleiros e gaseiros para afretamento. A Marinha do Brasil também comunicou a demanda de 32 navios patrulha.   A crise não afeta a indústria naval brasileira. Os navios são financiados, em até 90%, pelo FMM, fundo governamental, e conta com aporte de recursos do orçamento federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Já as plataformas e navios-sonda dependem de financiamentos. Atualmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está financiando a Petrobras para a construção das plataformas P-56 e P-55, cujas obras já foram contratadas nos estaleiros Brasfels e Atlântico Sul/Rio Grande/Quip, respectivamente. O Sinaval aponta, ainda, que os estaleiros brasileiros entregaram à Petrobras, em 2008, duas plataformas de petróleo, A P-51, a primeira plataforma semi-submersível, totalmente construída no Brasil pelo Brasfels, e a P-53, um FPSO construído a partir do casco de um petroleiro, cuja integração módulos e instalações foram realizadas pela Quip, no Rio Grande do Sul; e a PRA-1 (Plataforma de Rebombeio Autônoma).   O Brasil retorna ao cenário mundial como um dos países com indústria de construção naval relevante – representa 14% do total mundial da construção de navios de apoio marítimo para serviços offshore.   O setor, em todo o mundo, registra encomendas de 10.139 navios. Apesar da crise financeira, segundo analistas da Clarksons, os armadores têm compromissos que representam a renovação de 50% da frota mundial. “Devem aumentar o sucateamento dos navios mais velhos para evitar um excesso de oferta que derrube ainda mais o valor dos fretes”, conforme balanço do Sinaval.   O Brasil, somando os navios em construção e os que estão na fila nos estaleiros (154), totaliza uma carteira de 236 navios – bem próximo da Índia (250 navios em produção).   Os financiamentos do BNDES não param em 2009. Em estudos, projetos da Petrobras avaliados em US$ 1 bilhão. Para a realização dos empreendimentos, a empresa já chamou os armadores para a construção de 19 petroleiros construídos no Brasil em bandeira nacional:   · 06 petroleiros de 50 mil TPB (transporte de produtos claros e escuros – 3 de cada); · 04 petroleiros de 35 mil TPB (para transporte de produtos claros e escuros – 2 de cada). · 06 navios para bunker de 5mil TPB (no apoio portuário e cabotagem); · 03 navios gaseiros pressurizados de 7,5 mil metros cúbicos para transporte de propano, butano, propileno e butadieno.   Quem também encomenda navios é a Marinha do Brasil. Ela pretende aumentar a frota com 32 navios-patrulha até 2016 – investimento aproximado a R$ 2,97 bilhões; 27 navios-patrulha de 500 TPB (toneladas de porte bruto) – valor estimado R$ 2,16 bilhões; e 05 navios de ação tática de 1.800 TPB – valor previsto de R$ 815 milhões. Já estão sendo construídos dois navios-patrulha de 500 TPB, com entrega prevista em 2009 e 2010 – estaleiro Indústria Naval do Ceará (Inace), em Fortaleza.
Fonte: PortoGente
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