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Balanço

Networking e prospecção de negócios marcam a Marintec 2017

12/09/2017 | 17h09

Em sua 14ª edição, a Marintec South America, evento dedicado à indústria naval e offshore - realizado recentemente, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ) - reuniu mais de 350 marcas expositoras de sete países e uma visitação qualificada, que encontraram no evento uma equação equilibrada entre oportunidades comerciais e inovações tecnológicas.

Um exemplo da qualidade de networking e do potencial de prospecção comercial oferecidos pela feira foi o acordo plurianual assinado durante a Marintec, entre a Intelsat e a Mareste Equipamentos e Serviços de Telecomunicações, para iniciarem serviços de comunicação conjunta através do satélite Galaxy 28. A Mareste utilizará a sua expertise em comunicação via satélite - por meio de seu serviço Ello, que inclui equipamentos, sistemas e antenas - para conectá-lo.

Os serviços da Mareste darão suporte a embarcações de pequeno porte, como navios de pesca, lazer e outras que navegam nas áreas costeiras do Brasil, Peru, Argentina, Chile e Uruguai. "O acesso ao satélite da Intelsat vai ampliar os serviços neste mercado, no qual as opções eram poucas. Com a oferta competitiva de comunicação em banda larga e em alta velocidade, o segmento de pequenas embarcações de pesca e lazer poderá contar com os benefícios das soluções do sistema Ello", destacou o presidente da Mareste, Marcos Esteves.

Expectativas Superadas - Outros expositores do evento também afirmaram ter atingido seus objetivos durante a Marintec, reforçaram a importância de uma feira como esta e mostraram-se otimistas com os primeiros sinais de retomada da indústria naval. Um exemplo é o diretor comercial da M&O Partners, Jan Lomholdt. "Pela primeira vez, após vários anos, vimos sinais de melhora no mercado marítimo brasileiro. Acreditamos que o mais difícil foi ultrapassado e, agora, começamos a ver a reação do setor", salientou.

O gerente comercial da Centa Transmissões, James Von Urban, concordou. "O fato de o setor começar a se estabilizar novamente faz com que acreditemos que, em um curto prazo, um leve aquecimento do setor será perceptível. Se bem trabalhado, o mercado irá nos direcionar para uma verdadeira recuperação".

A Centa Transmissões participa da Marintec há mais de seis anos e, de acordo com Urban, vem atingindo os objetivos de prospectar clientes e mostrar seu portfólio de produtos e soluções aos players do setor. "O evento sempre tem um bom número e qualificação de visitantes. São fatores como este que nos fazem ter presença constante".

O diretor geral da Mackay Marine, André Britto, também corroborou com a perspectiva positiva. "Nós acreditamos no mercado brasileiro e no potencial de negócios que possui. Não temos dúvidas que conseguiremos atravessar este momento crítico que o país enfrenta de forma sólida e consciente". pontuou o executivo da empresa provedora de sistemas de operação. "A Marintec de 2017 foi bem organizada; aliás, a qualidade das empresas expositoras permanece. Sem contar o fluxo de visitantes, que é muito bom. Tudo isso comprova, mais uma vez, o foco de negócios que o evento possui. Dos três últimos anos, esta foi a melhor edição. Superamos nossas expectativas". acrescentou.

Quem também mostrou-se satisfeito com o evento foi o gerente da MAN Diesel e Turbo, Marc Berger. "Nosso objetivo na feira é fortalecer o networking com os principais intervenientes do mercado e, para nós, a Marintec funciona muito bem. Já são dez anos participando do evento e ao longo desse percurso tivemos a oportunidade de fechar diversos negócios aqui, como quando negociamos um contrato com a Transpetro há alguns anos". Além do portfólio completo de produtos e serviços, a MAN anunciou na Marintec 2017 a parceria com o CEAG (Curso de Especialização em Administração para Graduados), da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que tem como objetivo oferecer treinamentos práticos para os profissionais do setor.

"Estamos felizes com a realização de mais uma Marintec South America e com o saldo positivo que obtivemos com mais esta edição. Já são quatorze anos como o evento líder em soluções para os setores de construção e manutenção naval, e para o mercado offshore", exaltou o diretor do Portfólio de Infraestrutura da UBM Brazil, organizadora do evento, Renan Joel.

Debates sobre o futuro da indústria naval marcam o evento

Reconhecida por reunir em um único lugar as principais autoridades da indústria naval, a Marintec South America trouxe para a edição de 2017 a discussão sobre o futuro do setor no país. Representantes estaduais e federais, executivos das mais importantes entidades setoriais e especialistas apresentaram aos players do mercado quais são as alternativas que enxergam como soluções para reaquecer o setor.

No primeiro dia de evento, um dos destaques foi o workshop da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), sobre oportunidades e ferramentas para geração de negócios no novo cenário de óleo e gás brasileiro. Entre os palestrantes estava o gerente técnico da BRA Certificadora, Elmar Mourão, que evidenciou que, em sua opinião, a melhor opção para recuperar o prestígio do mercado naval nacional é aumentar a exploração de campos de petróleo, o que atrairia o interesse de companhias internacionais para o território brasileiro. "O Brasil tem apenas 30 mil poços de petróleo perfurados, enquanto nos Estados Unidos são aproximadamente 4 milhões. Ainda temos muitas áreas para serem exploradas".

Quem também esteve presente neste seminário foi o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Newton Narciso Pereira. Para ele há outros caminhos, como a geração de negócios por meio da reciclagem de embarcações, tendo visto que há mais de 50 mil navios em todo o mundo, que, em algum momento, estarão ultrapassados e, posteriormente, serão descartados. "O mercado de desmonte de navios já provou os benefícios que proporciona em todo o mundo. Sozinho o continente asiático domina mais de 80% deste segmento. Bangladesh e a Índia, por exemplo, são responsáveis por gerarem mais de 100 mil empregos cada um neste setor", reforçou.

Já as discussões sobre os desafios regulatórios desta indústria deram tom ao segundo dia de conferências. "Existem várias oportunidades para o setor naval internacional. A curva de aprendizagem brasileira nos permitiu produzir em um ano no Pré-Sal o que levou 15 para produzir na Bacia de Campos. Este é um indicativo de que a produção recuperará o seu ritmo e a demanda se restabelecerá não apenas para navios-plataforma, mas para todo tipo de embarcação que atenda ao ciclo de exploração e refino de petróleo e gás", afirmou o diretor de Técnica e Fiscalização do Ministério de Minas e Energia, Paulo Moreira de Carvalho, que falou também sobre os futuros investimentos no Pré-Sal e o impacto na demanda da produção naval.

Carvalho ressaltou ainda que um dos desafios que o país enfrenta é adaptar o marco regulatório de forma a encorajar os investimentos e a participação internacional. "Conciliar o ritmo necessário para o desenvolvimento com a imposição de conteúdo local é um desafio importante. Hoje essa é uma exigência limitadora", completou.

Os debates sobre o panorama da navegação de apoio marítimo, os aspectos regulatórios e os principais desafios e perspectivas deste segmento marcaram o terceiro dia de painéis. O vice-presidente do Sindicato Patronal das Empresas de Navegação Marítima Comercial (Syndarma), Luis Fernando Resano, foi uma das autoridades que se fizeram presentes. De acordo com ele, esta atividade depende de uma regulação forte, que garanta regras claras para que a concorrência seja justa. "Temos a lei 9432/97, que é moderna e flexível e que inclusive determina que o capital a ser investido no afretamento ou na construção de embarcações pode ser estrangeiro. Mas o que é imperativo é ter as mesmas regras e condições para todos".

A vice-presidente executiva da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (ABEAM), Lilian Schaefer, reforçou também a importância de uma comunicação fluente com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). "Temos uma mudança importante no cenário do apoio marítimo, com a perspectiva da entrada de outras empresas contratantes no setor offshore. Até agora contávamos apenas com a Petrobras, que ainda representa 90% dos contratos em vigência. Além disso, estamos acompanhando a discussão em torno da exigência de conteúdo local, que vai impactar também o nosso segmento. Ou seja, é um momento delicado, de muita expectativa", disse.

O potencial de inovação da indústria naval brasileira para a competitividade do setor também ganhou espaço no seminário realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (ABENAV). Na ocasião, o superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Carlos Camerini, defendeu o desenvolvimento constante de tecnologias para a indústria naval e offshore. "Devemos investir em inovação frequentemente, é um diferencial do Brasil. Tivemos a prova em 2015, quando a Petrobras foi eleita a melhor companhia offshore do mundo. Entre os fatores essenciais para essa escolha, estavam as tecnologias desenvolvidas pela empresa, que serviram de modelos para outras companhias globais. Foram diversas inovações nos últimos anos, como sensores óticos, serviços de inspeções submarinas, bóias oceanográficas, sistemas de escaneamento por laser submarino, veículos de inspeção intra-tubular, entre muitas outras", destacou.

Quem também reforçou o quanto é relevante que as companhias do mercado marítimo encarem a inovação como um diferencial competitivo foi o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Iacono. "Atualmente, sem a tecnologia não chegamos a lugar nenhum e na indústria naval não é diferente. Não podemos negar que a tecnologia e a inovação são os principais fios condutores da competitividade e que o mercado marítimo tem muito potencial para evoluir ainda mais nesta questão", concluiu.

Treinamentos gratuitos movimentam os três dias de feira

Durante a 14ª Marintec, um evento em especial chamou a atenção dos profissionais do setor, os treinamentos gratuitos promovidos pelo Grupo RINA, uma das principais companhias de capacitação e qualificação do país. O RINA opera no Brasil desde 1994, desenvolvendo e oferecendo serviços de classificação de navios, certificação, verificação de conformidade, inspeção e testes. Na Marintec, já é a segunda vez que a empresa oferece qualificação profissional gratuita.

Realizados em todos os dias de feira, sempre a partir das 17h, os cursos oferecidos pelo RINA abordaram temas atuais e relevantes para a indústria naval e offshore, tais como, introdução às certificações de antissuborno e compliance, classificação e certificação e a introdução ao gerenciamento de água de lastro.

"Os treinamentos que promovemos durante a Marintec obtiveram ótima adesão dos profissionais do setor. Tivemos o prazer de contar com as salas cheias, com uma média de 60 profissionais por curso", celebrou o diretor da companhia no Brasil, Maurizio Nigito.

Ainda segundo Nigito, a resposta dos participantes foi grande e muitos já demonstraram interesse em participar de outros treinamentos da Instituição. "Ficamos muito felizes com os resultados", finalizou o executivo.

Encontro marcado em 2018

A 15ª Marintec South America, principal evento da América do Sul dedicado aos setores de construção naval, manutenção e plataformas offshore, em 2018, será realizada de 14 a 16 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ). E a novidade da edição será a realização da Man.U.Tec - Feira Manutenção e Utilidades Industriais.

Pensada para atender a demanda das empresas por produtividade e eficiência, a Man.U.Tec abre espaço para a cadeia de fornecedores de peças, suprimentos, tecnologias e soluções industriais capazes de dar suporte a todos os tipos de produção, oferecendo o que há de mais moderno para a gestão de água, resíduos, energia, além de todas as vertentes da manutenção em plantas industriais. "O potencial de negócios desse segmento é proporcional à geração de riquezas da indústria no PIB nacional, hoje contabilizada em R$ 1,2 trilhões ou 22% do PIB do país", disse o diretor do Portfólio de Infraestrutura da UBM Brazil, Renan Joel.

"Vamos reunir empresas de serviços e soluções industriais que servem a todo o ciclo de vida de uma planta e que dão suporte ao processo de manufatura. Este é um universo de empresas que têm participação determinante na concepção, planejamento e gestão de qualquer tipo de site industrial", afirmou Joel.

O universo de expositores da Man.U.Tec incluirá todas as utilidades industriais, como caldeiras, motores, tanques, reservatórios, trocadores de calor, sistemas de geração de energia, sistemas para tratamento de água, pontes rolantes, bombas, válvulas, componentes químicos, equipamentos de segurança, entre outras. "O nosso propósito é criar um espaço exclusivo para o lançamento de produtos e serviços, para a atualização e, certamente, para a realização de negócios", concluiu.

Sobre a Marintec South America - www.marintecsa.com.br - A Marintec South America - Navalshore é a principal plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar-se com a comunidade marítima da América do Sul. Ponto de encontro desta indústria, reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores, nacionais e internacionais, em prol do aumento da produtividade, da qualificação profissional, do fomento de novas tecnologias, de investimentos e da demanda e oferta para toda a cadeia. Em 2017, acontece de 15 a 17 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ), e conta com cerca de 350 marcas expositoras.

Fonte: Redação/Assessoria
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