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Multinacional Dow Química terá armazém 'verde' em Guarujá

A Tribuna - 09/02/2012

A multinacional Dow Química começa a construir neste mês um armazém de 5.500 metros quadrados em sua planta industrial, em Guarujá, na Margem Esquerda do estuário, nas proximidades do Porto de Santos. A instalação, uma parceria com a argentina Exologística Transportes, tem conceito verde (baixa agressão ao meio ambiente) e capacidade estática de 5 mil toneladas de carga seca - denominação dada a tambores, sacarias e cargas não granelizadas.

As obras devem ser concluídas até outubro.

Presente em mais de 100 países, com vendas de US$ 55 bilhões no ano passado ao redor do mundo, a estadunidense Dow está se expandindo na América Latina, acompanhando o bom momento econômico da região. Os custos de movimentação de mercadorias nas plantas de Guarujá e São Bernardo do Campo tendem a cair com o novo armazém.

Não foram revelados os valores de construção do novo galpão. O motivo alegado é que a firma tem capital aberto nos Estados Unidos, o que restringe a comunicação de informações a respeito de custos de investimentos.

Do ponto de vista ambiental, a empresa calcula a redução da emissão de CO2 da ordem de 30 toneladas ao ano. O motivo é que, atualmente, a Dow recebe matérias-primas importadas em contêineres pelo porto (em qualquer terminal especializado); transporta-as em caminhões a São Bernardo, onde mantém um porto seco; desova as cargas e as devolve a Guarujá, onde passam pelo processo industrial e são transformadas em produtos finais. Resina Epóxi, um elemento anticorrosão, e poliuretano, utilizado na espuma de colchões, são exemplos de produtos acabados da unidade fabril.

“Vamos poder armazenar até 5 mil toneladas de carga seca. Tiramos, assim, milhares de caminhões com produtos perigosos das estradas”, pontuou o diretor de Supply Chain da Dow para a América Latina, Vinicio Stancati.

O armazém será construído com madeira certificada, telhas transparentes (para aproveitar melhor a iluminação natural), isolamento térmico (para reduzir o uso de aparelhos de ar-condicionado) e um mecanismo para aproveitamento da água da chuva (que será utilizada para descarga de vasos sanitários e limpeza, entre outros usos).

Estas características respeitam a certificação Leed (Liderança em Energia e Desenho Ambiental, na tradução livre do inglês), conferido pelo US Green Building Council (Conselho de Construção Verde dos Estados Unidos), uma organização sem fins lucrativos.

Edição 83

Revista TN Petróleo

Ano XII 2012 nº 83

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