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Portuários do Rio param por 24 horas e atrasam embarque e desembarque de cargas

Agência Brasil - 09/02/2012

Cerca de 900 trabalhadores da Companhia Docas do Rio de Janeiro atenderam à convocação da Federação Nacional dos Portuários e pararam de trabalhar ontem (8) nos quatro portos do estado. De acordo com o presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro, Sérgio Giannetto, a paralisação de 24 horas atinge, além do Porto do Rio, um dos mais movimentados do país, os portos de Angra dos Reis (litoral sul), Niterói e Itaguaí (ambos na região metropolitana do Rio). A interrupção do serviço causa atrasos na atracação dos navios e no embarque e desembarque de cargas.

O presidente do sindicato explicou que a paralisação foi decidida porque o governo federal, em 1993, se comprometeu com o repasse de R$ 400 milhões para o Portus, o fundo de pensão da categoria, que garantiria uma complementação da aposentadoria dos empregados que aderiram ao plano. Segundo Giannetto, o dinheiro não foi repassado completamente. "O presidente Luis Inácio Lula da Silva, na época de seu mandato, pagou R$ 250 milhões, mas a presidenta Dilma Roussef não deu os R$ 150 milhões que ainda faltam".

Ele informou ainda que, no dia 23, o sindicato irá paralisar o serviço em todo o Brasil caso o governo não resolva a situação. "Nós vamos fazer uma paralisação geral de Manaus ao Rio Grande (RS)". A Companhia Docas informou que desconhece o movimento e que está operando dentro da normalidade.


Portuários de Santos não aderem

Os trabalhadores do Porto de Santos, o maior da América Latina, decidiram promover um ato público em frente à sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) , Everandy Cirino dos Santos, disse que, sem a garantia de adesão dos trabalhadores dos demais portos estatais, não teria sentido parar as atividades.

Ele informou que, durante o ato público, que teve a participação de cerca de 400 manifestantes, o presidente da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), José Roberto Correa Serra, deixou a empresa “de forma corajosa” para conversar com os trabalhadores e assumiu o compromisso de ser um interlocutor com o governo federal para tentar negociar as revindicações da categoria.

Segundo líder sindical, a dívida federal com o fundo soma cerca de R$ 4 bilhões. Ele informou que 70% da composição do fundo de pensão estão concentrados na base de trabalhadores do Porto de Santos, num total de 10,8 mil empregados, dos quais 6,8 mil são aposentados. A campanha salarial da categoria, que tem data-base em junho, está sub judice.

De acordo com a assessoria da Codesp, o presidente da companhia garantiu que nenhum trabalhador será prejudicado por causa da paralisação.

Edição 83

Revista TN Petróleo

Ano XII 2012 nº 83

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