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R$ 2 bilhões para os demais tipos de embarcações.
Enfim, não há, pelo menos no momento, a possibilidade de recuo deste crescimento. O Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) prevê que nos próximos dois anos serão criados dez mil empregos diretos e 50 mil indiretos no setor.O cenário é otimista e por conta disso a formação da mão de obra vem passando por constante qualificação, vindo daí o surgimento de formação complementar voltada para o segmento de petróleo e gás. Um exemplo bastante contundente pode ser visto no curso de engenharia naval da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Há dez anos ocurso formava 15 profissionais por ano – em 2009, foram 54 os engenheiros diplomados.Neste novo cenário a Sobena (Sociedade Brasileira de Engenharia Naval) vem demonstrando enorme preocupação em avaliar e antecipar os próximos passos da indústria naval. Comprometida em continuar as conquistas obtidas ao longo dos seus 48 anos dehistória, que serão completados em março deste ano, a entidade começa 2010 projetando uma série de eventos técnicos e sociais para discutir os rumos da engenharia naval brasileira.Em abril, acontece o 2º Seminário sobre Helipontos Offshore. O evento pretende reunir as autoridades responsáveis pela inspeção e certificação de helideques no Brasil. Outro evento bastante aguardado para 2010 é o 23º Congresso da Sobena, que neste ano terá comotema ‘Indústria naval: os desafios da competitividade e da sustentabilidade’. O evento acontece junto com a Exponaval, de 25 a 29 de outubro.O ciclo de palestras sobre estaleiros retorna ainda no primeiro semestre e a intenção é continuar a ouvir as práticas adotadas nos estaleiros instalados no Brasil como forma de trocar experiências no setor. A Sobena também está direcionando seus esforços para a manutenção das comissões técnicas já existentes, como a Especial de Normalização, que dentre outros assuntos quer rever a ABNT/CB-07, que regula a normatização no campo de navios, embarcações e tecnologia marítima compreendendo: projeto, construção, estrutura, equipamentos, acessórios, métodos e tecnologia.E, por fim, o grande avanço que tivemos em 2009, que foi a criação da Rede Desenvolvimento da Competitividade da Indústria Naval para envolver estaleiros,institutos de pesquisa, escolas técnicas, Petrobras e Transpetro, indústria fornecedora de equipamentos, engenheiros, classificadoras, a Marinha do Brasil e órgãos de fomento.Enfim, trata-se de um esforço conjunto e articulado para que, se não conseguirmos atrair novos recursos para P&D, pelo menos vamos ajudar a fazer com que os recursos existentes possam ser direcionados para as demandas mais importantes da indústria navalbrasileira. Esta é a nossa contribuição para que, definitivamente, a indústria naval nunca mais ‘volte para o estaleiro’.