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Fusões e aquisições consolidam o mercado de logística

Redação - 16/12/2010

O Brasil vem ganhando destaque com o crescente número de fusões e aquisições. Segundo pesquisa divulgada no final de novembro, o país foi o que mais atraiu este tipo de operação dentro do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), representando 46,6% dos acordos. No mercado de logística, em especial, não é diferente. O número de transações tem apreciado volume e cifras cada vez maiores. No primeiro semestre de 2010, segundo dados da PricewaterhouseCoopers, foram divulgadas para o setor de logística 8 transações com valor médio de US$ 74 milhões, totalizando cerca de US$ 600 milhões.
 
 
Para o especialista Antonio Wrobleski, investir no mercado de logística será um bom negócio nos próximos anos e continuará rendendo lucros enquanto a economia continuar aquecida. No entanto, como a atividade no setor é complexa, exigindo especialização e grande poder de investimento (capacidade para aguardar retornos que podem demorar mais de 10 anos), o tamanho da empresa conta e muito. “Nesse cenário as fusões e aquisições serão a melhor alternativa para as companhias que desejem permanecer como protagonistas no mercado”, pondera.
 
 
Segundo um estudo interno de sua empresa, a AWRO Logística e Participações, a disposição dos investidores é colocar cerca de R$ 10 bi no negócio nos próximos três anos. Além disso, de acordo com o BNDES, até 2014 o setor industrial vai investir cerca de R$ 850 bilhões no país e deste montante o banco estima que R$ 330 bilhões serão destinados para a logística, contribuindo para expandir o mercado de empresas especializadas na área, que cresce em um ritmo 3 vezes superior ao PIB.
 
 
“Atualmente, o setor de logística no Brasil gira em torno de R$ 300 bilhões com projeções para dobrar de tamanho em cinco anos. Temos potencial para isso, pois, segundo estimativas do setor, apenas 5% das empresas brasileiras investem adequadamente na área contra um porcentual de 25% nos EUA e 30% na Europa e no Japão”, comenta Antonio Wrobleski.
 
 
E completa, “a previsão é que o setor logístico passe por uma consolidação semelhante a que aconteceu no mercado brasileiro de construção civil”.

Edição 82

Revista TN Petróleo

Ano XII 2012 nº 82

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