Anuncie Aqui

Reserve seu espaço agora mesmo. publicidade@portalnaval.com.br


Notícia

Banner interno

BNDES e Fundo Soberano terão 17,4% da Petrobras

Valor Econômico - 01/10/2010

O BNDES e o Fundo Soberano do Brasil (FSB) entraram com R$ 37,074 bilhões na capitalização da Petrobras e vão ficar, juntos, com 17,4% do capital total da companhia. Antes do processo, as duas entidades tinham participação conjunta de 10,2% na estatal.
 
 
Essa conta considera que 217 milhões de ações ordinárias (com direito a voto) pertencentes ao Tesouro Nacional, que tinham sido usadas para aumento de capital do BNDES e da Caixa Econômica Federal, foram entregues às entidades antes da operação.
 
 
Usando o mesmo critério, é possível concluir que o Tesouro aplicou R$ 42,951 bilhões em novas ações da petroleira, elevando sua participação de 29,6% para 31,6%.
 
 
Esses percentuais têm como base comunicado divulgado na madrugada de ontem pela Petrobras, com a composição do capital social pós-oferta pública. Deve haver um pequeno ajuste para baixo na fatia do governo nos próximos dias, caso seja confirmada a venda do lote suplementar de 187 milhões de ações.
 
 
Assim, o governo como um todo entrou com R$ 80,025 bilhões na operação. Esse número supera em mais de R$ 3,2 bilhões o aporte que era possível calcular com base no prospecto definitivo, divulgado na sexta-feira passada, de R$ 76,798 bilhões, e também é R$ 178 milhões maior que o valor de R$ 79,847 bilhões, que consta do prospecto divulgado ao órgão regulador do mercado nos EUA.
 
 
A diferença ante o prospecto americano equivale a 6 milhões de ações ordinárias, que foram compradas pelo BNDES ou Fundo Soberano.
 
 
Além dessa, a divulgação do comunicado de ontem revela novas diferenças em relação ao que foi informado pela companhia nos prospectos brasileiro e americano.
 
 
No documento brasileiro, por exemplo, a Petrobras dizia que o Tesouro ficaria com 4,222 bilhões de ações ordinárias após a oferta. No comunicado mais recente, o total de ações detidas diretamente é de 3,991 bilhões.
 
 
Da mesma forma, o prospecto brasileiro informava que o Fundo Soberano ficaria com 3% do capital da Petrobras depois da operação. Pela última versão, essa fatia será de 3,9%.
 
 
A Petrobras foi procurada para esclarecer as divergências, mas disse apenas, por e-mail, que as informações finais e corretas são as divulgadas na nota de ontem.
 
 
A razão para a diferença dos números tem relação com as transferências de ações feitas entre Tesouro e entidades controladas - como BNDES e Fundo Soberano - dias antes da oferta.
 
 
O governo transferiu 217 milhões de ações ordinárias para capitalizar a Caixa e o BNDES, mas depois parte dessas ações foi parar na carteira do FSB, embora não se saiba exatamente quantos papéis.
 
 
Outra divergência nos documentos sobre a oferta se refere à parcela do total que foi paga com títulos públicos. No prospecto americano, o texto diz que todas as ações compradas pelo governo - que lá equivaleriam a R$ 79,847 bilhões - seriam pagas com LFTs.
 
 
Na terça-feira, a Petrobras informou que o pagamento em LFTs no âmbito da oferta foi no valor equivalente a R$ 67,815 bilhões.
 
 
Longe de ser um detalhe, essa informação permite que se tenha impressões sobre a demanda pela operação. Isso porque as LFTs só podiam ser usadas como forma de pagamento na oferta prioritária, de R$ 85 bilhões, destinada aos acionistas existentes.
 
 
Se todos os R$ 79,847 bilhões tivessem sido pagos com LFTs, isso poderia significar que os minoritários teriam colocado cerca de R$ 5 bilhões na oferta prioritária.
 
 
Com a informação de que a parcela paga em títulos foi menor, de R$ 67,815 bilhões, é possível concluir que o governo não conseguiu comprar todas as ações que pretendia na prioritária, sendo obrigado a entrar com dinheiro na oferta aberta ao público.
 
 
Isso reforça a tese que circulava no mercado após a operação de que o preço de venda das ações foi elevado para evitar que a demanda superasse a oferta em um terço. Se isso ocorresse, o governo, como pessoa vinculada, não poderia comprar ações na oferta aberta.

Edição 82

Revista TN Petróleo

Ano XII 2012 nº 82

Guia do Estudante

SUPLEMENTO ESPECIAL

Principais estaleiros no Brasil Principais estaleiros no Mundo