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Vale foca redução de custos e quer ganhos de eficiência nas operações

Valor Econômico - 08/07/2010

O novo diretor financeiro da Vale, Guilherme Cavalcanti, disse que a companhia planeja focar na redução de custos e em ganhos de eficiência, com a maior produtora de minério do mundo buscando ser uma empresa mais diversificada, de acordo com relatório do Morgan Stanley.



Cavalcanti, o sucessor do executivo Fabio Barbosa na área financeira da Vale, também disse que a companhia vai priorizar o crescimento orgânico, enquanto mantém um balancete firme para tirar vantagens de um promissor mercado de metais nos próximos anos.



O executivo, que ocupou o cargo de diretor global de finanças corporativas da companhia desde setembro de 2005, disse aos analistas Carlos Alba e Bruno Montanari que os dividendos vão aumentar, conduzidos pelo crescimento de volume vendido pela Vale e expectativas de elevados preços para metais nos próximos anos.

A recompra de ações é possível, em um momento oportuno, acrescentou o relatório divulgado nesta quarta-feira. Cavalcanti "está muito alinhado em suas visões com as estratégias financeiras da Vale", escreveram os analistas, em um relatório intitulado "Uma conversa com o novo CFO da Vale, Guilherme Cavalcanti." A saída de Fabio Barbosa não foi explicada pela companhia.



A Vale continua considerando o minério de ferro, o níquel, o carvão, o cobre e o potássio como os principais nichos para a estratégia de crescimento da companhia.

O presidente da Vale, Roger Agnelli, deseja que a empresa se torne uma mineradora mais diversificada nos próximos anos para conquistar fontes de receitas estáveis e aproveitar o crescimento da demanda por metais nos maiores mercados emergentes.

A Vale continuará "desenvolvendo seu portfólio de opções para um crescimento orgânico", disseram os analistas. Fusões e aquisições "são oportunas e apenas complementam oportunidades de crescimento interno da Vale."

Segundo os analistas, Cavalcanti vê potencial para futuras aquisições na faixa de US$ 1 bilhão a US$ 2 bilhões.


Fonte: Valor Econômico/Guillermo Parra-Bernal, Reuters, de São Paulo

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