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MF justifica por que não aceitou estaleiro

Diário do Nordeste (CE) - 29/06/2010

Na iminência do prazo final para a assinatura do contrato que firmará a localização do Estaleiro Promar, a se encerrar amanhã, a Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) veio a público, por meio de comunicado oficial, e explicou as razões pelas quais o projeto não foi aceito na Capital. Conforme o anúncio publicitário, de acordo com o estudos realizados por técnicos da Prefeitura, a Cidade sofreria fortes impactos ambientais, sociais e urbanísticos, caso viesse a abrigar o equipamento, que se instalaria em uma área de 1 milhão de metros quadrados.

 

 
Ainda segundo a análise, o lado financeiro também desfavorece um estaleiro na orla da Capital. "As alternativas de Fortaleza se mostram menos viáveis (financeiramente) em razão dos valores investidos em dragagem, aterro e entroncamento. Já nas opções Pecém e Camocim, esses valores seriam menores, pois o estudo aponta a instalação do estaleiro, em sua maior parte, dentro do continente, tornando mais econômico o empreendimento", justifica o comunicado. A Prefeitura minimiza os 1.200 empregos diretos que seriam criados com a chegada do equipamento, considerando que "a quantidade de vagas é pequena se comparada ao tamanho do investimento".

Sem preocupação

A indefinição de um local para abrigar o estaleiro Promar, mesmo com o término do prazo tão próximo, não preocupa o presidente da empresa investidora PJMR, Paulo Haddad. Segundo ele, amanhã, certamente, haverá uma definição.

O executivo ratificou a procura de outros estados interessados em atrair o projeto. Um dos novos rumos, como informou, o Diário do Nordeste no último dia 21, pode ser Pernambuco, que já detém o grandioso Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca. Mas Haddad também recebeu proposta da Bahia.

Sobre as justificativas utilizadas para barrar o empreendimento na Capital, Haddad não polemizou: "A gente respeita o entendimento da Prefeitura". Os gastos excessivos que seriam proporcionados com a fixação do equipamento são confirmados pelo empresário. "No projeto original, não ficaria mais caro, mas com as alterações exigidas pela Prefeitura, realmente, seria preciso um investimento maior para que o Titanzinho sediasse o estaleiro". Haddad afirma, ainda, que a área da qual o estaleiro precisaria não possuía compatibilidade com o tamanho da orla fortalezense.

Mais vagas

Quanto à geração de emprego, Haddad lembrou que seriam 1.500 vagas, 300 a mais do que as anunciadas pelo comunicado da PMF. Ainda assim, ele afirma que o número ficou aquém do desejado pela Prefeitura.



Fonte: Diário do Nordeste (CE)



 

 

Edição 81

Revista TN Petróleo

Ano XII 2012 nº 81

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