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Responsabilidade social, a nova cara do Porto

A Tribuna - SP - 29/09/2009

O Porto de Santos quer retribuir tudo o que a região lhe proporcionou ao longo dos seus 117 anos. E essa entrega será muito maior do que qualquer quantia em dinheiro ou benfeitoria, mas gerando oportunidades para a sua comunidade, a partir de programas de responsabilidade social, cultural e ambiental, que serão desenvolvidos pelo Instituto Porto de Santos (IPS), cuja criação está marcada para a próxima quarta-feira.

 

O instituto irá ocupar um lugar vago na comunidade portuária. Hoje, as empresas do setor desenvolvem seus projetos isoladamente, sem uma integração. Além disso, a burocracia pública impede que a Codesp desenvolva programas voltados à comunidade.

 

Com o instituto, esse quadro deverá mudar. Codesp, empresas ligadas ao Porto e pessoas físicas terão como planejar as boas ações do complexo. E juntas, fazer mais e melhor.

 

Até o final deste mês, a Autoridade Portuária receberá as inscrições de pessoas físicas ou jurídicas para criar o IPS. Serão elas que terão de pensar, planejar, executar e, claro, contribuir financeiramente para a realização dos projetos.

 

O presidente da Codesp, José Roberto Serra, explica que o IPS terá o desafio de transformar a imagem do Porto de Santos. Para ele, o complexo não é somente um local de operação de cargas, mas também um centro de oportunidades.

 

“O Porto tem que responder para a sociedade, atender aos interesses de quem está inserido nessa região, gerando benefícios a todos. Ele, que sempre usufruiu dessa comunidade, agora vai devolver o que recebeu. Temos que ser um Porto com responsabilidade social, cultural e ambiental”, aponta.

 

Neste contexto, o presidente acredita que o IPS poderá formar um banco de empregos e projetos, organizar eventos e até oferecer aulas de música. A ideia é atender, por exemplo, crianças, idosos e portadores de necessidades especiais.

 

Ações voltadas ao esporte também não serão esquecidas. E as ambientais, reforçadas. “A chave é envolver a comunidade para traçar projetos deste tipo, priorizá-los, orçá-los e começar uma proposta nova de trabalho”, ressalta Serra.

 

Referência internacional

 

Pelos planos do presidente da Docas, o IPS seguirá os mesmos passos de portos internacionais. Segundo ele, os principais complexos do mundo, como Antuérpia (Bélgica) e Roterdã (Holanda), já desenvolveram centros para aproximar a comunidade das suas ações de responsabilidade.

 

“Um instituto é o primeiro sinal de que um porto deixa seu objetivo-fim (a operação de mercadorias) para trabalhar pelo bem comum. Os poucos (se forem poucos) farão muito”, prenuncia.

Edição 81

Revista TN Petróleo

Ano XII 2012 nº 81

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