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O maior investimento que está sendo implantado em Suape é a Refinaria Abreu e Lima, que custará cerca de US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 8,2 bilhões) e deverá entrar em operação no segundo semestre de 2010. O empreendimento vai introduzir Pernambuco num dos setores que mais crescem no mundo, o do petróleo.
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) tem quatro contratos fechados (para fornecer 10 navios, uma plataforma de petróleo, dois superpetroleiros e quatro embarcações Aframax) no valor de US$ 2 bilhões. O empreendimento está sendo construído e, numa parte dele, a produção já foi iniciada. Ele também deverá ter um cais próprio.
A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado tenha um crescimento de 50% quando os empreendimentos estruturadores em implantação em Suape começarem a funcionar. É uma perspectiva animadora, diz o presidente de Suape, Fernando Bezerra Coelho, que também é secretário de Desenvolvimento Econômico.
No plano político, considero o Porto de Suape uma vitória por ter passado por vários governos num Estado onde a política tem uma grande polarização, diz a economista Tânia Bacelar, ex-secretária da Fazenda no segundo governo Arraes.
Nos últimos 14 anos, Suape foi apontado como prioridade pelas administrações estaduais, mas nem sempre isso resultou em recursos e em obras para melhorar a sua infra-estrutura.
O porto interno de Suape passou 21 anos para ser concluído, o que só ocorreu em 1999. Ele foi fundamental para atrair novas cargas ao complexo, que até então movimentava principalmente combustíveis, pois a sua área de atracação era restrita ao píer de granéis líquidos.
Atualmente, os combustíveis correspondem a 50% de tudo que passa por Suape. Na década de 90, os combustíveis representavam mais de 90% da movimentação.
Suape fez a sua expansão baseada num plano diretor elaborado em 1979. O trabalho apontou diretrizes que até hoje são seguidas por várias administrações ? inclusive a atual. Na época, o plano reservou um espaço para a implantação de uma refinaria e uma siderúrgica. Essa última está sendo negociada pelo governo do Estado com a Companhia Siderúrgica Nacional.
Ainda dentro do plano diretor, o complexo conservou 45% do seu território verde, o que também passou a ser um diferencial na atração de investimentos privados. ?O Porto de Suape foi um dos determinantes para que a refinaria ficasse em Pernambuco, porque ele fez com que o Estado oferecesse uma melhor condição logística e é um porto de águas profundas, o que também é importante?, disse o gerente industrial da Refinaria Abreu e Lima, João de Aquino.