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Em construção pelo consórcio formado pelas empresas WTorre, Estaleiro Rio Grande, Rio Bravo Investimentos, Quip e Petrobras, o dique seco de Rio Grande será o maior do país. Terá 130 metros por 140 metros e calado de 13,8 metros. Nele serão construídas plataformas oceânicas de exploração de petróleo e gás, além da Plataforma P-53. O investimento é de R$ 222,8 milhões. A existência de um dique seco é estratégica, porque o Brasil não dispõe de instalação desse tipo para manutenção e reparos de plataformas semi-submersíveis de grande porte. Quando necessários, os serviços têm de ser feitos no exterior, com significativo aumento de custos. Entre as plataformas que poderão ser construídas estão a P-55 e P-56, para os campos de Roncador e Marlim Sul, ambos na Bacia de Campos (RJ).
Para a construção da plataforma P-53, são estimados US$ 370 milhões de investimento. A obra da unidade industrial está sob a responsabilidade da Quip - empresa controlada pelo consórcio Queiroz Galvão, Ultratec e Iesa -, também no Porto Novo, numa área de 27,4 hectares assegurada pelo governo do estado. Ali, serão feitos os módulos da plataforma e a montagem final, até seu ingresso no mar. Destinada ao campo Marlim Leste, a P-53 terá capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia.