Glossário
Aqui você encontra os termos mais importantes utilizados na indústria naval e offshore no Brasil e no exterior. Tipos de navios e de plataformas de petróleo, suas características, nomeclaturas, acessórios, subdivisões, peças e detalhes de engenharia. Além de apresentar uma visão de como funciona um estaleiro com suas divisões e facilidades industriais.
Tipos de Navio
ALVARENGA (Lighter, Barge)
Embarcação robusta, sem propulsão e de fundo chato, empregada para desembarque ou transbordo de carga nos portos. O mesmo que Batelão.
AVISO (Despatch Vessel)
Navio de guerra de pequeno porte, dotado de fraco ou nenhum armamento.
BARCAÇA (Barge, Lighter)
O mesmo que Alvarenga, Batelão e Chata.
BATELÃO (Lighter, Barge)
O mesmo que Alvarenga.
CÁBREA (Shears, Pontoon Crane)
Pontão sobre o qual existe montado um aparelho de manobra de pesos. É utilizado para embarcar ou desembarcar grandes pesos sem que se tenha necessidade de atracar o navio ao cais; para transportar grandes pesos a pequenas distâncias e para retirar do fund
CAÇA-MINAS (Minesweeper)
O mesmo que Navio Varredor.
CARGUEIRO (Cargo Ship)
O mesmo que Navio de Carga.
CARGUEIRO A FRETE (Tramp)
Navio mercante de carga que não tem itinerário fixo, podendo destinar-se em cada viagem a qualquer porto onde haja carga a embarcar. Cf. Cargueiro Regular.
CARGUEIRO REGULAR (Liner)
Navio mercante de carga empregado numa linha regular de navegação, repetindo o mesmo itinerário em todas as viagens. Cf. Cargueiro a Frete.
CARVOEIRO (Coaler)
O mesmo que Navio Carvoeiro.
CATAMARÃ (Catamaran)
Embarcação caracterizada por possuir dois cascos inteiramente distintos até o convés principal, o qual é comum a ambos e serve para uni-los.
CHATA (Barge)
Embarcação com ou sem propulsão própria, com fundo chato, destinada ao transporte de granéis líquidos ou secos. Quando sem propulsão seu movimento é provido por um Rebocador ou Empurrador.
CONTRA TORPEDEIRO (Destroyer)
Navio de combate de alta velocidade, grande mobilidade, tamanho moderado, pequena autonomia e proteção estrutural nula, cujo armamento principal é normalmente constituído de torpedos.
CONTRA TORPEDEIROS DE ESCOLTA (Destroyer-Escort)
Navio de combate construido especialmente para escoltar comboios. É menor que o Contra Torpedeiro comum e seu armamento principal é anti-submarino.
CONTRA TORPEDEIRO-LÍDER (Destroyer Leader)
Contra Torpedeiro maior que o Contra Torpedeiro comum, com acomodações para um Comandante de Força e seu Estado Maior.
CORVETA (Corvette)
Navio de combate de 500 a 1.100 toneladas de deslocamento, boa mobilidade e velocidade moderada, destinada à patrulha anti-submarina, podendo fazer escolta de comboios em substituição ao Contra Torpedeiro-Escolta.
COURAÇADO (Battleship)
O mesmo que Encouraçado.
CRUZADOR (Cruiser)
Navio de combate de tamanho médio, grande velocidade, proteção moderada, grande raio de ação, boa mobilidade e armamento de calibre médio e tiro rápido, destinado a efetuar explorações, coberturas, escolta de comboios (contra ataques de superfície), guerr
CRUZADOR ANTI-AÉREO (Anti-Aircraft Cruiser)
Cruzador dotado de poderosa artilharia anti-aérea.
CRUZADOR DE BATALHA (Battle Cruiser)
Navio de combate armado de canhões do mesmo calibre dos Encouraçados, porém menos protegido e muito mais veloz que estes. Ainda utilizado na 2ª Guerra Mundial, tende a desaparecer.
CRUZADOR LEVE (Light Cruiser)
O mesmo que Cruzador Ligeiro.
CRUZADOR LIGEIRO (Light Cruiser)
Cruzador cujos canhões da bateria principal têm calibre máximo de 6 polegadas (152 mm).
CRUZADOR PESADO (Heavy Cruiser)
Cruzador que possui na bateria principal canhões com calibre superior a 6 polegadas (152 mm).
DRAGA (Dredger)
Embarcação apropriada para retirar material do fundo, em águas pouco profundas. Normalmente utilizada no interior ou na proximidade dos portos para aumentar a profundidade dos canais de acesso ou das bacias de evolução.
EMBARCAÇÃO (Craft)
1 - Nome genérico dado a toda construção destinada a se deslocar planando junto à superfície da água (em barcação planadora), flutuando na superfície (embarcação flutuante) ou submersa (embarcação submarina).
2 - Nome geralmente empregado para designa
EMBARCAÇÃO DE DESEMBARQUE (Landing Craft)
Qualquer embarcação destinada especificamente a transportar material ou pessoal até a praia e aí desembarcá-Ios, sem contar com outros recursos além dos que possui a bordo. Normalmente utilizada em operações anfíbias.
EMPURRADOR (Pusher Tug)
Pequeno navio de grande robustez e alta potência, dispondo de uma proa de forma e construção especiais, destinado a empurrar uma Barcaça ou conjunto de Barcaças, que formam um comboio. Cf. Rebocador.
ENCOURAÇADO (Battleship)
Navio de combate armado de canhões de grosso calibre, fortemente protegido por couraças e por uma compartimentagem estanque especialmente eficiente. Tipo de navio hoje quase totalmente em desuso. O mesmo que Couraçado.
FLUTUANTE (Floating Stage)
Plataforma flutuante, sem propulsão própria e sem equipamentos e compartimentagem que lhe deêm finalidade específica. Pode ser empregado nos mais variados serviços que necessitem de uma base de apoio flutuante ou para impedir o contato direto do casco de
FRAGATA (Frigate)
Navio de combate de emprego semelhante ao do Contra Torpedeiro sendo, porém, de maior porte e, normalmente, dotado com mísseis entre as suas armas.
FRUTEIRO (Fruiter)
O mesmo que Navio Fruteiro.
GRANELEIRO (Bulk Carrier)
O mesmo que Navio Graneleiro.
GRANELEIRO COMBINADO (Ore-Oil Carrier)
O mesmo que Navio Graneleiro Combinado.
GRANELEIRO COMBINADO UNIVERSAL (Oil-Bulk-Ore Carrier)
O mesmo que Navio Graneleiro Combinado Universal.
GRANELEIRO UNIVERSAL (Oil-Ore Carrier, Obo Carrier)
O mesmo que Navio Graneleiro Combinado Universal.
GUARDA-COSTA (Coast Defense Ship)
Embarcação dotada de alta velocidade e grande mobilidade, destinada a patrulhar águas costeiras.
LAMEIRO (Hopper)
Embarcação de ferro, com caixas de ar nas extremidades e portas no fundo, destinada a transportar a lama proveniente de uma dragagem.
LANÇA-MINAS (Minelayer)
O mesmo que Navio Mineiro.
LANCHA TORPEDEIRA (Torpedo Boat, PT Boat)
Embarcação de combate de pequeno porte (20 a 50 toneladas de deslocamento), de alta velocidade e grande mobilidade, armada com tubos de torpedo. Destina-se a patrulhar águas costeiras, podendo atacar navios maiores com torpedos lançados a curta distância.
MONITOR (Monitor)
Navio de combate de calado reduzido armado com canhões de calibre médio ou grande, para bombardeio de costa ou para emprego fluvial. Caindo em desuso.
NAVIO (Vessel, Ship)
Embarcação de grande porte, dotada de meios próprios de propulsão.
NAVIO-AERÓDROMO (Aircraft Carrier)
Base aérea flutuante com propulsão própria, capaz de reabastecer, municiar, alojar, reparar e operar aviões e suas equipagens aéreas, e defender-se, dentro de certos limites, de ataques aéreos e de superfície. Seu armamento principal é o avião. Cf. Porta-
NAVIO-AERÓDROMO DE HELICÓPTEROS DE ASSALTO (Amphibious Assault Ship)
Navio de guerra dotado de armamento de defesa e, normalmente, para apoio de fogo naval contra alvos terrestres, dispondo de pista para pouso de helicópteros. Transporta unidades do Corpo de Fuzileiros Navais e equipamentos além de suprimentos diversos que
NAVIO AUXILIAR (Auxiliary Ship, Auxiliary Vessel)
Navio de guerra destinado a executar missões de apoio logístico.
NAVIO DE CARGA (Cargo Ship)
Navio mercante destinado exclusiva ou principalmente ao transporte de mercadorias e cargas, podendo transportar, no máximo 12 passageiros. Cf. Navio Misto.
NAVIO DE CARGA GERAL (General Cargo Ship, Freighter)
Navio construido especialmente para o transporte de cargas embaladas ou produtos manufaturados, que não sejam a granel, dotado de guindastes ou paus de carga para manuseio da carga.
NAVIO CARVOEIRO (Coaler)
Navio apropriado, ou simplesmente usado, para transportar carvão a granel. O mesmo que Carvoeiro.
NAVIO DE COMBATE (Warship)
Navio de guerra destinado a executar missões de combate.
NAVIO-CURRAL (Cattle-Carrying Ship)
Navio destinado ao transporte de gado em pé, possuindo para tanto currais no convés principal e plataformas para o embarque e desembarque do gado.
NAVIO DE DESEMBARQUE (Landing Ship)
Embarcação de desembarque de porte alentado, capaz de transportar tropa, carga e viaturas, desde o porto de embarque até a praia invadida ou até as proximidades desta. Normalmente utilizado em operações anfíbias.
NAVIO DE DESEMBARQUE DE CARROS DE COMBATE (Tank Landing Ship)
Navio construído especialmente para o transporte e desembarque de carros de combate em praias, sendo para isto dotado de uma porta e uma rampa na proa. Normalmente utilizado em operações anfíbias.
NAVIO DE DESEMBARQUE DOCA (Landing Ship Dock)
Navio semelhante a um dique flutuante, com propulsão própria. Em seu porão, que é alagável, transporta Embarcações de Desembarque que dele se retiram por seus próprios meios, após a abertura da porta existente na popa do navio.
NAVIO DESEMBARQUE DOCA PORTA-HELICÓPTERO (Landing Ship Dock)
Navio com características semelhantes às do Navio de Desembarque Doca, possuindo, também, pista para operação com helicópteros.
NAVIO-ESCOLA (Training Ship)
Navio destinado a prover treinamento a futuros tripulantes de navios de guerra ou mercantes.
NAVIO FERRY (Ferry Ship)
Navio de porte reduzido, utilizado no transporte de passageiros, geralmente em viagens de turismo, transportando também os automóveis dos próprios passageiros.
NAVIO FRUTEIRO (Fruiter)
Navio construido especialmente para o transporte de frutas, tendo, geralmente, os porões refrigerados. O mesmo que Fruteiro.
NAVIO GRANELEIRO (Bulk Carrier)
Navio de construção especial adequada para o transporte de carga a granel, não possuindo assim, guindastes ou paus de carga. Possue características estruturais diferentes, conforme se destine ao transporte de granéis pesados (minérios, por exemplo) ou de
NAVIO GRANELEIRO COMBINADO (Ore-Oil Carrier)
Navio graneleiro destinado ao transporte de granéis sólidos e líquidos, a fim de evitar viagens em lastro. Possue em adição às instalações do graneleiro comum, um sistema de bombas e respectivas redes para o trato da carga líquida, bem como um sistema ade
NAVIO GRANELEIRO COMBINADO UNIVERSAL (Oil-Ore Carrier, Obo-Carrier)
Navio graneleiro que pode transportar minério, granéis líquidos e granéis sólidos leves. O mesmo que Graneleiro Combinado Universal.
NAVIO DE GUERRA (Naval Vessel, Naval Ship)
Qualquer navio pertencente à Marinha de Guerra. Pode ser Navio de Combate ou Navio Auxiliar.
NAVIO HIDROGRÁFICO (Surveying Ship)
Navio destinado a fazer levantamentos hidrográficos, sendo para tanto dotado de equipamentos especiais (hardware e software) para coleta e análise de dados necessários à confecção de cartas náuticas.
NAVIO LASH (Lash Ship, Lash Type Barge Carrying Ship)
O mesmo que Navio Porta-Barcaças. O nome Lash provém das iniciais da expressão inglesa Lighter Abaard Ship.
NAVIO MERCANTE (Merchant Ship, Merchant Vessel)
Qualquer navio empregado no comércio marítimo, isto é, que transporta carga ou passageiros a frete.
NAVIO MINEIRO (Minelayer)
Navio de combate destinado a semear campos de minas ofensivos, em águas dominadas pelo inimigo, ou defensivos, em águas próprias. O mesmo que Lança Minas.
NAVIO MINERALEIRO (Ore Carrier)
Navio graneleiro projetado especificamente para o transporte de minérios. Possue, normalmente, porões de carga centrais e tanques de lastro laterais que se extendem do nível do convés até o fundo do navio.
NAVIO MISTO (Cargo-Passenger Ship)
Navio destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiros. Cf. Navio de Carga.
NAVIO-OFICINA (Tender)
Navio Auxiliar destinado a apoiar Navios de Combate, proporcionando-Ihes meios de reparos, aprovisionamento, etc.
NAVIO PATRULHA COSTEIRO (Coastal Patrol Boat)
Navio de Combate pequeno, com armamento leve e raio de ação limitado, destinado à patrulha próximo da costa, repressão ao contrabando, etc.
NAVIO DE PESCA (Fishing Vessel)
O mesmo que Navio-Pesqueiro.
NAVIO PESQUEIRO (Fishing Vessel)
Navio especialmente aparelhado para a pesca em alto mar, podendo ou não ser dotado de câmara frigorífica para conservação do pescado. O mesmo que Navio de Pesca e Pesqueiro.
NAVIO PETROLEIRO (Oil Tanker)
Navio de construção especial adequada ao transporte de petróleo bruto ou refinado. O mesmo que Petroleiro.
NAVIO PORTA-BARCAÇAS (Lash-Type Ship)
Navio especial que possue guindastes para o embarque e desembarque de barcaças pela popa. Tal sistema permite que a estadia do navio no porto seja mínima, pois o navio não precisa atracar as barcaças que ele transporta são arriadas e rebocadas para o port
NAVIO PORTA-CARRETAS (Roll-on-Roll-off)
Navio especialmente construído para transportar veículos. Estes são embarcados utilizando seu próprio motor, através de uma porta e rampa, situada na popa do navio
NAVIO PORTA-CONTENTORES (Container Ship)
Navio construído especialmente para o transporte de carga em contentores (container), existindo dois tipos principais: um, com convéses corridos, para embarque de contentores por rolamento, através das suas extremidades, e outro, do tipo celular, com vári
NAVIO QUEBRA-GELO (Ice-Breaker)
Navio de construção robusta e proa reforçada, capaz de romper os campos de gelo de pequena espessura que se formam sobre as águas, nas regiões geladas (Atlântico Norte e Mar do Norte, etc).
NAVIO - SEA-BEE
Navio que transporta barcaças, diferindo do sistema Lash, quanto ao embarque das mesmas. Neste tipo, as barcaças são arriadas ou içadas para bordo, através de uma plataforma situada na popa, que substitue o guindaste existente nos navios Lash.
NAVIO-TANQUE (Tanker)
Navio de construção especial, adequada ao transporte de carga líquida, que pode ser petróleo bruto, óleo combustível, gasolina, vinho, óleo comestível, etc.
NAVIO TRANSPORTADOR DE GASES LIQUEFEITOS DE PETRÓLEO (Liquefied Petroleum Gases Carrier, LPG Carrier)
Navio de construção especial, adequada ao transporte de gases liquefeitos de petróleo (metano, propano, butano, propileno, butileno, etc.). Existem dois tipos principais: os que transportam gases na temperatura ambiente e sob pressão atmosférica e a baixa
NAVIO TRANSPORTADOR DE GASES NATURAIS LIQUEFEITOS (Liquefied Natural Gas Carrier, LGN Carrier)
Navio de construção especial, adequada ao transporte de gases liquefeitos obtidos de fontes naturais, isto é, não obtidos pela refinação do petróleo.
NAVIO VARREDOR (Minesweeper)
Navio de guerra de construção especial, dotado de equipamentos específicos, e que, através de técnicas adequadas, retira, desativa ou faz explodir minas lançadas em águas pouco profundas, abrindo canais seguros à navegação através daquelas águas.
PESQUEIRO (Fishing Vessel)
O mesmo que Navio-Pesqueiro.
PESQUEIRO DE ARRASTO (Trawler)
Navio-Pesqueiro que opera arrastando uma rede para a captura do pescado.
PETROLEIRO (Oil Tanker)
O mesmo que Navio-Petroleiro.
PONTÃO (Pontoon, Hulk)
Plataforma flutuante, geralmente de forma retangular, destinada a serviços diversos. O mesmo que Flutuante.
PORTA-AVIÕES (Aircraft Carrier)
O mesmo que Navio-Aeródromo. Denominação incompleta, e por isso imprópria, de Navio-Aeródromo. Este tipo de navio não é um simples transportador de aviões, mas com estes opera de forma integral.
REBOCADOR (Tug, Tugboat)
Pequeno navio de grande robustez, alta potência de máquina e boa mobilidade, destinado a rebocar outras embarcações.
REBOCADOR DE ALTO-MAR (Ocean-Going Tug)
Rebocador de maior porte e grande raio de ação, destinado a prestar socorro marítimo em alto mar.
REBOCADOR DE PORTO (Harbour Tug)
Pequeno rebocador destinado a auxiliar a manobra de atracar e desatracar navios, ou a rebocar embarcações na área portuária.
SUBMARINO (Submarine)
Navio de guerra destinado a operar submerso.
SUBMARINO ATÔMICO (Atomic Submarine)
Submarino cuja propulsão se faz por meio do emprego da energia atômica. O mesmo que Submarino Nuclear.
SUBMARINO CONVENCIONAL (Conventional Submarine)
Submarino cuja propulsão à superfície se faz por meio de motores diesel, e que, quando em imersão é propulsionado através de motores elétricos, alimentados por baterias.
SUBMARINO NUCLEAR (Nuclear Submarine)
O mesmo que Submarino Atômico.
TRANSATLÂNTICO.
Navio de passageiro de grande porte e sofisticado. Pondendo atuar no próprio país ou interligando outros.
AFRAMAX (Average Freighter)
Navio petroleiro de óleo cru ou de produtos, com capacidade entre 75 mil e 120 mil TPB ou cerca de 800 mil barris.
AHTS (Anchor Handling Tug Supply)
Barco de apoio em manuseio de âncoras.
CH/C (Chemical carrier)
Navio para transporte de produtos químicos e granel líquido.
FPSO (Floating Production Storage and Offloading)
Plataforma offshore de produção, armazenamento e descarregamento.
FSO (Floating Storage and Offloading)
Plataforma offshore de armazenamento e descarregamento.
LGC (Large Gas Carrier)
Navio-tanque para transporte de gases, com capacidade na faixa de 50 a 60 mil m³.
NAVIO DE PRODUTOS
Navio de Produtos - Navio para o transporte de produtos claros derivados de petróleo (diesel, gasolina, querosene de aviação, nafta, óleo lubrificante). Normalmente, são navios na faixa de 45 mil TPB ou cerca de 300 mil barris.
NAVIO GLP ou GASEIRO
Navio GLP ou Gaseiro – Navios para transporte de gás liqüefeito de petróleo ou cerca de 8 mil m³.
NAVIO PORTA-CONTÊINER
Navio Porta-Contêiner – Navio para transporte de cargas em contêineres. Pode ser um full container, ou seja, transportar somente carga em containers, ou misto, trasportando granéis em seus porões.
NAVIOS ALIVIADORES DP
Navios aliviadores DP – Navios que fazem o transporte de petróleo entre plataformas de produção de petróleo e um terminal marítimo, por exemplo. São controlados por sistemas de computadores e com posicionamento dinâmico.
NAVIO-TANQUE
Navio-Tanque – Navio destinado ao transporte aquaviário de granéis de líquidos, tais como petróleo e seus derivados, produtos químicos, GLP etc.
PANAMAX
Panamax – Navio petroleiro de óleo cru ou de produtos, com dimensões que permitem a passagem pelo Canal de Panamá. A capacidade de carga do navio varia entre 70 mil e 80 mil TPB ou cerca de 500 mil barris.
PSV (Platform Suplly Vessel)
Barco de apoio a plataforma de petróleo.
SECONDHAND
Secondhand – Navio usado.
SUEZMAX
Suezmax – Navio petroleiro de óleo cru ou de produtos, com dimensões que permitem sua passagem pelo Canal de Suez. A capacidade de carga do navio varia entre 150 mil e 200 mil TPB ou cerca de 1,1 milhões de barris.
TANKER
Navio-tanque.
VLCC (Very Large Crude Carrier)
Navio-tanque para transporte de petróleo com capacidade superior a 180 mil Tbp.
VLGC (Very Large Gas Carrier)
Navio-tanque para transporte de gases com capacidade superior a 70 mil m³.
SICORDA (Deck Girder)
Longarina dos Conveses, nos navios construídos no sistema transversal.
DP
DP (Dynamic Positioning). Navio sofisticado de grande porte utilizado em operações de alívio das plataformas de produção e estoque de petróleo (FSOs e FPSOs), geralmente adptados de petroleiros, que além do sistema de propulsão principal possui propulsore
Principais medidas, dimensões e características do navio
ADERNAMENTO (Heel)
O mesmo que Banda.
ÁGUAS PARELHAS (Even Keel)
O mesmo que Sem Compasso, Sem Trim e Sem Diferença.
ALTURA (Height)
Qualquer distância vertical considerada na geometria do navio. As alturas tem por origem o Plano de Base Molhada.
ALTURA DO FUNDO (Dead Rise)
Altura a que se eleva o fundo do casco, da Quilha ao Bojo, medida nas linhas moldadas.
ALTURA METACÊNTRICA (Metacentric Height)
Distância entre o centro de gravidade da embarcação e o Metacentro (Transversal ou Longitudinal) Inicial. Cf. Altura Metacêntrica Transversal e Altura Metacêntrica Longitudinal.
ALTURA METACÊNTRICA LONGITUDINAL. (Longitudinal Metacentric Height)
Distância entre o centro de gravidade da embarcação e o Metacentro Longitudinal Inicial.
ALTURA METACÊNTRICA TRANSVERSAL (Transversal Metacentric Height)
Distância entre o centro de gravidade da embarcação e o Metacentro Transversal Inicial. É positiva quando o metacentro está acima do centro de gravidade e negativa em caso contrário. É uma medida da estabilidade, inerente a um dado navio, para pequenos ân
ÁREA DE FLUTUAÇÃO (Area of Waterplane)
Área limitada por uma Linha D'Água, no plano desta.
ARFAGEM (Dogsleep)
Mergulho da proa da embarcação, no Balanço Longitudinal. Cf. Caturro.
ARQUEAÇÃO (1. Tonnage Measurement, 2. Tonnage)
1. Ato de medir o volume dos espaços de um navio.
2. Número que exprime essa medida. O mesmo que Tonelagem e Tonelagem de Arqueação.
ARQUEAÇÃO BRUTA (Gross Tonnage)
O mesmo que Tonelagem Bruta.
ARQUEAÇÃO LÍQUIDA (Net Tonnage)
O mesmo que Tonelagem Líquida.
ARQUEAÇÃO DE REGISTRO (Register Tonnage, Net Register Tonnage)
O mesmo que Tonelagem de Registro.
AUTONOMIA (Endurance)
Espaço de tempo que um navio de guerra pode permanecer no mar sem se reabastecer. Depende do seu Raio de Ação, capacidade de aguada, suprimentos que pode transportar e capacidade das câmaras frigoríficas.
BALANÇO (1. Overhang, 2. Rolling and Pitching)
1. Projeção ou prolongamento de uma estrutura além de sua base de sustentação.
2. Movimento pendular da embarcação, nos planos longitudinal ou transversal, causado pelas ondas do mar.
BALANÇO LONGITUDINAL (Pitch, Pitching)
Balanço de uma embarcação no sentido de proa a popa. Cf. Arfagem e Caturro.
BALANÇO TRANSVERSAL (RolI, RolIing)
Balanço de uma embarcação no sentido de um a outro bordo. O mesmo que Jogo. Cf. Banda.
BANDA (Heel, List)
Inclinação permanente da embarcação para um dos bordos, resultante da má distribuição de pesos ou de avaria. Cf. Jogo, Balanço e Balanço Transversal.
BOCA (Breadth)
Largura da embarcação na seção transversal a que se referir. Exemplo: Boca na Caverna 32, etc. Quando não for especificada a seção, refere-se à Boca na Seção-Mestra. Cf. Boca Moldada e Boca Máxima.
BOCA EXTERNA (Extreme Breadth)
O mesmo que Boca Máxima.
BOCA MÁXIMA (Extreme Breadth)
Maior largura do casco, tomada por fora dos Apêndices. O mesmo que Boca Externa e Boca Extrema.
BOCA MOLDADA (Molded Breadth)
Boca medida entre as faces exteriores das Cavernas, excluindo a espessura do chapeamento exterior. Quando não for feita referência à seção específica, significa Boca Moldada na Seção-Mestra.
BORDA LIVRE (Free Board)
Distância vertical entre a superfície da água e o Convés da Borda Livre, medida em qualquer ponto da extensão do navio. A expressão Borda-Livre sem outra qualificação, refere-se ao menor valor da Borda-Livre, ou seja, medida na situação do navio quando co
CAIMENTO (Rake)
(ABNT).
1. Ângulo formado entre o Mastro e a vertical.
2. Ângulo formado entre o Cadaste e a vertical.
CALADO (Draught, Draft)
Distância vertical, tirada sobre um plano transversal, entre a parte extrema inferior da embarcação nesse plano e o Plano de Flutuação. O mesmo que Calado D'Água. Cf. Calado a Vante, Calado a Ré e Calado a Meio.
CALADO LEVE (Ligth Draft)
O mesmo que Calado Mínimo.
CALADO MÁXIMO (Loaded Draft)
Calado correspondente ao Deslocamento Máximo da embarcação. Cf. Calado Mínimo.
CALADO MÉDIO (Mean Draft)
Média aritmética entre os Calados a Vante e a Ré.
CALADO A MEIO (Draft Amidships)
Calado medido a meio comprimento entre perpendiculares. Os grandes navios costumam ter pintados no Costado a meio navio, nos dois bordos, escalas para a leitura direta do Calado a Meio.
CALADO MÍNIMO (Deep Load Draft)
Calado correspondente ao Deslocamento Mínimo. O mesmo que Calado Leve. Cf. Calado Máximo.
CALADO MOLDADO (Molded Draft)
Calado referido à Linha de Base Moldada.
CALADO NORMAL (Normal Draft)
Calado correspondente ao Deslocamento Normal da embarcação.
CALADO A RÉ (Draft Aft, After Draft)
Calado no Cadaste. Em geral, os navios tem uma escala pintada em cada lado do Cadaste para a leitura direta do Calado a Ré.
CALADO A VANTE (Draft Forward)
Calado medido na Roda de Proa. Em geral, os navios tem uma escala pintada em cada bordo da Roda de Proa para a leitura direta do Calado a Vante.
CAPACIDADE DE CARGA (Cubic Capacity)
Volume dos espaços cobertos do navio, realmente utilizáveis para carga. É expresso em metros cúbicos ou pés cúbicos, exceto no caso de petroleiros, onde pode ser expresso por barris (1 barril = 158,984 litros). Cf. Capacidade de Carga a Granel e Capacidad
CAPACIDADE DE CARGA EM FARDOS (Bale Bubic Capacity)
Volume do espaço interno do compartimento de carga do navio, medido entre o fundo do porão e a aresta inferior dos Vaus e, lateralmente, entre as Sarretas que cobrem internamente as Cavernas, dele deduzido o volume dos Pés-de-Carneiro, tubulações e obstru
CAPACIDADE DE CARGA A GRANEL (Grain Cubic Capacity)
Volume do espaço interno do compartimento de carga do navio, deduzido o volume ocupado por Vaus, Cavernas, Pés-de-Carneiro, tubulações e obstruções semelhantes existentes no interior do compartimento medido. O mesmo que Cubagem para Carga a Granel.
CARGA LEVE (Measurement Cargo)
Carga cujo Fator de Estiva é igualou superior a 40 pés cúbicos por Tonelada Longa. O mesmo que Carga de Medição. Cf. Fator de Estiva e Tonelada Longa.
CARGA DE MEDIÇÃO (Measurement Cargo)
O mesmo que Carga Leve.
CARGA PESADA (Deadweight Cargo)
Carga cujo Fator de Estiva é menor que 40 pés cúbicos por Tonelada Longa. Seu frete é pago normalmente, pelo peso, medido em Toneladas Longas (1016 kg) ou em toneladas métricas (1000 kg), conforme o país. O mesmo que Carga de Peso Morto.
CARGA DE PESO MORTO (Deadweight Cargo)
O mesmo que Carga Pesada.
CATURRO (Scend)
Soerguimento da proa da embarcação, no Balanço Longitudinal. Cf. Arfagem.
CENTRO DE CARENA (Centro of Buoyancy)
Centro de gravidade do volume imerso da embarcação. É o ponto de aplicação do empuxo. (Cf. Princípio de Arquimedes). O mesmo que Centro de Empuxo.
CENTRO DE EMPUXO (Centre of Buoyancy)
O mesmo que Centro de Carena.
CENTRO DE FLUTUAÇÃO (Centre of Flotation)
Centro de gravidade da Área de Flutuação da embarcação.
CHEIO E EM BAIXO (FuIl and Down)
Diz-se do navio que está com sua condição ideal de carregamento, isto é com toda sua capacidade em peso e em volume utilizadas.
CLASSIFICAÇÃO (Classification)
Enquadramento de um navio, por sua construção, numa das categorias estabelecidas pelas Sociedades Classificadoras, como - Lloyd's Register -, e - American Bureau of Shipping - etc. Tais categorias preveem especificações dos materiais empregados e ob
COEFICIENTE DE ADELGAÇAMENTO (Coefficient or Fineness)
(ABNT).
O mesmo que Coeficiente de Forma.
COEFICIENTE DE BLOCO (Block Coefficient)
Coeficiente de Forma igual à razão entre o volume da Carena e o volume do paralelepípedo a ela circunscrito.
COEFICIENTE DE ESTABILIDADE (Coefficient of Stability)
Produto do peso do navio pela Altura Metacêntrica Transversal. O conjugado endireitador é proporcional a este coeficiente, para pequenos ângulos de inclinação.
COEFICIENTE DE FINURA (Coefficient of Fineness)
(ABNT).
O mesmo que Coeficiente de Forma.
COEFICIENTE DE FORMA (Forma Coefficient)
Coeficiente adimensional que exprime uma relação entre uma área ou volume da carena e a área ou volume da figura plana ou sólida circunscrita. (ABNT). O mesmo que Coeficientes de Finura e de Adelgaçamento.
COEFICIENTE DE PORTE (Coefficient of Deadweight)
Razão entre o Deslocamento Leve e o Deslocamento em Plena Carga.
COEFICIENTE PRISMÁTICO (Prismatic Coefficient)
(ABNT).
O mesmo que Coeficiente Prismático Longitudinal.
COEFICIENTE PRISMÁTICO LONGITUDINAL (Longitudinal Prismatic Coefficient)
Coeficiente de Forma igual, à razão entre o volume da Carena e o volume do prisma com seção transversal igual à parte imersa da Seção-Mestra e altura igual ao comprimento do Plano de Flutuação. (ABNT) Coeficiente de Forma que dá relação entre o volume da
COEFICIENTE PRISMÁTICO VERTICAL (Vertical Prismatic Coeficient)
Coeficuente de Forma igual à razão entre o volume da Carena e o volume do prisma com base igual ao Plano de Flutuação e altura igual ao Calado.
COEFICIENTE DE SEÇÃO MESTRA (Midship Section Coefficient)
Coeficiente de Forma igual à razão entre a área da parte imersa da Seção Mestra e a área do retângulo a ela circunscrito.
COMPASSADO (Trimmed)
Diz-se do navio que em determinado instante está com o Compasso de Projeto ou Sem Compasso, se este for o caso. (ABNT) Diz-se do navio que em determinado instante está com a diferença de calados normais, prevista nos planos.
COMPASSO (Trim)
O mesmo que Trim.
COMPASSO DE PROJETO (Drag)
O mesmo que Trim de Projeto.
COMPRIMENTO ALAGÁVEL (Floodable Lenght)
Comprimento do navio que pode ser alagado sem que a Llinha Marginal seja ultrapassada. O Comprimento Alagável varia ao longo do comprimento do navio, sendo normalmente máximo a meio navio e mínimo a um quarto de comprimento a partir da proa e da popa.
COMPRIMENTO DE ARQUEAÇÃO (Tonnage Lenght)
Distância horizontal, medida no plano diametral, entre as intersecções AV e AR da face inferior do Convés de Arqueação com as faces internas do Forro das Amuradas, ou com a face interna das Cavernas, caso não exista aquele Forro. A determinação dos pontos
COMPRIMENTO NO CONVÉS (Lenght at the Deck)
Distância entre as intersecções do Convés Principal com a face de vante da Roda de Proa e com a face de ré do Cadaste (ou com o eixo do leme, se a embarcação não tiver Cadaste bem definido.
COMPRIMENTO NA FLUTUAÇÃO (Lengh at Waterline)
O mesmo que Comprimento na Linha D'Água.
COMPRIMENTO NA LINHA D'ÁGUA (Lenght at Designed Waterline)
Comprimento medido no Plano da Linha D'Água de Projeto.
COMPRIMENTO ENTRE PERPENDICULARES (Lenght Between Perpendiculars)
Distância entre as Perpendiculares a Vante e a Ré, numa embarcação. Cf. Perpendicular a Vante e Perpendicular a Ré.
COMPRIMENTO DE REGISTRO (Lenght Register)
Distância horizontal, medida na altura da flutuação da carga máxima de verão, entre a face externa da roda de proa e a face externa do cadaste, muitas vezes chamada - comprimento entre perpendiculares para classificação.
COMPRIMENTO DE RODA A RODA (Lenght Overall)
Distância, medida paralelamente à Linha de Base, entre os pontos mais salientes da Roda e do Cadaste. Não inclui os Apêndices que porventura se projetem além desses pontos. Quando não houver tais Apêndices confunde-se com o Comprimento Total.
COMPRIMENTO PARA TONELAGEM (Tonnage Lenght)
O mesmo que Comprimento de Arqueação.
COMPRIMENTO TOTAL (Extreme Lenght)
Comprimento máximo da embarcação, incluindo os Apêndices na proa e popa. Cf. Comprimento de Roda a Roda.
CONTROLE DE PESOS (Weight Control)
Registro de todas as unidades estruturais, máquinas e equipamentos colocados a bordo durante a construção na carreira ou dique, a fim de se determinar o Calado e o Deslocamento do navio por ocasião do Lançamento.
CUBAGEM (Cubic Capacity)
O mesmo que Capacidade de Carga.
CUBAGEM PARA CARGA A GRANEL (Grain Cubic Capacity)
O mesmo que Capacacidade de Carga a Granel.
CUBAGEM PARA FARDOS (Bale Cubic Capacity)
O mesmo que Capacidade de Carga de Fardos.
CURVAS HIDROSTÁTICAS (Hidrostatic Curves)
Série de curvas traçadas em um só desenho, representando as propriedades da forma da Carena para um grande número de Flutuações Direitas.
DESCOMPASSADO (With Trim)
(ABTN).
O contrário de Compassado.
DESLOCAMENTO (Displacement)
Peso do navio para uma determinada condição de carregamento. É igual ao peso do volume de água deslocado pelo navio. (É expresso em toneladas métricas nos países que adotam o sistema métrico decimal e em toneladas longas, de 2.16 libras ou 1.016 quilos,
DESLOCAMENTO CARREGADO (Load Displacement)
O mesmo que Deslocamento em Plena Carga.
DESLOCAMENTO LEVE (Light Dlsplacement)
Peso do navio completo com todos os acessórios de casco, equipamentos e máquinas e sem carga, óleo combustível, água nos tanques, munição, mantimentos, passageiros, elementos de fixação de carga e tripulação e seus pertences. A condição de deslocamento le
DESLOCAMENTO MÁXIMO (Load Displacement)
O mesmo que Deslocamento em Plena Carga.
DESLOCAMENTO MÍNIMO (Light Displacement)
O mesmo que Deslocamento Leve.
DESLOCAMENTO NORMAL (Normal Displacement)
Peso do navio completo, pronto para o serviço sob todos os aspectos, com água no nível superior das caldeiras, todas as máquinas e sobressalentes e tripulação e seus pertences a bordo, com carga normal; com geralmente 2/3 da carga total de combustível, mu
DESLOCAMENTO PADRÃO (Standard Displacement)
Peso do navio na situação de pronto para fazer-se ao mar: toda a guarnição, equipamentos de máquinas, armamento e munição, sobressalentes, mantimentos e água potável a bordo; todos os paióis atestados com tudo o que for necessário transportar na guerra, m
DESLOCAMENTO EM PLENA CARGA (Load Displacement)
Peso do navio carregado com o máximo de carga permitido, isto é, flutuando no Calado Máximo. Corresponde ao navio completo, pronto para o serviço sob todos os aspectos, com água no nível superior das caldeiras, todas as máquinas e sobressalentes, toda a t
DISCO DA BORDA-LIVRE (Load Line Disc)
Disco pintado no costado dos navios mercantes, em ambos os bordos, cujo diâmetro horizontal indica a Linha de Flutuação máxima de verão. Nos dois extremos desse diâmetro estão pintadas as letras designativas da Sociedade Classificadora em que, o navio foi
DISCO DE PLlMSOLL (Plimsoll Disc, Load Line Disc)
O mesmo que Disco da Borda-Livre.
EM ÁGUAS PARELHAS (Even Keel)
O mesmo que Sem Compasso.
ESCALA DE CALADO (Draft Marks)
Graduação marcada no Costado dos navios, avante, a ré e, algumas vezes, a meia nau, em ambos os bordos, para leitura dos Calados.
ESCANTILHÃO (Scantling)
Qualquer dimensão da seção transversal das peças estruturais do Casco, como Cavernas, Longitudinais, Vaus, Chapas, etc. (As Sociedades Classificadoras publicam regras e tabelas relativas aos Escantilhões exigidos para os navios mercantes).
ESCOTILHA DE TONELAGEM (Tonnage Hatch)
Escotilha, sem meios de fechamento permanente, utilizada nos Navios de Convés de Abrigo Aberto para tornar o Convés Principal não-estanque e, com isto, isentar os espaços entre este e o convés imediatamente abaixo, no cálculo da Tonelagem Bruta.
ESPAÇAMENTO DE CAVERNAS (Frame Spacing)
Distância entre duas Cavernas contíguas. Nos navios mercantes é determinada pelas regras de construção, de acordo com o tipo e dimensões do navio. O mesmo que Vão de Caverna.
ESPAÇOS DEDUZIDOS (Deductions, Deductible Spaces)
Espaços de um navio mercante cujos volumes são deduzidos da Tonelagem Bruta para se ter a Tonelagem Líquida. Consistem, basicamente, nos espaços não utilizáveis comercialmente, porém sua discriminação varia de acordo com as leis dos diversos países. Cf. E
ESPAÇOS ISENTOS (Exemptions, Exempt Spaces)
Espaços de um navio mercante que não são computados na determinação da Tonelagem Bruta. Ex.: Duplos-Fundos, Espaços de Ar, espaços dos aparelhos de governo e de suspender. Espaços Deduzidos e Tonelagem Bruta.
ESTABILIDADE (Stability)
Tendência que deve ter o navio para voltar à sua posição direita, ao cessar a força externa que o afastou dessa posição (vento, mar, guinada).
EXPOENTE DE CARGA (Gross Dead Weight)
O mesmo que Porte Bruto.
EXPOENTE DE CARGA LÍQUIDO (Net Deadweight)
O mesmo que Porte Líquido.
FATOR DE ESTIVA (Stowage Factor)
Volume em metros cúbicos (m³) ocupado por uma tonelada métrica de uma mercadoria, em sua embalagem normal para embarque. No sistema inglês de medidas é o volume em pés cúbicos ocupado por uma tonelada longa de mercadoria.
FLUTUAÇÃO (Waterline)
O mesmo que Linha de Flutuação.
FLUTUAÇÃO CARREGADA (Load Line, Load Waterline)
O mesmo que Linha de Carga Máxima.
FLUTUAÇÃO DIREITA (Upright Position)
Condição de flutuação da embarcação na qual não existe Compasso nem Banda. O mesmo que Flutuação Reta.
FLUTUAÇÃO LEVE (Lightship Waterline)
Flutuação correspondente ao Deslocamento Leve.
FLUTUAÇÃO NORMAL (Normal Waterline)
Flutuação correspondente ao Deslocamento Normal.
FLUTUAÇÃO EM PLENA CARGA (Load Line, Load Waterline)
O mesmo que Linha de Carga Máxima.
FLUTUAÇÃO DE PROJETO (Designed Waterline)
O mesmo que Linha de Projeto.
FLUTUAÇÃO RETA (Upright Position)
O mesmo que Flutação Direita.
GUINDA (Height of a Mast)
Altura de um Mastro ou Mastaréu, medida desde a Linha de Flutuação até o Tope do Mastro ou MastaréuI.
ISOCARENAS (Equal Displacement Conditions)
Diz-se de duas ou mais condições de flutuação de uma mesma embarcação, que deslocam o mesmo volume de água. É o caso das flutuações de um navio que se inclina lateralmente em conseqüência de uma movimentação de pesos a bordo, sem ter havido a retirada ou
JOGO (Rolling)
O mesmo que Balanço Transversal. Cf. Banda.
MOLDADA. (ABNT)
Intersecção do Casco por plano paralelo ao Plano de Base Moldada. As Linhas D'Águas são designadas de acordo com as suas cotas; assim diz-se: Linha D'Água de 1, 2, 3, etc., metros, segundo as suas distâncias ao Plano de Base Moldada forem de 1, 2, 3, etc.
LINHA DO ALTO (Buttock Line)
Intersecção de um Plano do Alto com a Superfície Moldada do Casco. (ABNT). Intersecção do Casco por um plano vertical longitudinal, ou Plano do Alto. Nota: Erradamente alguns chamam-na de Linha de Alheta.
LINHA DE BASE (Base Line)
Intersecção do Plano de Base Moldada com o plano diametral. O mesmo que Linha de Base Moldada e Linha de Construção.
LINHA DE BASE MOLDADA (Molded Base Line)
O mesmo que Linha de Base e Linha de Construção.
LINHA DE CARGA MÁXIMA (Load Line)
Linha de Flutuação correspondente ao Deslocamento Máximo da embarcação. Essa linha varia conforme a estação climática e a salinidade do meio em que a embarcação vai navegar. As Marcas de Borda-Livre indicam as Linhas de Carga Máxima, nas principais condiç
LINHA DE CENTRO (Centerline)
Linha determinada pela intersecção do plano diametral da embarcação com qualquer plano horizontal ou transyersal.
LINHA DE CONSTRUÇÃO (Base Line)
O mesmo que Linha de Base e Linha de Base Moldada.
LINHA DE FLUTUAÇÃO (Waterline)
Linha determinada pela intersecção da superfície da água com a superfície exterior do Casco.
LINHA DO FUNDO (Line of Maximum Draft)
Linha que passa pelos pontos extremos inferiores do Casco (Leme, pé do Cadaste, domo do sonar, etc.), traçando o contorno do fundo da embarcação.
LINHA MARGINAL (Marginal Line)
Linha situada a uma distância não inferior a três polegadas do Convés das Anteparas ao lado, que define a mais alta posição admissivel do Pplano de Flutuação, em caso de avaria, na condição final de afundamento, compasso e banda.
MARCAS DA BORBA-LlVRE (Load Line Marks)
Marcas no Costado de navios mercantes, em ambos os bordos, indicando as Linhas de Flutuação máximas permissíveis nas várias regiões navegadas. Tais marcas obedecem aos limites mínimos de borda-livre estabelecidos pela Convenção Internacional de Linhas de
MARCAS DE CALADO (Draft Marks)
Números que são colocados em cada bordo do navio, na Proa, na Popa e algumas vezes, à Meia-Nau, para indicar a distância da margem inferior do número à Linha Base ou outro ponto de referência fixo. No sistema métrico os números medem 10cm de altura e estã
MARCAS DE PLIMSOLL (Plimsoll Marks, Load Line Marks)
O mesmo que Marcas de Borda-Livre. Cf. PLlMSOLL.
MARCAS DE SEGURO (Load Line Marks)
Designação imprópria de Marcas de Borda-Livre.
MEDIÂNIA (Center Line, Middle Line)
Intersecção de um Convés com o plano diametral do navio.
METACENTRO (Metacentre)
Ponto de encontro da linha de ação do empuxo com a plano diametral, para inclinações transversais (Metacentro Transversal), ou com o plano transversal que passa pelo centro de gravidade, para inclinações longitudinais - (Metacentro Longitudinal). Cf. Meta
METACENTRO INICIAL (Initial Metacentre)
Ver Meta Centro Tranversal Inicial e Metacentro Longitudinal Inicial.
METACENTRO LONGITUDINAL (Longitudinal Metacentre)
Ponto de interseção da linha de ação do empuxo, aplicado no Centro de Carena, com o plano transversal que passa no centro de gravidade da embarcação, para cada ângulo de inclinação longitudinal. A posição limite deste ponto, quando o ângulo de inclinação
METACENTRO LONGITUDINAL INICIAL (Initial Longitudinal Metacentre)
Posição limite do ponto de interseção da linha de ação do empuxo da água com o plano transversal que passa pelo centro de gravidade da embarcação, quando o ângulo de inclinação longitudinal tende para zero. Também chamado de Metacentro Longitudinal.
METACENTRO TRANSVERSAL (Transverse Metacentre)
Ponto do plano diametral do navio que representa a interseção com esse pIano da linha de ação do empuxo, aplicado no Centro de Carena, para cada ângulo de inclinação transversal. A posição limite deste ponto, quando o ângulo tende para zero, é definida co
METACENTRO TRANSVERSAL INICIAL (Initial Transverse Metacentre)
Posição limite do ponto de interseção da linha de ação do empuxo da água com o plano diametral da embarcação, quando o ângulo de inclinação transversal tende para zero. Chamado, também, de Metacentro Transversal.
MÓDULO DE SEÇÃO MESTRA (Longitudinal Modulos)
Movimento de inércia da Seção Mestra em relação ao seu eixo neutro, dividido pela distância entre o eixo neutro e a parte superior do Vau do Convés Resistente junto ao Costado, calculado na região onde houver aberturas.
MOLDADA (Molded)
Qualquer dimensão tomada com relação à face externa do Cavername da embarcação, excluindo nesta medida o valor da espessura dos Forros do Costado e do Convés.
PERPENDICULAR (Perpendicular)
Reta normal à Linha D'Água de Projeto, contida no plano diametral e traçada a partir de pontos específicos situados na Proa ou na Popa do navio. Cf. Perpendicular a Vante e Perpendicular a Ré.
PERPENDICULAR A RÉ (After Perpendicular)
Perpendicular à Linha D'Água de Projeto, contida no plano diametral do navio e que passa pelo ponto de interseção da Linha D'Água de Projeto, com a parte de ré do Cadaste Exterior ou simplesmente do Cadaste, no caso deste ser formado por uma só peça. Não
PERPENDICULAR À VANTE (Forward Perpendicular)
Perpendicular à Linha D'Água de Projeto, contida no plano diametral do navio e que passa pelo ponto de interseção da Linha D'Água de Projeto com a Roda de Proa. Cf. Perpendicular.
PESO MORTO (Deadweight)
Diferença em peso entre o Deslocamento Máximo e o Deslocamento Mínimo de um Navio de Guerra. (É, portanto, o peso da munição, do combustível, da água de reserva das caldeiras, da água potável e para banho e sanitários, dos mantimentos, do material de cons
PLANO (Drawing)
Desenho técnico representando uma peça, conjunto de peças ou instalação, indicando suas dimensões, tolerâncias, material para confecção, dados de montagem, etc.
PLANO DO ALTO (Buttock Plane)
Planos longitudinais verticais paralelos ao plano diametral. Os Planos do Alto interceptam a Superfície Moldada do Casco formando as Linhas do Alto.
PLANO DE ARRANJO GERAL (General Arrangement)
Plano mostrando a subdivisão interna do navio, tendo para isto representados todos os pavimentos com as subdivisões neles existentes, os nomes dos compartimentos e a localização dos acessos.
PLANO DE BALIZAS (Body Plan)
Desenho que mostra as interseções da Superfícies Moldada do Casco da embarcação com planos verticais transversais. Mostra o Corpo de Proa à direita da linha de centro do desenho e o Corpo de Popa à esquerda. Faz parte do Plano de Linhas.
PLANO DE CAPACIDADE (Capacity Plan)
Plano contendo as seguintes informações importantes para a estiva e manuseio da carga a bordo: a) desenhos mostrando os compartimentos do navio; b) cubagem de todos os compartimentos de carga e tanques; c) capacidade de carga no convés; d) tabela mostrand
PLANO DE FLUTUAÇÃO (Waterplane)
Plano que contém a Linha de Flutuação da embarcação.
PLANO DE LINHAS (Line Plan)
Conjunto de três desenhos chamados de Plano de Balizas, Plano de Perfil e Plano de Linhas D'Água, que monstram a interseção da superfície moldada do Casco, respectivamente com planos verticais transversais, planos verticais logitudinais e planos horizonta
PLANO DE PERFIL (Profile Plan, Sheer Plan)
Desenho que mostra as intersecções da Superfície Moldada do Casco da embarcação com planos verticais longitudinais. Faz parte do Plano de Linhas.
PLANO DE SEÇÃO MESTRA (Midship Section)
Desenho mostrando uma seção transversal típica do navio a Meia-Nau, indicando os Escantilhões das principais peças estruturais.
PLlMSOLL (Plimsoll)
Nome do congressista inglês que, entre 1873 e 1876, provocou no Parlamento Britânico discussões que levaram à aprovação de leis e convenções destinadas a impedir a sobrecarga perigosa dos navios mercantes. Daí se originaram os termos Disco de Plimsoll e M
PONTAL (Depth)
Distância vertical da Linha de Base Moldada à parte superior dos Vaus do Convés Contínuo mais alto, medida na Seção Mestra.
PONTAL MOLDADO (Molded Depth)
Pontal medido entre a Linha de Base Moldada e a face superior do Vau do Convés a que se referir.
PORTE (Gross Deadweight)
O mesmo que Porte Bruto.
PORTE BRUTO (Gross Deadweight)
Peso necessário para levar o navio mercante do Calado Mínimo ao Calado Máximo. É a diferença entre o Deslocamento em Plena Carga e o Deslocamento Leve. O mesmo que Porte, Expoente de Carga e Exopente de Carga Bruta (ABNT) Nota: alguns dizem erradamente Pe
PORTE COMERCIÁVEL (Negotiable Deadweighl)
O mesmo que Porte Negociável.
PORTE LÍQUIDO (Net Deadweight)
Parcela do Porte Bruto utilizável comercialmente, isto é, a parcela destinada à carga e aos passageiros. Enquanto o Porte Bruto é fixo, o Porte Líquido varia de viagem para viagem, pois depende da quantidade de combustível, de aguada, de rancho e de outro
PORTE NEGOCIÁVEL (NegotiabIe Deadweight)
Parcela do Porte ainda disponível para levar o navio mercante da linha de flutuação em que se encontra, até a Linha de Flutuação em Plena Carga. É a quantidade de carga a espera de transporte que ainda se pode negociar na praça. O mesmo que Porte Comerciá
PORTE ÚTIL (Net Deadweight)
O mesmo que Porte Líquido.
PRAÇA (Spare Capacity)
(ABNT).
Nome genérico dado aos espaços de um navio mercante destinados ao transporte de carga.
QUEBRA DE ESPAÇO (Broken Stowage)
O mesmo que Quebra de Estiva.
QUEBRA DE ESTIVA (Broken Stowage)
Espaço do porão não ocupado pela carga, por ser inadequado ao tipo de embalagem, ou por ser necessário à ventilação ou à separação da carga. O mesmo que Quebra de Espaço de Vãos de Carga.
RAIO DE AÇÃO (Steaming Radius)
Maior distância até onde pode o navio afastar-se de sua base, e a ela regressar, sem se reabastecer de combustível. Cf. Autonomia.
RAIO METACÊNTRICO (Metacentric Radius)
Distância do Centro de Carena ao Metacentro. Pode ser longitudinal ou transversal, caso se refira, respectivamente, ao Metacentro Longitudinal ou ao Transversal. Quando não for feita referência a nenhum destes, entende-se por Raio Metacêntrico Transversal
RAIO METACÊNTRICO LONGITUDINAL (Longitudinal Metacentric Radius)
Distância do Centro de Carena ao Metacentro Longitudinal. Cf. Raio Metacêntrico.
RAIO METACÊNTRICO TRANSVERSAL (Transverse Metacentric Radius)
Distância do Centro de Carena ao Metacentro Transversal. Cf. Raio Metacêntrico.
RESERVA DE FLUTUABILlDADE (Reserve of Buoyancy)
Volume da parte do navio acima da Linha de Flutuação em Plena Carga que pode ser tornada estanque à água.
SEÇÃO MESTRA (Midship Section)
Seção correspondente à Boca Máxima da embarcação situada, aproximadamente, a meio comprimento entre perpendiculares.
SEÇÃO TRANSVERSAL (Cross Section)
Qualquer seção do Casco de uma embarcação determinada por um plano transversal.
SEM COMPASSO (Even Keel)
Diz-se do navio que tem o mesmo Calado a vante e a ré, isto é, que tem Quilha paralela a um plano horizontal. O mesmo que Sem Diferença e Em Águas Parelhas.
SEM DIFERENÇA (Even Keel)
O mesmo que Sem Compasso.
SUPERFÍCIE MOLDADA (Molded Surface)
Superfície contínua imaginária que passa pela face externa do Cavername da embarcação, não abrangendo a espessura do chapeamento do Costado e do Convés.
SUPERFÍCIE MOLHADA (Wetted Surface)
Área total do Casco do navio que fica em contato com a água, ou seja, a soma das áreas da Carena e de todos os Apêndices nela fíxados.
TONELADA DE ARQUEAÇÃO (Ton)
Unidade de volume convencionalmente fixada em 100 pés cúbicos (2,832 m³). Empregada para exprimir a Tonelagem de Arqueação.
TONELADA-LONGA (Long Ton)
Unidade de peso do Sistema Inglês de Medidas, equivalente ao peso 2.16 libras ou 1.016 quilos.
TONELADA MEDIDA (Measured Ton)
Unidade de volume igual a 40 pés cúbicos, usada exclusivamente no cálculo de frete de cargas embarcadas.
TONELAGEM (Tonnage)
Volume de todos os espaços internos do navio, expresso em Toneladas de Arqueação. O mesmo que Tonelagem de Arqueação e Arqueação.
TONELAGEM DE ARQUEAÇÃO (Tonnage)
O mesmo que Tonelagem.
TONELAGEM BRUTA (Gross Tonnage)
Soma de todos os volumes dos espaços cobertos, fechados de modo permanente e estanques à água que não estejam sob pressão. Os Espaços Isentos, não entram no cálculo da Tonelagem Bruta. O mesmo que Arqueação Bruta. Cf. Espaços Isentos e Espaços Deduzidos.
TONELAGEM ESPECIAL (Special Tonnage)
Tonelagem resultante de Arqueação feita por regras especiais, para pagamento de taxas de passagem em certos canais. Como exemplo a Tonelagem do Canal do Panamá e a Tonelagem do Canal de Suez.
TONELAGEM LÍQUIDA (Net Tonnage)
Medida que exprime o volume de todos os espaços internos, utilizáveis comercialmente, de um navio mercante. É igual à Tonelagem Bruta menos os Espaçoss Deduzidos, e seu cálculo varia de acordo com a legislação de cada país. É sobre ela que é cobrada a mai
TONELAGEM DE REGISTRO (Register Tonnage, Net Register Tonnage)
Tonelagem que consta dos documentos de registro fornecidos a cada navio mercante pelas autoridades competentes de seu país. Geralmente corresponde à Tolnelagem Líquida. O mesmo que Arqueação de Registro.
TOSAMENTO NATURAL (Sheer)
Altura do Convés, nas extremidades do Casco, acima do Pontal. Tem-se, assim, Tosamento a vante e Tosamento a ré.
TRAVÉS (Across, Athwart)
Direção normal ao plano diametral da embarcação, na altura da Meia-Nau.
TRIM (Trim)
Valor da diferença entre os Calados a Vante e a Ré. Se o Calado a Vante é maior o navio é dito estar com Trim pela Proa. Se o Calado a Ré é maior, é dito estar com Trim pela Popa. O mesmo que Compasso.
TRIM DE PROJETO (Drag)
Excesso de Calado, geralmente na Popa, medido a partir da Linha D'Água de Projeto. O navio é projetado nessa situação a fim de permitir uma maior imersão dos Hélices nas condições normais de operação. O mesmo que Compasso de Projeto.
VÃO (Span)
Distância entre dois reforços consecutivos do chapeamento do casco.
VÃOS DE CARGA (Broken Stowage)
O mesmo que Espaçamento Tiva.
VÃO DE CAVERNA (Frame Spacing)
O mesmo que Espaçamento de Cavernas.
VELOCIDADE DE CRUZEIRO (Cruising Speed)
Velocidade na qual o navio tem o maior Raio de Ação. O mesmo que Velocidade Econômica. Na Marinha de Guerra chama-se, também, de Velocidade de Cruzeiro à velocidade com que um navio ou uma força naval deve se deslocar entre dois pontos ou durante um certo
VELOCIDADE ECONÔMICA (Cruising Speed)
O mesmo que Velocidade de Cruzeiro.
VELOCIDADE DE EXPERIÊNCIA (Trial Speed)
Velocidade que deve ser obtida pelo navio nas condições ditas de experiência (mar calmo, casco limpo, sem vento), a fim de garantir que nas condições normais de serviço ele desenvolva a Velocidade de Serviço.
VELOCIDADE NO FUNDO (Speed Over the Ground)
Velocidade que o navio desenvolve em relação ao fundo do mar ou a pontos fixos de terra. E igual à Velocidade na Superfície, corrigida da influência da corrente local, do efeito do vento, etc.
VELOCIDADE NA MÁQUINA (Engine Speed)
Velocidade que o navio desenvolve em relação ao fundo, quando determinado número de rotações dos propulsores, caso estivesse navegando em condições ideais, tais como mar tranqüilo, casco limpo, corrente nula, calado normal, etc.
VELOCIDADE MÁXIMA (Maximum Speed)
Velocidade correspondente ao regime de máxima potência das máquinas propulsoras.
VELOCIDADE MÁXIMA CONTÍNUA (Maximum Sustained Speed, Maximum Continuous Speed)
Maior velocidade que o navio pode desenvolver continuadamente sem prejuízo de suas máquinas propulsoras, ou seja, com estas desenvolvendo a máxima potência de forma continuada. O mesmo que Velocidade Máxima Mantida.
VELOCIDADE MÁXIMA MANTIDA (Maximum Sustained Speed, Maximum Continuous Speed)
O mesmo que Velocidade Máxima Contínua.
VELOCIDADE DE PROJETO (Designed Sea Speed)
Velocidade do navio a plena carga, em águas tranqüiIas, com tempo bom e casco limpo, ao desenvolver uma fração estabelecida da máxima potência no eixo (geralmente entre 70 e 80%).
VELOCIDADE DE SERVIÇO (Service Speed)
Velocidade média obtida pelo navio quando completamente carregado, com o casco em situação normal de limpeza, navegando em condições médias de mar sobre a rota por ele servida, ao desenvolver uma potência normal no eixo.
VELOCIDADE NA SUPERFÍCIE (Indicated Speed)
Velocidade que o navio desenvolve em relação à superfície das águas. É igual à Velocidade na Máquina corrigida de todas as condições diversas das ideais, exceto do valor da corrente local.
VIDA ÚTIL (Useful Life)
Máximo espaço de tempo em que um navio mercante pode operar em condições econômicas, ou em que um navio de guerra, pode operar com uma eficiência aceitável.
ZONA DE FLUTUAÇÃO (Boottoping)
O mesmo que Faixa de Linha D'Água.
FORRO (Skin, Lining)
Revestimento de qualquer parte do navio ou do seu equipamento.
CALADO DÁGUA (Draft, Draught)
O mesmo que Calado.
COEFICIENTE DA LINHA DÁGUA (Waterplane Coefficient)
Coeficiente de Forma igual à razão entre a área do Plano da Linha D'Água e a área do retângulo a ela circunscrito.
FAIXA DE LINHA DÁGUA (Boottoping)
Parte do casco compreendida entre a Flutuação Leve e a Flutuação Carregada. O mesmo que Zona de Flutuação.
LINHA DÁGUA (Waterline)
Intersecção da Superfície Moldada do Casco com qualquer plano paralelo ao Plano de Base.
LlNHA DÁGUA DE PROJETO (Designed Waterline)
Linha de Flutuação estabelecida pelo projetista, utilizada no estabelecimento das linhas da embarcação. Corresponde geralmente à Flutuação em Plena Carga nos navios mercantes e à Flutuação Normal nos navios de guerra, embora no final da construção possa v
LINHAS DO NAVIO (Ship s Lines)
Nome genérico das Linha D'Água, Linhas do Alto e Linhas de Baliza, no Plano de Linhas de um navio.
PLANO DE LINHAS DÁGUA (Half-Breadth Plan)
Desenho que mostra as intersecções da Superfície Moldada do Casco da embarcação com planos horizontais. Faz parte do Plano de Linhas.
Nomenclatura do Navio
ABAULAMENTO (Camber, Round of Beam)
Forma curva dos Vaus, que possibilita o escoamento das águas que caem no Convés para as Amuradas.
ABERTONA (Loging Knee)
(ABNT).
O mesmo que Curva de Abertona
AGULHEIRO (Flush Bunker Scuttle, Scuttle)
Escotilhão raso com o Convés geralmente fechado com um tampão estanque, usado para acesso às Praças de Máquinas, Paiós, etc.
ALARGAMENTO (Flaring)
Curvatura ou inclinação para fora existente no Costado. (Comum na região da Proa).
ALHETA (Quarter)
Parte curva das Obras Mortas do Costado. em ambos os Bordos, junto à Popa.
ALMEIDA (Counter, Lower Stern)
Parte curva do Costado do navio, logo abaixo do Painel de Popa, que forma com este um ângulo obtuso ou uma curvatura.
AMURA (Bow)
O mesmo que Bochacha.
AMURADA (Side Wall)
Parte interna do Costado.
ANTEPARA (Bulkhead)
Estrutura vertical que subdivide uma embarcação em compartimentos ou em regiões estanques.
ANTEPARA DA BUCHA (After Collision Bulkhead, After Peak Bulkhead)
O mesmo que Antepara de Colisão de Ré.
ANTEPARA DE CHOQUE (Swash Bulkhead)
O mesmo que Antepara Diafragma.
ANTEPARA DE COLISÃO (Collision Bulkhead)
Antepara Transversal, estanque à água, mais afastada da Seção Mestra. Pode ser de vante ou de ré. Cf. Antepara de Colisão de Ré e Antepara de Colisão de Vante.
ANTEPARA DE COLISÃO DE RÉ (After Peak Bulkhead)
Antepara de Colisão mais afastada da Seção Mestra para ré e em posição tal que sirva para encerrar o Tubo Telescópio ou a bucha interna do eixo em um compartimento estanque à água. O mesmo que Anterpara da Bucha.
ANTEPARA DE COLISÃO DE VANTE (For Ward Peak Bulkhead)
Primeira Antepara Transversal estanque, a contar de vante. Destina-se a impedir ou limitar a entrada de água em caso de abalroamento pela Proa.
ANTEPARA DIAFRAGMA (Swash Bulkhead)
Antepara instalada no interior de um Tanque, dotada com diversos furos de passagem, destinada a reduzir o movimento livre do liquido transportado no interior do tanque. O mesmo que Antepara de Choque e Diafragma.
ANTEPARA DIAMETRAL (Centerline Bulk-head)
Anepara situada no Plano Diametral.
ANTEPARA ENCOURAÇADA (Armored Bulkhead)
Antepara que faz parte do sistema de proteção de um Navio Encouraçado. O mesmo que Antepara Protegida.
ANTEPARA ESTANQUE (Tight Bulkhead)
(ABNT).
Anterpara que não possui furo, costura ou emenda que permitam passagem de fluido. Cf. Antepara Estanque a Água.
ANTEPARA ESTANQUE À ÁGUA (Waterlight Bulkhead)
Antepara impermeável à água, transversal ou longitudinal, que se constitui num meio eficiente para limitar o alagamento do interior do Casco. em caso de avaria.
ANTEPARA ESTRUTURAL (Structural Bulkhead)
Antepara que colabora na resistência estrutural do Casco. Pode ser longitudinal ou transversal. Ver Antepara Resistente.
ANTEPARA EXTREMA (End Bulkhead)
Antepara Transversal que limita a parte de ré do Castelo, a parte de vante do Tombadilho ou as extremidades expostas das Superestruturas.
ANTEPARA LATERAL (Side Bulkhead)
Antepara Longitudinal situada fora do Plano Diametral, em qualquer dos Bordos.
ANTEPARA LONGITUDINAL (Longitudinal Bulkhead)
Antepara situada num Plano Longitudinal. Cf. Antepara.
ANTEPARA NÃO ESTANQUE (Untight Bulkhead, Non-Tight Bulkhead)
Qualquer Antepara não impermeável (ao óleo, água, gás ou ar).
ANTEPARA PARCIAL (Partial Bulkhead)
Antepara que subdivide apenas parcialmente um Compartimento ou Tanque.
ANTEPARA DE PORÃO (Hold Bulkhead)
QuaIquer Antepara Transversal estanque à água, executadas as dos Tanques de Colisão e as Extremas do compartimento de máquinas.
ANTEPARA PRINCIPAL (Main Bulkhead)
Qualquer Antepara Resistente estanque à água.
ANTEPARA PROTEGIDA (Armored Bulkhead)
O mesmo que Antepara Encouraçada.
ANTEPARA RESISTENTE (Strength Bulkhead)
Antepara Estrutural tranversal completa, prolongada até o Convés Resistente que garante resistência transversal e rigidez ao Casco. Pode ser total ou parcialmente estanque.
ANTEPARA TRANSVERSAL (Transverse Bulkhead)
Antepara situada num plano transversal. Pode estender-se ou não de um Bordo ao outro. Cf. Anterpara.
APARELHO FIXO (Standing Rigging)
Sistema de cabos fixos, dispostos em direções convenientes, destinados a manter em suas posições os Mastros, Mastaréus, Vergas e Paus de Carga.
APARELHO DO NAVIO (Gear)
ABNT). Denominação geral compreendendo os Mastros, Mastaréus, Vergas, Paus de Carga, Poleame e os cabos necessários às manobras e a segurança deles.
APÊNDICE (Appendage)
Peças ou acessórios ligados ao Casco, que se projetam para fora da superfície exterior do chapeamento da Carena.
APOSTURA (Top Timber)
(ABNT).
Parte superior de cada um dos ramos da Baliza quando esta é formada de várias peças, como nos navios de madeira.
ASPIRAÇÃO (Inlet)
Abertura feita na Carena para permitir a admissão de água em uma válvula de tomada do mar. Cf. Caixa de Mar.
BALANÇO DE POPA (Stern Overhang)
Parte da Popa que se prolonga por ante-a-ré da Quilha.
BALANÇO DE PROA (Bow Overhang)
Parte da Proa que se projeta por ante-a-vante da Quilha.
BALIZA (Station, Frame Station, Frame)
Linha de contorno de uma Seção Transversal moldada da embarcação. Cf. Boca Moldada. (ABNT). 1. Peça em geral de forma curva, de dois ramos simétricos em relação a Mediânia, disposta no sentido transversal da embarcação, servindo para dar forma ao Casco e
BALIZA MESTRA (Main Frame Station)
Baliza correspondente à Seção Mestra do navio, cuja forma mantem-se invariável ao longo do Corpo Paralelo Médio.
BALIZA DE PAU DE PERCHA (Fore Peak Frame)
ABNT). Primeira Baliza do navio a contar da Proa.
BALIZA DE RÉ (After Frame Station)
Qualquer Baliza do Corpo de Popa, por ante a ré do Corpo Paralelo Médio.
BALIZA DE VANTE (Fore Frame Station)
Qualquer Baliza do Corpo de Proa, por ante a vante do Corpo Paralelo Médio.
BICO DE PROA (Fore Peak, Nose)
Parte extrema da Proa de uma embarcação.
BLINDAGEM (Armor Plating)
O mesmo que Couraça.
BOCHECHA (Bow)
Parte curva das Obras Mortas do Costado de um e de outro Bordo, junto à Roda de Proa. O mesmo que Amura. (ABNT). Direção entre a Proa e o Través. O mesmo que Amura.
BOJO (Bilge)
Parte da Carena formada pelo contorno de transição entre sua parte quase horizontal, ou Fundo do navio, e sua parte quase vertical.
BOLlNA (Centerboard, Bilge Keel)
Chapa plana, de contorno variável, projetando-se para fora a partir da Quilha. Serve para aumentar a estabilidade e diminuir o abatimento das embarcações miúdas. Pode ser fixa ou de recolher. O mesmo que Patilhão. Cf. Bolina Ativada e Bolina Lateral (ABNT
BOLlNA ATIVADA (Active Anti-Rolling)
Peça móvel dos aparelhos estabilizadores com que são dotados alguns navios. Servem para amortecer os balanços transversais.
BOLlNA LATERAL (Bilge Keel)
Chapa ou estrutura fixada perpendicularmente ao Forro Exterior da Carena, na altura da curvatura do Bojo, no sentido longitudinal, uma em cada Bordo, com a finalidade de amortecer os balanços laterais. O mesmo que Quilha de Balanço.
BOLlNETE (Windlass)
(ABNT). Guincho especial, usado na manobra das Âncoras, Amarras e espias. O mesmo que Molinete.
BOMBORDO (Port)
Bordo esquerdo de uma embarcação, considerando-se a sua Proa como a frente.
BORDA (Board, Edge)
Limite superior do Costado. Cf. Borda-Falsa.
BORDA-FALSA (Bulwark)
Parapeito que se ergue acima dos Conveses expostos ao tempo, com a finalidade de dar proteção ao pessoal e ao material, evitando que caiam ao mar. (ABNT). Elevação da Borda acima do Convés. Geralmente mais leve que a do Costado.
BORDO (Side, Shipboard)
Cada uma das duas partes simétricas em que o Casco é dividido pelo Plano Diametral.
BORESTE (Starboard)
Bordo direito de uma embarcação, considerando-se a sua Proa como a frente. Em Portugal, também chamado Estibordo.
BOSSO DO EIXO (Propeller Boss)
Saliência formada na Carena de alguns navios em torno do eixo do Hélise.
BRAÇO (Futtock)
(ABNT).
Parte da Baliza imediatamente acima da Caverna. Cf. Apostura.
BUÇARDA (Breasthook)
Borboleta que faz a união dos Longitudinais do Costado, na Roda de Proa.
BULBO (Bulb)
Apêndice situado na Proa, abaixo da Linha de Flutuação. Sua forma é projetada de forma a reduzir a resistência ao deslocamento do navio na água.
CABRESTANTE (Capstan)
Aparelho constituído por um tambor de eixo vertical, acionado por motor elétrico (com transmissão mecânica ou hidráulica), máquina a vapor ou manualmente, destinado a içar Amarras ou espias, ou efetuar outras manobras de peso. Cf. Máquinas de Suspender e
CADASTE (Stern Post)
Peça montada na extremidade posterior da Quilha, fechando a Ossada do navio, a ré. Nos navios de um só Hélice pode haver Cadaste externo e Cadaste interno.
ALCANHAR (Heel)
Parte saliente para ré formada no Fundo de alguns navios pelo pé do Cadaste e parte extrema posterior da Quilha.
CALHA DO PORÃO (Limber)
(ABNT).
Cada um dos espaços laterais entre alguns Duplos Fundos e as Amuradas, para coleta e dreno das águas dos porões. Nota: alguns chamam erradamente de Dalas às Calhas de Porões.
CALHA DO TRINCANIZ (Gutter Waterway)
Canal entre as Cantoneiras externa e interna do Trincaniz, nos navios que possuem Convés forrado de madeira por onde se faz o escoamento das águas do Convés.
CANTONEIRA INVERTIDA (Reversed Frame)
Uma das Cantoneiras que formam a Hastilhas Abertas. Em Cavernas com Chapas-Hastotilhas é usada como reforço destas, sendo fixada na sua aresta superior (ABNT). Uma das Cantoneiras que forma a Baliza; é utilizável ainda como reforço desta ou da Chapa-Hasti
CANTONEIRA PRINCIPAL (Frame Angle Bar)
Cantoneira da Hastilha Aberta, fixada ao Chapeamento do Casco, (ABNT). Cantoneira da Baliza do navio ligada ao Chapeamento do Casco. Ela forma a Caverna, contornando o Fundo.
CARENA (Bottom)
Parcela do Forro Exterior do Casco, que se mantém abaixo da Linha de Flutuação com o navio na situação de Deslocamento em Plena Carga. O mesmo que Obras Vivas. (ABNT) - Parte do Casco abaixo da Linha de Flutuação. O mesmo que Obras Vivas. O mesmo que Quer
CASA QUADRADA (Parallel Middle Body)
O mesmo que Corpo Paralelo Médio.
CASAMATA (Casemate)
Parapeito encouraçado, fixo na estrutura de um navio de combate, servindo de proteção a um canhão de pedestal ou à sua guarnição.
CASCO (Hull)
Corpo da embarcação sem Mastreação, Aparelhos, acessórios ou qualquer outro arranjo.
CASTELO (Castle)
O mesmo que Castelo de Proa.
CASTELO DE PROA (Forecastle)
Superestrutura no extremo de vante do navio. O mesmo que Castelo.
CAVERNA (Frame)
Peça de reforço colocada transversal ou longitudinalmente, formando o arcabouço do navio e servindo para dar apoio ao Forro Esterior e manter a forma do Casco. É chamada Caverna Transversal ou Caverna Longitudinal, segundo sua posição, porém, o termo Cave
CAVERNA ALTA (Rising Floor)
O mesmo que Hastilha Alta.
CAVERNA COMPOSTA (Built-Up Frame)
Caverna formada pela união de várias peças entre si. Cf. Caverna.
CAVERNA DE GELO (Ice Frame)
Caverna Intermediária colocada na região da Proa dos navios destinados à navegação no gelo. Cf. Caverna.
CAVERNA GIGANTE (Web Frame)
Caverna Composta, de maior Escantilhão, geralmente formada por uma alma de chapa com flange de Cantoneira ou barra chata soldada colocada com maior espaçamento do que as Cavernas normais. No sistema de construção longitudinal tem o nome específico de Tran
CAVERNA INTERMEDIÁRIA (Intermediate Frame)
Caverna de menor Escantilhão, colocada entre as Cavernas normais, para reforço de determinadas regiões do Casco. Cf. Caverna.
CAVERNA LONGITUDINAL (Longitudinal Frame)
Caverna colocada no sentido longitudinal da embarcação. Também chamada, simplesmente, de Longitudinal. Cf. Longitudinal.
CAVERNA MESTRA (Main Frame)
Caverna correspondente à Seção Mestra da embarcação.
CAVERNA NORMAL (Ordinary Frame)
Caverna de Escantilhão regulamentar, colocada como Espaçamento normal prescrito pelos regulamentos de construção.
CAVERNA OBRIGADA (Bent Frame)
Caverna de madeira cuja curvatura é obtida forçando-a na sua posição, após aquecida a vapor.
CAVERNA REFORÇADA (Deep Frame)
O mesmo que Caverna Gigante.
CAVERNA SERRADA (Sawn Frame)
Caverna de madeira cujos Braços são formados de peças curvas serradas. Caverna formada por um só Braço, na construção de madeira. Cf. Caverna Composta.
CAVERNA TRANSVERSAL (Transverse Frame)
Caverna colocada no sentido transversal com relação ao Plano Diametral da embarcação. Também chamada simplesmente de Caverna. Cf. Caverna.
CAVERNAME (Framing)
Conjunto das Cavernas de uma embarcação.
CHAÇO (Carling)
Viga Longitudinal que se liga a duas Vigas Transversais sucessivas, para delimitar a abertura de uma Escotilha.
CHAMINÉ (Smokestake, Funnel)
Estrutura metálica que serve para conduzir para a atmosfera os gases resultantes da queima de qualquer combustível.
CHAPA DO BOJO (Bilge Plate)
Chapa de uma ou duas curvaturas, que reveste interiormente o Casco, na região do Bojo.
CHAPA-CAVERNA (Floor Plate)
O mesmo que Hastilha Sólida. (ABNT). O mesmo que Hastilha.
CHAPA-HASTILHA (Solide Floor)
O mesmo que Hastilha Sólida.
CHAPA-MARGINAL (Margin PIate)
Chapa extrema do teto do Duplo Fundo, junto ao Costado. Geralmente de espessura superior à das demais chapas do teto do Duplo Fundo, na seção.
CHAPA-QUILHA (Keel Piate)
Fiada de chapas horizontais do Fundo do navio, na direção longitudinal, que se constitui no Flange inferior da Quilha. (ABNT). Fiada de chapas que constitue a Quilha de certos navios. O mesmo que Quilha Chata. Cf. Quilha.
CINTA (Sheerstrake)
O mesmo que Cintado.
CINTADO (Sheerstrake)
Fiada de chapas do Costado, situadas ao longo da interseção deste com o Convés Resistente. O mesmo que Cinta.
CINTURA (Sheertrake)
O mesmo que Cinta e Cintado.
CLARA DO HÉLICE (Screw Apperture)
Espaço onde trabalha o Hélice, entre o Cadasde e o Leme ou entre os Cadastes interno e externo.
CLARA DO LEME (Helm Port)
Furo feito na Popa por onde surge a cabeça do Leme.
COFERDAM (Cofferdam)
Espaço celular entre duas Anteparas Transversais contíguas, destinado a isolar um Tanque de óleo de um Tanque de água, de um compartimento habitável, Paiol, Praça de Máquinas, etc. O mesmo que Espaço de Ar ou Espaço de Segurança.
CONTRAFEITO (Sponson)
Parte rebaixada no Costado de alguns navios, destinada a receber uma peça de artilharia ou embarcação, em navios de guerra, ou por conveniência do serviço ou da carga, em navios mercantes.
CONVÉS (Deck)
Estrutura que subdivide horizontalmente a embarcação. O mesmo que Pavimento.
CONVÉS DE ABRIGO (Shelter-Deck)
Espaço situado entre o Convés Principal e o Convés imediatamente abaixo, nos Navios de Convés de Abrigo.
CONVÉS DAS ANTEPARAS (Bulkhead Deck)
Convés onde se fixa a extremidade superior das Anteparas Transversais, estanques à água.
CONVÉS DE ARQUEAÇÃO (Tonnage Deck)
Convés que serve de teto aos espaços a serem computados na Tonelagem Bruta de um navio mercante.
CONVÉS DA BORDA LIVRE (Freeboard Deck)
Convés a partir do qual é medida a Borda Livre. É o mais alto Convés contínuo, dotado de meios permanentes de fechamento de todas as suas aberturas expostas ao tempo.
CONVÉS DO CASTELO (Forecastle Deck)
Convés Parcial, situado acima do Convés Principal e na Proa da embarcação.
CONVÉS CORRIDO (Flush Deck)
Convés Principal que não contenha Superestruturas que se estendam, de forma contínua, de um extremo a outro do navio, no sentido transversal.
CONVÉS DAS GALERIAS (Gallery Deck)
Convés situado entre o Convés de Vôo e o Convés do Hangar, no interior deste último, e que serve de piso e suporte para as Galerias. Cf. Galeria.
CONVÉS DO HANGAR (Hangar Deck)
Convés situado abaixo do Convés de Vôo, nos Navios-Aeródomos onde são recolhidas as aeronaves para estacionamento, revisão e manutenção.
CONVÉS A MEIA-NAU (Midship Deck)
Parte do Convés Principal, situada a Meia-Nau.
CONVÉS PARCIAL (Partial Deck)
Convés que não é contínuo de Proa à Popa.
CONVÉS PRINCIPAL (Main Deck)
Mais alto Convés contínuo de Proa à Popa, total ou parcialmente descoberto.
CONVÉS RESISTENTE (Strength Deck)
Mais alto Convés que faz parte integral da Viga-Navio e que se estende, no mínimo, por meio comprimento da embarcação, a Meia-Nau.
CONVÉS DE SUPERESTRUTURA (Superstructure Deck)
Convés Parcial acima do Convés Superior, do Convés do Castelo, ou do Convés do Tombadilho.
CONVÉS SUPERIOR (Upper Deck)
Convés Parcial acima do Convés Principal, localizado a Meia-Nau.
CONVÉS DO TOMBADILHO (Poop-Deck)
Convés Parcial acima do Convés Principal, localizado na Popa.
CONVÉS DE VÔO (Flight Deck)
Convés Superior de Navio-Aeródromo, de Popa a Proa, que constitue sua pista de decolagem e pouso.
CORPO PARALELO MÉDIO (Parallel Midle Body)
Parte do Casco a Meia Nau, caracterizada por ter todas as Balizas iguais. O mesmo que Casa Quadrada.
CORPO DE POPA (Aft Body)
Metade do navio, localizada por ante-a-ré da seção transversal a Meia-Nau.
CORPO DE PROA (Fore Body)
Meta de do navio localizada por ante-a-vante da seção transversal a Meia Nau.
COSTADO (Side)
Parcela do Forro Exterior do Casco, situada entre a Borda e o Bojo e que se mantém acima da Linha de Flutuação com o navio a plena carga. Durante a construção da embarcação, é a parcela do Forro Exterior do Casco desde o Bojo até a Borda. Cf. Carena e For
COURAÇA (Armor Plating)
Chapa de aço especial ou comum, de maior espessura que o chapeamento do Casco, empregada para proteger órgãos vitais dos navios de combate de maior porte. O mesmo que Blindagem.
CURVA DE ABERTONA (Lodging Knee)
(ABNT).
Peça que liga o Vau, Meio Vau ou Lata, no plano horizontal, para a Amurada, dormente, etc. O mesmo que Abertona.
DELGADO (Run)
Região mais afilada da Carena, em ambos os Bordos, encontrada nas proximidades da Roda de Proa e no Cadaste.
DIAFRAGMA (Swash Bulkhead)
O mesmo que Antepara Diafragma.
DUPLO-FUNDO (Doublebottom)
Estrutura do Fundo de alguns navios de aço, constituida pelo Forro Exterior do Fundo e por um segundo Forro (Forro Interior do Fundo) fixado sobre a aresta interna das Hastilhas.
DUPLO-FUNDO CELULAR (Cellular Double-Bottom)
Duplo-Fundo subdivididos em seções estanques (células), as quais podem ser utilizadas para Tanques de aguada, Tanques de óleo, etc.
DUPLO-FUNDO PARCIAL (Partial Double-Bottom)
Duplo-Fundo que não se extende por todo o comprimento do navio.
EMBORNAL (Scupper)
Aberturas existentes no Convés, que servem para escoamento das águas provenientes de chuva, de baldeação ou condensada. Normalmente se prolongam por uma Dala, que afasta a descarga do Costado. (ABNT). Furo nos Trincanizes, Pavimentos ou Bordas Falsas para
ENCOLAMENTO (Bilge) (ABNT)
Transição entre o Costado e o Fundo. Pode ser arredondado, em quina, etc.
ENORA (Mast Hole, Patner)
Abertura feita em um Convés, por onde enfiha um Mastro ou o eixo de um Cabrestante.
ESCOTILHA (Hatch, Hatchway)
Abertura feita num Convés, para passagem de ar, luz, pessoal ou carga.
ESCOTILHA DE CARGA (Cargo Hatch)
Escotilha de grandes dimensões, utilizada para a passagem de carga para os Porões.
ESCOTILHA COMUM (Hatchway)
Escotilha utilizada para o trânsito de pessoal entre dois Pavimentos, através de escada.
ESCOTILHÃO (Scuttle)
Pequena Escotilha que dá acesso a um Paiol, Praça de Máquinas, etc. Cf. Agulheiro.
ESCOVÉM (Hawse Pipe)
Tubo ou manga de aço que liga o Convés ao Costado e por onde passa a Amarra.
ESPAÇO DE AR (Cofferdam)
O mesmoque CONFERDAM.
ESPAÇO DE SEGURANÇA (Cofferdam)
O mesmo que Coferdam.
ESPARDEQUE (Spardeck)
Anglicismo que designa, na Marinha de Guerra, a Superestrutura Central.
ESQUELETO (Skeleton)
O mesmo que Ossada.
ESTIBORDO (Starboard)
O mesmo que Boreste. (Termo utilizado em Portugal).
FORRO EXTERIOR (Outer Skin, Outerplating)
Revestimento constituído de chapas ou tábuas, aplicado sobre os elementos estruturais do Casco, definindo seu formato e garantindo sua estanqueidade.
FORRO INTERIOR DO FUNDO (lnner Skin, Floor Ceiling)
Revestimento estanque aplicado sobre as Hastilhas, nos navios com Fundo Duplo. O mesmo que Teto do Fundo-Duplo.
FUNDO (Bottom)
Parte inferior da Carena extendendo-se entre a Quilha e o Bojo, em ambos os Bordos do navio.
FUNDO-DUPLO (Doublebottom)
O mesmo que Duplo-Fundo.
FUNDO DE PRATO (Flat Bottom)
Fundo da embarcação, cujo pé de Caverna é igual a zero.
GATEIRA (Chain Pipe)
Abertura feita no Convés, próxima à Máquina de Suspender, que serve para dirigir a Amarra para o Paiol da Amarra Cf. Buzina da Amarra.
GIGANTE (Web Frame)
O mesmo que Caverna Gigante.
GRINALDA (Taffrail)
Parte superior do Painel de Popa.
GUINCHO (Winch)
Aparelho constituído por um ou dois tambores (saias), ligados a um eixo horizontal acionado por motor elétrico (com transmissão mecânica ou hidráulica), máquina a vapor ou manualmente, destinado a içar espias, movimentar aparelhos de carga, tampas de esco
HASTlLHA (Floor, Floor Plate)
Reforço transversal que vai de um Bordo a outro, no Fundo do navio, fechando o anel estrutural com as Cavernas e o Vau correspondente. (ABNT). Chapa colocada verticalmente no Fundo do navio, em cada Caverna, aumentando a altura desta na parte que vai da Q
HASTILHA ABERTA (Open Floor)
Hastilhas constituídas de Cantoneiras periféricas, com Borboletas de reforço, alternadas com Hastilhas Sólidas no Fundo do navio.
HASTILHA ALTA (Deep Floor)
Hastilhas de maior altura que a normal, colocada nas regiões extremas do navio, a fim de aumentar a resistência do Fundo contra impactos provocados por Caturros e Arfagens. O mesmo que Caverna Alta.
HASTILHA DE CHAPA (Solid Floor)
O mesmo que Hastilhas Sólidas.
HASTILHA COMPLETA (Solid Floor)
O mesmo que Hastilha Sólida.
HASTILHA ESTANQUE (Watertight Floor)
Hastilha Sólida sem Furos de Alívio, de construção estanque, que delimita os Tanques do Duplo-Fundo ou compõe a subdivisão estanque do navio.
HASTILHA SÓLIDA (Solid Floor)
Hastilha formada por uma chapa com ou sem Furos de Alívio. O mesmo que Hastilhas Completa Hastilhas de Chapa, Chapa-Hastilha, ou Chapa Caverna.
JAZENTE (Support, Frame, Foundation)
Peça de ferro fundido ou armação reforçada de chapas e cantoneiras, rigidamente presa à estrutura da embarcação, destinada a suportar uma máquina, aparelho, torre ou canhão. (Colocar fig. IV - 17).
LATA (Beam)
(ABNT).
Peça semelhante ao Vau, que se coloca entre estes e também com eles serve de apoio aos Pavimentos. A Lata tem seção mais reduzida que a dos Vaus. O mesmo que vau incompleto. Nota: alguns chamam erradamente de Lata ao Meio Vau.
LEME (Rudder)
Peça destinada a governar a embarcação, quando submetida à pressão dos filetes de água.
LEME A MÃO (Hand Steering Gear)
Leme cuja manobra é feita pelo esforço muscular do timoneiro sem ajuda de servo-motor.
LONGARINA (Girder, Keelson)
Peça estrutural longitudinal do Esqueleto do navio. Cf. Longitudinal.
LONGARINA DO BOJO (Bilge Girder)
Longarina situada na altura do Bojo da embarcação.
LONGITUDINAL (Longitudinal)
Designação genérica das vigas estruturais da embarcação dispostas no sentido longitudinal. Mais empregadas quando o navio é construído no sistema longitudinal. Cf. Longarina.
MALAGUETA (Belaying Pin)
Pino fixado em torno da Roda do Leme.
MÁQUINA DO LEME (Steering Gear)
Máquina a vapor, elétrica ou eletro-hidráulica, destinada a movimentar o Leme sem que seja necessário grande esforço muscular do timoneiro, aplicado na Roda do Leme.
MÁQUINA DE SUSPENDER (Windlass, Capstan)
Cabrestante ou Molinete dotado de uma coroa de Barbotin e acionado por máquina a vapor, motor elétrico, ou sistema eletro-hidráulico, destinado a içar a Amarra.
MASTREAÇÃO (Masting)
Conjunto de Mastros, Mastaréus e Vergas de uma embarcação.
MASTRO (Mast)
Longa peça de madeira ou aço, de seção geralmente circular, erguida acima do Convés Principal para sustentar antenas, Paus de Carga, luzes de posição e de marcha e outros acessórios necessários aos serviços realizados na embarcação.
MASTRO DE COMBATE (Flagstaff)
Pequeno Mastro colocado na parte de ré da Superestrutura Central dos navios de guerra de pequeno porte, onde é içada a Bandeira Nacional, em viagem.
MASTRO PRINCIPAL (Main Mast)
Mastro de maior Guinda de uma embarcação. Nos navios de guerra costuma ser o Mastro de vante e nos navios mercantes o Mastro de ré.
MEIA-NAU (Midship)
Zona a meia distância entre a Proa e a Popa da embarcação. Em seu significado original o termo referia-se à região próxima do Plano Diametral, isto é, equidistante das Bordas. Ainda hoje se diz assim em Portugal. Cf. Meio-Navio.
MEIO-NAVIO (Midship)
Nome que se dava antigamente ao que hoje se denomina Meia-Nau.
MEIO VAU (Beam in Way of Hatch)
(ABNT).
Vau que não é contínuo de BS a BE, colocado na altura de uma Escotilha, Enora, etc. entre os Vaus propriamente ditos. Os Meios Vaus ligam entre si os Chaços das Escotilhas ou as Sicordas às Balizas.
MOLlNETE (Windlass)
Máquina de Suspender de eixo horizontal. Cf. Cabrestante (ABNT). Guincho especial, usado na manobra das Âncoras, Amarras, e espias. O mesmo que Bolinete.
OBRAS MORTAS (Upper Works)
Parte do Casco da embarcação situada acima do Plano de Flutuação com o navio na situação de Deslocamento em Plena Carga.
OBRAS VIVAS (Quick Works)
Parte do Casco da embarcação situada abaixo do Plano de Flutuação com o navio na situação de Deslocamento em Plena Carga. O mesmo que Carena.
OSSADA (Ribs, Skeleton)
Conjunto das peças estruturais que dão forma e resistência ao Casco. O mesmo que Esqueleto.
PAINEL DE POPA (Counter, Upper Stern)
Parte do Costado do navio, situada na Popa, entre as Alhetas. Cf. Grinalda.
PATILHÃO (Centerboard)
O mesmo que Bolina.
PAVIMENTO (Deck)
O mesmo que Convés.
PLATAFORMA (Plataform)
1. Pavimento mais elevado de uma Superestrutura.
2. Qualquer Pavimento parcial, elevado e a descoberto.
POÇO (Well)
Espaço entre o Castelo ou o Tombadilho e a Superestrutura Central, num navio mercante.
POLEAME (Blocks)
(ABNT).
Conjunto de peças que servem para fixar ou dar retorno aos cabos do Aparelho do Navio.
PONTE (Bridge)
1. Construção ligeira, localizada acima do Convés Principal, destinada a servir de passagem entre o Convés do Castelo ou do Tombadilho e o de uma Superestrutura, ou entre os de duas Superestrutura.
2. O mesmo que Passadiço, na Marinha Mercante.
POPA (Stern)
Extremidade posterior da embarcação.
PORÃO (Hold, Bilge)
1. Cada um dos grandes espaços estanques, entre o fundo ou o teto do Fundo Duplo e a Coberta imediatamente superior, destinado a arrumação da carga.
2. Espaço entre o Estrado e o Fundo do navio, onde são coletados restos de óleo, água, etc., para esgo
PORTA (Door)
Abertura que dá passagem franca a um homem de um Compartimento para outro, num mesmo Convés. (Recebe a denominação do Compartimento a que serve como, Porta da lavanderia, ou do fim a que se destina, como Porta de comunicação, Porta de inspeção, etc.).
PORTA DE VISITA (Manhole)
Abertura que dá passagem para um homem, feita em Tanques ou no Teto do Dduplo-Fundo, a fim de permitir a inspeção, limpeza e tratamento desses espaços.
PORTALÓ (Gangway)
Abertura feita na Borda, ou passagem na Balaustrada, ou, ainda, abertura feita no Costado de um navio mercante de grande porte, utilizado para o trânsito de pessoal e cargas leves.
PROA (Bow)
Extremidade anterior da embarcação.
QUEBRA-MAR (Breakwater)
Chapas colocadas no Convés exposto ao tempo, na Proa, a fim de quebrar o ímpeto das águas que embarcam pela Proa, e dirigí-las para os Embornais, quando o navio navega com mau tempo.
QUERENA (Boltom)
(ABNT).
O mesmo que Carena.
QUILHA (Keel)
Peça estrutural básica da embarcação, disposta na parte mais baixa do seu Plano Diametral, em quase todo o seu comprimento.
QUILHA DE BALANÇO (Bilge Keel)
O mesmo que Bolina Lateral. (ABNT). O mesmo que Bolina.
QUILHA CHATA (Flat Keel)
(ABNT).
O mesmo que Chapa Quilha.
QUILHA LATERAL (Keelson)
Chapa colocada perpendicularmente ao Chapeamento do Fundo, no lado interno deste, em ambos os Bordos, e a uma certa distância da Quilha Vertical.
QUILHA VERTICAL (Vertical Keel)
Chapa vertical que constitue a alma da Quilha. (ABNT). Quilha constituída por uma peça saliente que se projeta abaixo ou acima do Forro do Fundo da embarcação.
RAPOSA (Billboard)
1. Cada uma das peças maciças salientes do Costado, nos navios antigos que usavam Âncoras Almirantado, sobre as quais descansavam as Unhas dessas Âncoras.
2. Recesso feito no Costado de alguns navios modernos, junto ao Escovem, para alojar a Cruz e os
RÉ (Aft, After, Back)
O termo não é usado isoladamente, mas nas locuções abaixo: A Ré - na metade trazeira da embarcação. De Ré de traz, trazeira, Por Ante a Ré pela retaguarda, considerando-se como sentido de referência o que aponta para a Proa da embarcação.
RECESSO (Recess)
Concavidade feita numa Antepara, a fim de alojar um equipamento num compartimento, ou para neste obter um melhor arranjo.
RESBORDO (Garboard, Garboard Strake, Port)
1. Primeira fiada de chapas do Forro Exterior do Fundo, de ambos os lados da Chapa-Quilha. (Garboard, Garboard Strake).
2. (ABNT). Abertura, geralmente com porta estanque, praticada no Costado, para entrada de carga, mantimentos, munição, óleo, aguada
ROBALETE (Bilge Keel)
(ABNT).
O mesmo que Bolina.
RODA DE PROA (Stern)
Peça robusta de aço, montada na extremidade de vante da Quilha, fechando a Ossada do navio à vante.
SAÍDA DÁGUA (Freeing Port)
Abertura feita na parte mais baixa da Borda-Falsa, para permitir o escoamento da água que se acumula no Convés. Algumas possuem tampas articuladas para evitar a entrada de água do mar, só permitindo a passagem de água num sentido. (Colocar fig. III - 17).
SETEIRA (Loop Hole)
Pequena abertura praticada em Torre ou Passadiço com o fim de permitir a observação do exterior.
SOLEIRA (Sill)
Contorno inferior da Clara do Hélice.
SUPERESTRUTURA (Superstructure)
Construção feita sobre o Convés Principal, estendendo-se ou não de um Bordo a outro da embarcação e cuja cobertura é, normalmente, também um Convés.
SUPERESTRUTURA CENTRAL (Bridge)
Superestrutura situada na região central do navio.
SUPERESTRUTURA LATERAL (Island)
Superestrutura situada em um dos Bordos do navio, como é o caso do Navio-Aeródomo.
TABUADO DO CONVÉS (Deck Planking)
Conjunto de tábuas de madeira e de juntas calafetadas, que revestem parte dos Conveses expostos ao tempo.
TALABARDÃO (Rough-Tree Rail)
Ponte que se estende junto à Borda. Cf. Ponte.
TALHAMAR (Cutwater)
1. Aresta externa da Proa da embarcação, utilizada para fender as águas.
2. Peça que constitue essa aresta, fixada externamente à Roda da Proa.
TETO DO FUNDO-DUPLO (Inner Bottom)
O mesmo que Forro Interior do Fundo.
TOMBADILHO (Poop)
Superestrutura situada na Popa.
TOPE (Mast Head)
Extremidade superior de um Mastro ou Mastaréu. Cf. Borla.
TRANSVERSAL (Web Frame)
O mesmo que Caverna Gigante.
TRINCANIS (Deck Stringer)
Fiada de chapas mais próxima do Costado, em cada Pavimento do navio, em ambos os Bordos. (ABNT). Peça estrutural no sentido longitudinal da embarcação ligando o Convés à Borda.
TUBO TELESCÓPICO (Stern Tube)
Tubo que faz parte da estrutura do navio e através do qual passa o eixo propulsor. E dotado de mancais de sustentação e de uma bucha que impede a entrada da água no interior da embarcação.
TUBULÃO DO LEME (Rudder Trunk)
Tubo por onde a Madre do Leme atravessa o Casco do navio.
TÚNEL DO EIXO (Shaft Alley)
Compartimento estanque que envolve cada eixo propulsor do navio, desde a Praça de Máquinas até a bucha do eixo. Deve ter dimensões suficientes para dar passagem a um homem, a fim de permitir a inspeção do eixo e dos mancais.
TÚNEL DE EXPANSÃO (Expansion Trunk)
Parte superior dos Tanques principais de um Navio-Tanque, de seção menor que a do resto do Tanque. Destina-se à atender às variações de nivel do líquido em conseqüência das variações de temperatura e, simultaneamente, reduzir a superfície livre do líquido
VANTE (Afore, Fore, Fore Body, Forward)
O termo não é utilizado isoladamente, mas sim nas locuções abaixo: A Vante - na metade dianteira da embarcação. Por Ante A Vante - pela frente, considerando-se como sentido de referência o que apontar para a Proa da embarcação. De Vante - da frente, diant
VAU (Beam)
(ABNT).
Viga estrutural, colocada no sentido transversal da embarcação, ligando os dois ramos de Baliza. O seu conjunto serve para sustentar o Forro dos Conveses.
VAU DE ESCOTILHA (Hatch Beam)
Vaus que limitam as Escotilhas, a vante e a ré.
VAU GIGANTE (Deep Beam)
Vau de maior Escantilhão, geralmente formado por uma alma de chapa (com flange de barra chata soldada, colocado com maior Espaçamento que os Vaus normais. O mesmo que Vau Reforçado e Vau Real.
VAU INTERMEDIÁRIO (Intermediate Beam)
Vau de Escantilhão menor que os Vaus normais, colocado entre estes, com a finalidade de auxiliar a suportar o Convés, quando o espaço entre os Vaus normais é grande.
VAU REAL (Reinforced Beam)
O mesmo que Vau Gigante.
VAU REFORÇADO (Deck Web)
O mesmo que Vau Gigante. (ABNT). Vau constituído de uma viga mais larga do que os Vaus comuns do navio. (Deep Beam).
VAU SECO (Hold Beam)
Vau de Porão que não recebe Convés.
VIGA LONGITUDINAL (Longitudinal Beam, Longitudinal Girder)
Qualquer viga da Ossada da embarcação, disposta longitudinalmente, e que contribue, juntamente com o Chapeamento, para a resistência estrutural do navio.
VIGA TRANSVERSAL (Transverse Beam, Transverse Girder)
Qualquer Viga da Ossada da embarcação, disposta transversalmente, e que contribue, juntamente com o Chapeamento, para a resistência estrutural do navio.
VIGIA (Sidelight, Port Light, Porthole, Side Scuttle, Air Port)
Abertura circular praticada no Costado ou na Antepara de uma Superestrutura, destinada a arejar ou a iluminar um Compartimento. São guarnecidas de uma gola de metal na qual se fixam ou se articulam suas tampas. Colocar figs. III - 19).
GAIUTA DA PRAÇA DE CALDEIRAS (Boiler Room
Conjunto de Anterparas em volta de uma abertura, indo do Convés Principal à Praça de Calderias, onde são alojados os condutos de fumaça.
GATO DE REBOQUE (Towing Hook)
Gato especialmente construido para suportar a tensão do cabo de reboque, quando a embarcação estiver rebocando uma outra.
GATO DE TORNEL (Swivel-Hook)
Gato com um Olhal de tal forma articulado que lhe permite girar em torno de seu ponto de suspensão.
PAU DE SURRIOLA (Lower Boom)
Verga colocada horizontalmente no Costado de um navio de guerra, podendo ser disparada perpendicularmente ao Costado, destinada a amarração das embarcações miúdas arriadas para o serviço do navio, quando este se encontra no porto. O mesmo que Surriola.
VERGA (Yard, Spar)
Peça de madeira ou de aço, fixada num Mastro, que serve para receber antenas, luzes de navegação e Morse, adriças de bandeiras, etc. A Verga pode ser redonda ou latina, a primeira orientando-se na direção transversal. ao Plano Longitudinal do navio e a se
Acessórios do casco e das superestruturas do navio
ABITA (Riding Bitt, Mooring Bitt)
Peça do aparelho de fundear que consiste em um Cabeço com nervuras, instalada entre a Máquina de Suspender e o Escovém, nela dando volta a Amarra. (ABNT). Coluna colocada verticalmente no Castelo e firmemente ligada a estrutura da embarcação, destinada a.
ALBÓI (Skylight)
(ABNT).
Cobertura de Escotilha de formato semelhante a um guarda-sol ou cogumelo, destinada à passagem de ar e luz. Nota: Erradamente alguns chamam de Albói às Gaiutas das Praças de Máquinas e Caldeiras.
AMARRA (Anchor Cable)
(ABNT).
Corrente ou cabo talingado à Ânccora de fundeio. As Amarras de fundeio normalmente têm oito Quarteladas de quinze braças, num total de 120 braças.
ÂNCORA (Anchor)
Peça de peso proporcional ao Deslocamento do navio, destinada a segurá-Io ao fundo por meio da Amarra. O mesmo que Ferro.
ÂNCORA ALMIRANTADO (Old Fashioned Anchor)
Âncora de Braços fixos, com as superfícies das duas Patas transversais ao plano dos Bracos e dotada de Cepo disposto perpendicularmente ao plano dos Braços. O mesmo que Ferro Almirantado.
ÂNCORA SEM CEPO (Stockless Anchor)
O mesmo que Âncora Patente.
ÂNCORA DANFORTH (Danforth Anchor)
Âncora de Braços semelhantes aos das Âncoras Patentes, porém mais compridos e atilados, dotada de um Cepo colocado na Cruz, paralelamente ao plano dos Braços.
ÂNCORA FLUTUANTE (Sea Anchor, Drift Anchor, Drag)
Aparelho flutuante lançado pela Popa de uma embarcação para mantê-Ia filada à correnteza, em caso de mau tempo.
ÂNCORA DE LEVA (Bower Anchor)
Âncora de serviço do navio, colocada na Proa de um e de outro bordo. Cada navio dispõe, geralmente, de duas. O mesmo que Ferro de Leva.
ÂNCORA PATENTE (Patente Anchor, Stockless Anchor)
Nome genérico pelo qual são designadas as Âncoras patenteadas por diversos fabricantes (Marlin, Smith, Hall, Dunn, Baldt), que diferem entre si em detalhes, mas apresentam as seguintes características comuns: não têm Cepo; a Haste é articulada aos Braços;
ANETE (Shackle, Jew's Harp, Mooring Ring)
Arganeu ou Manilha, preso ao furo existente na extremidade superior da Haste de uma Âncora, no qual é talingada a Amara.
ANODO DE ZINCO (Zinc Anode)
O mesmo que Zinco Protetor.
ARGANÉU (Ring, Hank)
Tendo no anel uma argola móvel, circular ou triangular, na qual se engatam talhas, Amarras ou espias.
ARREIGADA (Futtock Hoop, Futtock Shrouds)
Cada um dos vergaIhões de ferro presos ao Mastro para sustentar o Ninho de Pega.
BALAUSTRADA (Rail, Open Rail)
Conjunto dos Balaústres, correntes, cabos de arame, vergalhões ou tubos que guarnecem a Borda dos navios, para proteção do pessoal.
BALAUSTRE (Stanchion)
Colunas ou hastes metálicas (fixas, desmontáveis ou rebatíveis) que sustentam o Corrimão da Borda ou os cabos de arame ou, ainda, as correntes que guarnecem a Borda de um navio, uma escada, uma plataforma, ou uma Braçola de Escoltilha.
BALEEIRA (Whale Boat, Life Boat)
Embarcação miúda, com a Proa e Popa finas e elevadas, destinada a prover segurança ao pessoal de bordo em caso de abandono do navio. Apresenta ótimas qualidades de flutuabilidade, de estabilidade e de manobrabilidade.
BALSO (Bowline)
(ABNT).
Descanso do pé de um Turco rotativo ou do mangual de uma Lança, Carangueja, etc.
BARBETA (Barbette)
Couraça do Reparo de um canhão.
BERÇO (1. Jig; 2. Cradle)
1. Armação carenada, sobre a qual é montada uma unidade estrutural, de forma tal que, após a soldagem de seus elementos, a unidade tenha a forma necessária para compor uma parte do Casco do navio.
2. Suporte preso a um Convés, Estrado, etc. para servi
BRAÇO (Arm)
Cada um dos dois ramos que partem da extremidade inferior da Haste de uma Âncora.
BRAÇOLA (Coaming)
Chapa vertical colocada no contorno de uma Escotilha, Escotilhão ou Agulheiro, destinada a suportar a sua tampa e impedir a passagem de água ou de objetos diversos para o compartimento inferior.
BRAGA (Clench Plate)
Gato de Escape ou Manilha com que se prende a Amarra a seu Paiol.
BUCHA DO ESCOVÉM (Hawse Block)
Peça de madeira ou de aço que se coloca no Escovém para evitar que a água penetre na embarcação por essa abertura.
BUZINA (Chock)
Peças de aço, com um vasado de forma elítica ou circular, fixadas junto a Borda, para servirem de guia aos cabos de amarração. Cf. Buzina Aerta e Buzina Fechada.
BUZINA ABERTA (Open Chock)
Buzina aberta na parte superior, o que permite que se possa nela suportar e manter os cabos, pelo seio.
BUZINA DA AMARRA (Chain Pipe)
Conduto reforçado de ferro ou aço por onde corre a AMARRA, na sua passagem da Gateira para o Paiol.
BUZINA FECHADA (Closed Chock)
Buzina fechada na sua parte superior, o que só permite que os cabos nela corram pelo chicote.
BUZINA DO PAINEL (Towing Chock, Upper Stern Chock)
Buzina localizada no Painel de Popa da embarcação.
BUZINA PANAMÁ (Panama Chock)
Buzina com forma, tamanho e localização especificados pelas Regras do Canal do Panamá. Destina-se a guiar os cabos de reboque durante a travessia do canal, nas passagens em que o navio é rebocado por locomotivas.
BUZINA DA RODA (Forepeak Chock)
Buzina localizada no Bico de Proa da embarcação.
CABEÇO (Bitt)
Coluna de aço, montada aos pares no Convés, que serve para dar volta às espias de amarração ou aos cabos de reboque. Cf. Cabeço de Amarração, Cabeç de Reboque.
CABEÇO DE AMARRAÇÃO (Mooring Bitt)
Cabeço que se destina a dar volta às espias de amarração.
CACHIMBO (Cowl)
Tubo de ventilação vertical, colocado no Conés, com a extremidade curva terminando num plano aproximadamente vertical. Normalmente pode ser girado de forma a apresentar a sua abertura na direção de onde sopra o vento. Cf. Pescoço de Ganso e Cogumelo.
CAIXA DE MAR (Sea Chest)
Abertura feita no Casco abaixo da Linha de Flutuação, destinada a suprir água do mar para os condensadores, bombas, etc., e para descarregar água dos vários sistemas do navio. Sua estrutura é fundida ou montada, possuindo meios de fixação para as canaliza
CALCÊS (Head, Mast Head)
Parte superior do Mastro, onde é preso Aparelho Fixo.
CAPUCHANA (Hood, Cover)
Capa de lona ou de metal leve com que se cobre uma Meia-Laranja, Escotilha ou outra abertura do Convés, ou, ainda, um motor de embarcaçãol miúda.
CARANGUEJA (Gaff)
(ABNT).
Verga latina colocada, obliquamente, por ante a ré de um Mastro, Chaminé, etc.
CARLlNGA (Mast Carling)
Gola metálica, colocada no Convés ou numa Coberta, na qual se apóia o pé de um Mastro.
CASTANHA (Clamp)
Peça de metal com um furo circular ou quadrangular, fixada no Costado, em uma Antepara ou em um Convés, destinada a sustentar ou a segurar o pé de uma Haste, Ferro do Toldo, Balaustre, etc.
CEPO (Stock)
1. Barra enfiada na parte superior das Hastes das Âncoras Almirantado, perpendicularmente ao plano dos Braços. 2. Barra colocada na Cruz das Âncoras Danforth, paralelamente ao plano dos Braços.
CHAPA DAS ARREIGADAS (Futtock Plate)
Chapa à qual se fixam as Arreigadas.
COBRO (Ceiling)
Cada uma das tábuas com que se reveste o Fundo de um Porão de carga.
COGUMELO (Mushroom)
Tubo vertical instalado no Convés, com uma cobertura de forma tal que se assemelha a um cogumelo. Serve para ventilação ou extração de compartimentos, natural ou mecânica. Neste último caso, recebe no seu corpo um ventilador ou exaustor. Cf. Pescoço de Ga
COROA DE BARBOTIN (Wildcat)
Gola existente nas Máquinas de Suspender, tendo em sua periferia diversas cavidades ou rebaixos que prendem a Amarra, elo por elo, e permitem içá-Ia.
CORRIMÃO (Rail, Guard Rail, Storm Rail)
Peça de aço, madeira ou bronze, disposta horizontalmente a uma altura adequada, ao longo dos Conveses, em Escada, junto a aberturas nos Conveses, motores, etc. para prover apoio e proteger pessoas contra o contato com partes móveis de máquinas e outros ri
CRUZ (Crown)
Parte da Âncora onde a Haste se une aos Braços.
CUNHO (Cleat)
Peça de metal em forma de bigorna, que se fixa na Amurada das embarcações, nos Turcos ou em outros locais e onde se dá volta nos cabos de laborar. Cf. Escoteiro.
CURVATÃO (Trestletree)
Viga robusta que atravessa um Mastro, de um lado a outro, destinada a ser vir de apoio ao Ninho de Pega ou ao Aparelho do Pau de Carga.
DALA (Dale, Shoot, Spout, Scupper Pipe)
Tubo ou calha que, partindo de um Embornal, atravessa o Costado na altura do Convés, ou desce pelo interior do navio até próximo a Linha D' Água. Tem por fim fazer o escoamento das águas do Embornal sem sujar o Costado. Dala da Cozinha, Galley Scupper Pip
DESCARGA (Discharge, Outlet)
Qualquer abertura feita no Costado, para descarregar águas dos diferentes serviços do navio.
ESCADA DE PORTALÓ (Accomodation Ladder, Gangway
Escada rebatível, colocada por fora do Costado, que dá acesso ao navio a partir de terra ou de uma embarcação, terminando em uma plataforma, junto ao Portaló. Dispõe de Patins e Corrimão.
ESCADA DE QUEBRA-PEITO (Jacob's Ladder, Rope
Escada disposta num plano vertical, fixada ao navio ou pendente ao longo do Costado, cujos degraus, confeccionados de madeira, metal ou cabo, são ligados uns aos outros por cabos de manilha ou de aço ou por travessões de metal ou aço.
ESCOTEIRA (Revel)
Peça metálica em forma de cruz, fixada ao Convés, que serve para dar volta aos cabos de laborar.
ESPINHAÇO (Ridge)
Cabo de arame ou viga de madeira, colocada no Plano Diametral do navio, para sustentar o Toldo.
ESTAI (Stay Brace)
1. Haste metálica inclinada, destinada a servir de apoio a qualquer parte ou peça do navio.
2. Cabo, geralmente de arame, destinado a sustentar na sua posição Mastros, Turcos, Chaminés, Balaustres, Borda ou qualquer outra peça do equipamento do navio.
ESTRADO (Floor, Grating)
Piso de um Porão, Praça de Máquinas, Praça de Caldeiras, etc. Pode ser vazado ou não, fixo ou desmontável, sendo neste último caso subdividido em Quartéis.
ESTRIBO (Horse)
Cabo de arame passado entre o Terço e cada um dos Laises de um Verga, destinado ao apoio dos pés de quem nela tenha de trabalhar.
FASQUIA (Awning Spar, Awning Lath)
Cada uma das peças transversais de madeira que sustentam o Toldo.
FERRO (Anchor)
O mesmo que Âncora de Leva.
FERRO DE LEVA (Bower Anchor)
O mesmo que Âncora
FERRO DE ROÇA (Kedge Anchor)
Âncora transportada em alguns navios, por ante-a-ré de um Ferro de Leva. Destina-se a ser fundeada em caso de emergência, quando os Ferros de leva agarram ou são perdidos.
FERRO DA RODA (Stern Anchor)
Âncora colocada na linha de centro de alguns navios, na Roda de Proa, em substituição ao Ferro de Roça.
FERRO DE POPA (Stern Anchor)
Âncora colocada na Linha de Centro de alguns navios, no Painel de Popa, para fundeá-los de Proa a Popa, em águas estreitas.
FERRO DO TOLDO (Awning Stanchion)
Cada uma das colunas metálicas, desmontáveis ou fixas, que sustentam o Espinhaço, as Fasquias e os Vergueiros do Toldo.
GAlO (Guy)
(ABNT).
Aparelho que aguenta para vante o Pau de Surriola disparado.
GAIUTA (Companion)
Armação de madeira ou de metal de forma variada, colocada sobre uma Escotilha, que serve para impedir a passagem de borrifos de água ou de chuva ou para dar passagem à luz e ao ar para os compartimentos inferiores. Cf. Gaiuta da Praça de Caldeiras e Gaiut
GAIUTA DA PRAÇA DE MÁQUINAS (Engine Room
Conjunto de Anteparas em volta de uma abertura, indo do Convés Principal à Praça de Máquinas, alojando os condutos de gases de descarga e permitindo o acesso à Praça dos motores propulsores ou das turbinas, conforme for o caso.
GALOPE (Head, Top of Mast, Pole)
Parte do Mastro situada acima dos cabos mais altos do Aparelho Fixo do navio.
GATA (Single-Armed Anchor)
Âncora Almirantado com um só Braço e Cepo pequeno, utilizada para amarrações fixas.
GATO (Hook)
Gancho de aço forjado, geralmente com um Olhal, por onde pode ser amarrado ao Chicote de um cabo, corrente, etc.
GATO DE ESCAPE (Slip-Hook, Thip-Hook)
Gato cujo cotovelo é articulado, permitindo soltar-se sem que seja aliviada a tensão ou peso exercido sobre ele.
GATO FIXO (Fixed Hook)
Gato soldado ou aparafusado a uma Antepara, ao teto de uma Coberta ou a outra peça sólida qualquer.
GATO DE TESOURA (Safety Hook, Sister Hook, Clasp
Conjunto de dois Gatos singelos, sobrepostos, posicionados em sentidos opostos e articulados no mesmo eixo, que se fecham cruzando as suas extremidades.
GOVERNADURAS (Pintles and Pintles Casing)
Conjunto de machos e fêmeas por meio do qual se prende, no Cadaste ou no Painel de Popa, um Leme Apoiado, o que permite fazê-Io girar em torno de um eixo vertical.
GUARDA-HÉLICE (Propeller-Keeper)
Armação que se projeta para fora do Costado, na altura do Hélice, para evitar que este bata de encontro ao cais ou a outra embarcação.
HABITA (Riding Bitt, Mooring Bitt)
O mesmo que Abita.
HASTE DA ÂNCORA (Anchor Shank)
Barra robusta de uma Âncora, em uma de cujas extremidades se prendem os Braços, tendo na outra o Anete.
HÉLICE (Propeller)
(ABNT).
O Hélice é um aparelho de propulsão consistindo de um bosso com pás no sentido radial, cujas faces posteriores são superfícies aproximadamente helicoidais. O Hélice é colocado geralmente na Popa.
LAIS (Yard's End)
1. Cada uma das duas extremidades de uma Verga. Cf. Verga.
2. Extremidade oposta ao pé, num Pau de Surriola.
LAMBAREIRO (Fish Tackle)
Gato do aparelho que agüenta, em um Turco próprio o (Turco do Lambareiro), uma Âncora Almirantado, a fim de levá-Ia a apoiar-se na Raposa.
LANÇA (Boom)
1. O mesmo que Pau de Carga.
2. Verga de um guindaste, que tem uma extremidade apoiada na sua coluna e a outra servindo de ponto de aplicação para o aparelho de içar.
MADRE DO LEME (Rudderstock)
Eixo que penetra no Casco do navio e que transmite movimento ao Leme.
MALHETE (Stud)
Travessão existente em cada elo da Amarra, destinado a aumentar-lhe a resistência, impedir que se deforme e reduzir a possibilidade de que a Amarra forme torções.
MASTARÉU (Top Mast, Upper Mast)
Mastro suplementar, fixado ao Mastro Real para aumentar-lhe a Guinda.
MEIA-LARANJA (Companionway)
Armação de metal que se coloca numa Escotilha de passagem de pessoal, para sustentar uma cobertura de lona que serve de proteção contra a água. Cf. Capuchana.
MORDENTE (Chain Stopper)
Dispositivo fixo ao Convés, junto ao Cabrestante ou Molinete, destinado a morder um dos elos da Amarra para que esta não corra, após fundeado o navio, e para aliviar o esforço sobre a Máquina de Suspender. Cf. Patola.
NINHO DE PEGA (Crow's Nest)
Plataforma circundada por Balaustrada ou por chapa fina (Pavês), instalada no Calcés do Mastro de vante, destinado a receber um Vigia ou qualquer homem que tenha de trabalhar no Mastro.
OLHAL (Eye, Ring)
Nome genérico dado aos anéis metálicos fixos no Convés, Antepara, teto, Borda ou outro local de uma embarcação, para neles se engatar um aparelho ou amarrar um cabo. Cf. Arganéu.
OlHO DE BOI (Deck Light)
Abertura praticada em um Convés ou Antepara, fechada com vidro grosso, para dar claridade a um Compartimento.
ORELHA (1. Lug; 2. Fluke)
1. Qualquer extremidade usinada para receber parafuso, pino ou cavirão.
2. Vértices da Pata da Âncora que ladeiam a Unha.
PALMATÓRIA (Screw Plata, Davit Keeper, Davit Collar)
Castanha superior de sustentação dos Turcos. (ABNT). Braçadeira no Costado, numa Antepara, Pé de Carneiro, etc., ou Gola num Pavimento para a passagem dos Turcos do tipo rotativo.
PATA (Fluke, Palm)
Parte triangular, ou aproximadamente triangular da extremidade do Braço da Âncora.
PATIM (Skate)
1. Pequena Plataforma ou patamar, disparado para fora do Costado ou de uma Superestrutura.
2. Patamar inferior e superior da Escada de Portaló.
PATOLA (Devil's Claw)
Gato de Escape que aboça (segura) a Amarras, permitindo libertá-Ia rapidamente. Cf. Mordente.
PAU DA BANDEIRA (Flagstaff)
Pequeno Mastro colocado no Painel de Popa dos navios, onde se iça a Bandeira Nacional. Nos navios de guerra a bandeira só é içada no Pau de Bandeira quando o navio estiver fundeado ou atracado.
PAU DA BANDEIRA DE CRUZEIRO (Jackstaff)
Pequeno Mastro colocado no Bico de Proa, onde se iça, quando o navio está fundeado ou atracado, a Bandeira do Cruzeiro, distintivo dos navios de guerra brasileiros. O mesmo que Pau do Jack.
PAU DE CARGA (Cargo Boom)
Verga de madeira ou de aço, tendo uma das extremidades apoiada a um Mastro ou mesa e a outra a um Mastro por meio de um amantilho, para servir de ponto de aplicação a um aparelho de içar e arriar. Serve para movimentar carga entre a Escotilha do Porão e o
PAU DO JACK (Jackstaff)
O mesmo que Pau da Bandeira de Cruzeiro.
PAU REAL (Jumbo Derrick)
Pau de Carga com capacidade para operar com grandes pesos, geralmente acima de 20 toneladas. Cf. Cabrea.
PAVÉS (Top Nettings)
Balaustrada ou chapa fina existente no Ninho de Pega para proteção ao pessoal.
PÉ DE CARNEIRO (Stanchion)
Coluna destinada a suportar um Vau ou a aumentar a rigidez de uma estrutura, quando o espaço entre as Anteparas Estruturais é grande ou quando se deseja distribuir um esforço local por uma maior extensão do Casco. O mesmo que Pilar.
PÉ DE GALINHA (Strut, Spider)
(ABNT).
1. Suporte externo do veio do Hélice de alguns navios (Strut).
2. Nome genérico dado aos suportes do Patim superior da Escada de Portaló, das Vergas, das Dalas, etc. (Spider).
PESCADOR (Kingpost, Samson Post)
O mesmo que Toco.
PESCOÇO DE GANSO (Gooseneck)
Tubo de ventilação vertical. Sua extremidade livre faz uma curva de 180 graus em relação ao eixo do seu corpo. Sua boca pode ser fechada com uma tampa ou com tela. Cf. Cogumelo e Cachimbo.
PESTANA (Brow)
Pequena calha fixada sobre uma Vigia, no lado externo do Costado, para impedir que a água da chuva ou dasbaldeações escorra sobre a Vigia.
PILAR (Pillar)
O mesmo que Pé de Carneiro.
PORTA DO LEME (Rudder Plate)
Conjunto formado pelo chapeamento da superfície do Leme e armação que a suporta. É sobre a Porta que age a pressão d'água, fazendo o navio mudar de rumo.
PORTINHOLA (Port Flap, Port Lid)
Aba que fecha o Portaló ou qualquer outra passagem, na Borda.
QUARTEL (Cover, Grating)
Cada uma das seções desmontáveis de um assoalho, Estrado ou cobertuda qualquer. Cf. Quartel da Amarra.
QUARTEL DE AMARRA (Cable's Length)
Cada uma das seções em que se divide a Amarra da Âncora. Mede, geralmente, 12,5 braças (cerca de 22,5m) na Inglaterra ou 15 braças (cerca de 27m) nos EUA. O primeiro Quartel, chamado de Quartel de Tornel, é, normalmente, de comprimento menor do que o dos
QUARTELADA (Schackle)
(ABNT).
1. Cada uma das seções de corrente que compõe uma Amarra. Quartelada normal tem quinze braças e a Amarra oito Quarteladas num total de 120 braças.
(ABNT).
2. Conjunto de Quartéis.
REPARO (Mount)
Unidade constituída de todas as partes necessárias para alojar e manejar um canhão, metralhadora, lançador de mísseis ou outro armamento não-portátil.
RODA DO LEME (Steering Wheel)
Roda de madeira ou de metal por meio da qual se manobra com o Leme.
SARRETA (Cargo Batten)
Cada uma das tábuas de madeira que forram os lados dos Porões de carga, com a finalidade de impedir o contato da carga com o Chapeamento. Cf. Separação.
SEPARAÇÃO (Dunnage)
Material usado para separar os volumes da carga entre si e da Estrutura do navio. Cf. Sarreta.
SURRIOLA (Lower Boom)
O mesmo que Pau de Surriola.
SUSPIRO (Vent, Air Vent)
1. Acessório instalado em uma canalização, Compartimento, recipiente ou Tanque para permitir a drenagem de ar ou gases.
2. Acessório instalado na parte superior de um Tanque para permitir a saída do ar quando o Tanque é cheio com líquido.
TAMANCA (Roller Chock)
Peça metálica constituída de uma armação e dois ou três rodetes verticais, montada no Convés ou na Borda-Falsa, para passagem dos cabos de amarração do navio.
TAMBOR (Drum)
Peça em forma de cilindro ou quase cilíndrica, na qual, labora uma Amarra, espia, cabo ou fio.
TAMPA DE COMBATE (Deadlight)
Tampa metálica com que se fecha uma Vigia, quando o navio se prepara para o combate, ou quando navega em regime de -blackout-.
TERÇO (Sling)
Parte média da Verga. Cf. Verga.
TOCO (Kingpost, Samson Post)
Coluna vertical que sustenta o Pau de Carga, quando este não é armado junto a um Mastro. O mesmo que Pescador.
TOLDO (Awning)
Cobertura que se estende sobre parcelas dos Conveses expostos ao tempo, para prover proteção contra a chuva ou o sol. Nos navios de guerra, o Toldo, que é geralmente de lona ou fibra sintética, pode ser retirado. Nos navios mercantes são usados, modername
TURCO (Davit)
Coluna metálica, normalmente giratória, tendo a parte superior recurvada para receber um aparelho de içar ou arriar. Serve para içar e arriar embarcações miúdas e outros pesos.
TURCO DO FERRO (Cat Davit, Anchor Davit)
O mesmo que Turco do Lambareiro.
TURCO DO LAMBAREIRO (Anchor Davit, Fish Davit, Cat
Turco situado no Castelo de alguns navios para auxiliar a manobra das Âncoras. O mesmo que Turco de Fero. Cf. Lambaleiro.
UNHA (Peak of lhe Fluke)
1. Vértice exterior da Pata de uma Âncora.
2. Calha rotativa, em forma de unha, que se coloca numa Vigia de dentro para fora, a fim de dirigir o vento para o interior de um Comportamento, ou para impedir a entrada da chuva.
VENTILADOR (Ventilator, Fan)
Dispositivo pelo qual se introduz ar puro num Compartimento interno do navio e dele se extrai o ar viciado. É constituído, em geral, de um tubo de grande seção, que termina no Convés sob formas variadas e nomes diversos: Cachimbo, Cogumelo, Pescoço de Gan
VERDUGO (Belting, Fender)
Peça reforçada fixada ao longo do Costado de certos tipos de navios, a fim de protegê-Io contra choques durante as fainas de atracação e desatracação.
VERGA DA SÉCIA (Brace Boomkin)
Verga disparada perpendicularmente ao Costado, na Popa, para indicar à posição dos Hélices que se projetam além do piano do Costado, nos navios sem Guarda-Hélice.
VERGA DE SINAIS (Signal Yard)
Verga que recebe as roldanas por onde laboram as adriças de sinais e onde são fixadas as luzes de marcha, escote, etc.
VERGUEIRO (Bend, Rudder Chain)
Cabo de arame, corrente ou vergaIhão que serve para fixar determinadas peças de um navio ou embarcação. Cf. Vergueiro do Toldo e Vergueiro do Leme.
VERGUEIRO DO LEME (Rudder Chain)
Cabo grosso ou corrente fixado aos arganéus da Porta do Leme, que evita perda do Leme, caso se solte das Governaduras.
VERGUEIRO DO TOLDO (Bend)
Cabo de arame apoiado nos Ferros do Toldo junto à Borda, ou vergalhão fixado a uma Antepara, no qual são amarrados os fiéis do Toldo.
XADREZ (Grating, Wood Grating)
Conjunto de taliscas montadas em xadrez, que se coloca nos Patins, na boca de uma Escotilha, ou num posto de manobra, para servir de piso.
ZINCO PROTETOR (Zinc Plate)
Placa ou barra de zinco que se fixa ao longo das Obras Vivas, a fim de evitar a corrosão galvânica do Casco pela ação eletrolítica da água do mar. O mesmo que Anodo de Zinco.
CÍRCULO DE POUSO (Landing Circle)
Área de um Convés delimitada por um círculo, pintada em cor viva, destinada ao pouso de helicópteros. O Círculo de Pouso deve guardar uma distância mínima, regulamentar, dos acessórios e outras partes elevadas do Convés, que possam vir a se constituir em
Subdivisões do casco e das estruturas
ALOJAMENTO (Quarters, Living Space)
Compartimento de um navio de guerra destinado a alojar várias pessoas, normalmente mais de quatro.
BAILÉU (Orlop Deck)
Pavimento parcial abaixo do último Pavimento contínuo. Usado como Paiol ou para fins semelhantes. Na Marinha de Guerra o nome Bailéu é utilizado para designar o ComportamentoO destinado à prisão celular.
CAIXA DE FUMAÇA (Uptake)
Estrutura de chapas e Perfis, geralmente de aço, que liga a caldeira à Chaminé ou conduto de gases, por onde fluem os gases provenientes da combustão. O mesmo que Conduta.
CÂMARA (Cabin, Captain's Quarters, Catering Department)
Conjunto dos Compartimentos de um navio de guerra destinados a alojar seu Comandante ou Comandantes de Força Naval. (ABNT). 1. Aposentos do Comandante do navio ou de uma Força Naval (Captain's Quarters). 2. Seção, a bordo de um navio mercante, encarregada
CAMARIM (House, Room)
Palavra que entra na composição de várias expressões designativas de determinados Compartimentos a bordo, nos quais se executam certos trabalhos especielizados. Ex. Camarim de Navegação, Camarim da Máquina, etc.
CAMARIM DO LEME (Wheel House)
Compartimento onde se encontra a Roda do Leme. O mesmo que Casa do Leme.
CAMARIM DA MÁQUINA (Engineering Room)
Compartimento no qual trabalha, usualmente, o Oficial de Serviço na máquina e que dispõe de alarmes, indicadores e de outros meios de comunicação, que permitem àquele Oficial supervisionar o funcionamento das máquinas e transmitir ordens ao pessoal encarr
CAMARIM DE NAVEGAÇÃO (Chart House, Chart Room)
Compartimento onde são instalados alguns dos instrumentos de navegação e guardadas as cartas náuticas. É nele que opera o Encarregado de Navegação do navio.
CAMARIM DE RÁDIO (Radio Room)
Compartimento onde são instalados os receptores, transmissores, transceptores e demais equipamentos destinados ao serviço de comunicações do navio. O mesmo que Estação-Rádio.
CAMAROTE (State Room, Cabin)
Compartimento destinado a alojar normalmente, de um a quatro tripulantes ou passageiros. (ABNT). Pequeno Alojamento para um número restrito de pessoas.
CANTINA (Canteen)
Compartimento onde são vendidos a bordo artigos de uso pessoal, cigarros, etc.
CASA DO LEME (Wheel House, Bridge House)
O mesmo que Camarim do Leme.
CENTRO DE INFORMAÇÕES DE COMBATE (CIC) (Combat Information Center)
1. Compartilhamento onde funciona o órgão definido em dois.
2. Órgão do navio de combate destinado a fornecer ao Comandante um quadro coerente e compreensível da localização, identificação e movimentação dos navios e aeronaves amigos e inimigos, duran
CIDADELA (Armored Compartiments, Citadel)
Conjunto dos Compartimentos vitais, protegidos por Couraça, dos navios de guerra. Modernamente o termo é empregado para designar a parte do navio que pode ser completamente isolada do exterior. Seus Compartimentos recebem o ar através de filtros especiais
COBERTA (Deck Tweendeck)
1. Espaço compreendido entre dois Conveses contíguos, situados abaixo do Conés Principal.
2. Qualquer Convés situado abaixo do Convés Principal.
3.Compartimentos destinados ao alojamento da guarnição do navio. Ex. Coberta da Divisão de Máquinas, C
COMPARTIMENTO (Compartment)
Designação de qualquer subdivisão interna da embarcação.
COMPARTIMENTO DE COLISÃO (Peak-Tank)
Compartimento estanque, existe em ambas as extremidades da embarcação, limitado interiormente por uma Antepara Estanque. Destina-se a limitar a entrada da água, em casos de colisão: O mesmo que Piquetanque e Tanque de Colisão (ABNT). Impropriamente chamad
COMPARTIMENTO DE COLISÃO A RÉ. (After Peak)
Compartimento estanque na Popa, por ante a ré da Antepara de colisão a ré.
COMPARTIMENTO DE COLISÃO A VANTE (Fore Peak)
Compartimento estanque no extremo de vante da embarcação, situado por ante a vante da Antepara de colisão a vante.
CONDUTA (Uptake)
O mesmo que Caixa de Fumaça.
CONTENTOR (Container)
Cofre de aço ou metal, de dimensões padronizadas, destinado a alojar carga geral, diversificada ou não, com a finalidade de protegê-Ia contra avarias e unificá-Ia, para facilidade de manuseio e estiva.
CORREDOR (Passageway)
Passagem estreita entre Anteparas, comunicando entre si os Compartimentos de um mesmo Compartimento.
ESTAÇÃO (Room, Station)
Compartimento ou recinto no qual se executa determinada atividade especializada, a bordo de um navio de guerra. Ex: Estação-Rádio, Estação de Controle de Avarias, etc.
ESTAÇÃO RÁDlO (Radio Room)
O mesmo que Camarim de Rádio.
GALERIA (Gallery Deck)
Plataforma em forma de balcão, encontrada nos Navios Aeródromos, situada entre o Convés de Vôo e o Conés do Hangar, onde se localizam Alojamentos de pilotos, escritórios, etc.
HANGAR (Shed, Hangar)
1. Primeira Coberta abaixo do Convés de Vôo dos Navios Aeródromos, onde os aviões são estacionados para manutenção e reparo.
2. Compartimento situado próximo a área de pouso dos helicópteros, nos navios capacitados para receber tal aeronave, onde esta
PAIOL (Locker, Store Room)
Compartimento destinado à guarda ou armazenamento de material de qualquer espécie. Seu nome é em função da utilização. Ex. Paiol da Amarra, Paiol do Mestre, etc.
PAIOL DA AMARRA (Chaim Locker)
Compartimento situado na Proa por ante-a-ré da Antepara de colisão, destinado a guarda das Amarras das Âncoras.
PAIOL DO MESTRE (Boatswain's Locker)
Compartimento situado na Proa do navio, onde são guardados cabos, lonas, etc., enfim todo o material destinado aos trabalhos do marinheiro.
PASSADIÇO (Bridge)
Pavimento imediatamente abaixo do Tijupá, de onde o Comandante dirige a manobra do navio. Nele ficam, usualmente, os Camarins do Leme, de Navegação, de Rádio, etc. Também chamado de Ponte, na Marinha Mercante. (ABNT). Superestrutura geralmente aberta no s
PIQUE-TANQUE (Peak-Tank)
O mesmo que Compartimento de Colisão.
PONTE ALTA (Compass Bridge)
O mesmo Tijupá.
PRAÇA (Room)
Nome genérico dado a bordo a Compartimentos onde são instalados equipamentos de máquinas, caldeiras, artilharia, etc. (ABNT). Compartimento ou espaço destinado ao alojamento de certo equipamento ou a dado serviço; assim temos a Praça de Máquinas, a Praça
PRAÇA D'ARMAS (Wardroom)
Compartimento que serve de refeitório e sala de estar para Oficiais, nos Navios de Guerra.
PRAÇA DE CALDEIRAS (Boiler Room)
Compartimentos onde são instaladas as caldeiras principais do navio.
PRAÇA DE MÁQUINAS (Engine Room)
Compartimento onde são instaladas as máquinas principais do navio.
SECRETARIA (Secretary)
Compartimento onde são executadas atividades administrativas de caráter burocrático.
TANQUE (Tank)
Compartimento estanque destinado a armazenar fluidos. Pode ser formado por uma subdivisão da estrutura do Casco, ou ser independente da estrutura e instalação em suportes especiais. A designação dos Tanques é feita pela função ou pelo nome do fluido que a
TANQUE DO BICO DE RÉ (After Peak)
(ABNT).
O mesmo que Compartimento de Colisão a Ré.
TANQUE DO BICO DE VANTE (Fore Peak)
(ABNT).
O mesmo que Compartimento de Colisão a Vante.
TANQUE DE COLISÃO (Peak Tank)
O mesmo que Compartimento de Colisão.
TANQUE FUNDO (Deep Tank)
Tanque que estende-se do Fundo do navio, ou do teto do Duplo-Fundo, até a altura do Convés mais baixo, ou um pouco acima deste. O mesmo que Tanque Profundo.
TANQUE DE LASTRO (Ballast Tank)
Tanque destinado a receber a água salgada necessária para Iastrar a embarcação. Alguns Tanques transportam, alternadamente, óleo e Lastro.
TANQUE LATERAL (Wing Tank, Side Tank)
Tanque situado em um dos bordos da embarcação.
TANQUE PROFUNDO (Deep Tank)
O mesmo que Tanque Fundo.
TANQUE DE VERÃO (Summer Tank)
Tanques existentes em alguns Petroleiros, que, quando cheios, levam o navio da Linha de Flutuação tropical para a de verão. Cf. Marcas da Borda Livre.
TIJUPÁ (Compass Bridge)
Convés em cima do Passadiço, geralmente aberto, onde moram a Agulha Magnética Padrão e outros instrumentos que não devam ficar cobertos. O mesmo que Ponte Alta.
TOLDA (Quarlerdeck)
Espaço do Convés Principal, limitado a vante pelo Mastro Principal e a ré pelo Tombadilho ou pela Popa.
TORRE (Turret)
Tipo de Reparo comum a mais de um canhão, instalado em um navio durante a fase de construção devido a seu volume e peso e protegido por Barbeta tanto nas partes situadas Convés acima quanto nas que penetram Cobertas abaixo.
TORRE DE COMANDO (Conning Tower)
Abrigo encouraçado a partir do qual o Comandante comanda o navio em combate, nos navios de guerra de grande porte. O mesmo que Torreão de Comando. Há navios modernos em que o Comandante exerce o seu comando a partir do Centro de Informações de Combate.
TORREÃO DE COMANDO (Conning Tower)
O mesmo que Torre de Comando.
TORRETA (Conning Tower)
Compartimento estanque do submarino, localizado na Superestrutura.
TÚNEL VERTICAL (Trank)
1. Conduto vertical que liga diversas Escotilhas, superpostas, em diferentes Conveses.
2. Conduto que comunica um Compartimento situado na parte inferior do Casco com um Convés descoberto, a fim de arejar e iluminar aquele Compartimento.
VASO DE PRESSÃO (Pressure Vessel)
Designação genérica dos Tanques de bordo construidos especialmente para armazenar fluidos sob pressão, como gases liqüefeitos, ar comprimido, vapor, etc.
DESACELERADOR (Retarding Device)
Qualquer dispositivo utilizado para retardar o movimento do navio durante o Lançamento, no propósito de diminuir o seu percurso dentro d'água, após deixar a Carreira. Cf. Corrente Desaceleradora.
NAVIO DE CONVÉS DE TOLDO (Awning Deck Vessel)
Tipo já em desuso. Navio, cuja estrutura, acima do Segundo Convés era bastante leve. As Anteparas estanques principais só se estendiam até a altura daquele Convés, excetuadas as Antepara de Colisão, que subiam até o Convés Principal.
TOSAMENTO (Saggint)
Curvatura adquirida pela Viga-Navio, quando sujeito aos esforços do mar, caracterizada pela compressão do Convés e simultânea tração da Quilha. A deformação tende a fazer com que a Proa e a Popa se elevem em relação à Seção Mestra, o que ocorre quando a P
Peças e detalhes técnicos da construção
ABA (Flange)
1. Cada um dos dois lados de uma Cantoneira.
2. Lado menor dos demais Perfis. O mesmo que Flange. Cf. Alma.
ABALAUSTRADO (Provided with Stanchions)
(ABNT).
Guarnecido de Balaustres.
ADELGAÇAMENTO (Tumble Home)
Curvatura ou inclinação para dentro que tem o Costado do navio, acima do maior Vau.
ALINHAMENTO DOS EIXOS PROPULSORES (Main Shafting Alignment)
Operação realizada quando já se tem pronta a Edificação de Meia-Nau para ré, para demarcar os locais de passagem dos eixos propulsores e a posição dos mancais, Pés-de-Galinha e máquinas propulsoras.
ALINHAMENTO DE UNIDADES (Unit Alignement)
Operação feita durante a Edificação do navio, que prove a correta posição das Unidades, umas em relação às outras e em relação ao Casco como um todo.
ALMA (Web Plate, Web)
Lado de um Perfil por onde passa o seu eixo ou plano de simetria, quando houver. Geralmente é o lado maior do Perfil. Cf. Aba
ALQUEBRAMENTO (Hogging)
Curvatura adquirida pela Viga-Navio, quando sujeita aos esforços do mar, caracterizada pela tração do Convés e simultânea compressão da Quilha. A deformação tende a fazer com que a Seção Mestra se eleve em relação a Proa e a Popa. A situação que melhor ca
AMPLIAÇÃO (Jumboizing)
Alteração em um navio mercante visando o aumento de sua capacidade. Pode consistir na inserção de uma nova seção, ou na substituição de seu corpo central por outro mais longo.
ANTEPARA CORRUGADA (Corrugated Bulkhead)
Antepara leve, de aço, alumínio ou madeira, que não colabora na resistência estrutural do Casco, mas se destina a subdividir o navio em Compartimentos.
ANTEPARA DIVISÓRIA (Division Bulkhead)
Antepara leve, de aço, alumínio ou madeira, que não colabora na resistência estrutural do Casco, mas se destina a subdividir o navio em Compartimentos.
ANTEPARA FRONTAL (End Bulkhead)
Antepara Transversal que limita a parte de ré do Castelo, a parte de vante do Tombadilho, ou a parte extrema de uma Superestrutura.
ANTEPARA ONDULADA (Swedge Bulkhead)
O mesmo que Antepara Corrugada.
ANTEPARA SECUNDÁRIA (Secondary Bulkhead)
Qualquer Antepara que não seja classificada como principal.
APLAINAMENTO DE CHAPAS (Edge Planing)
Preparação de Contornos retos nos quais o chanfro é aberto por usinagem, em uma plaina. Cf. Preparação de Contornos.
ARREBITAGEM (Riveting)
(ABNT).
O mesmo que Cravação.
ARREBITAMENTO (Riveting)
(ABNT).
O mesmo que Cravação.
ARREBITE (Rivet)
O mesmo que Rebite.
BACALHAU (Patch)
Remendo de chapa ao Chapeamento já existente, utilizado para tapar um buraco ou fresta.
BAINHA (Seam)
1. Lado maior de uma chapa retangular.
2. Emenda de duas chapas retangulares ao longo dos seus lados maiores.
BALIZA DIREITA (Vertical Frame)
(ABNT).
Baliza em que os ramos são paralelos ao Plano Diametral. As Balizas Direitas tem o formato de um U.
BALIZA REVIRADA (Inclined Frame)
(ABNT).
Baliza em que os ramos são oblíquos ao Plano Diametral. Tem geralmente a forma de V e são as Balizas dos Delgados.
BATENTE (Rudder Stop)
Entalhe na Madre do Leme, para limitar o ângulo que o Leme pode ser carredo para cada Bordo.
BATIMENTO DE QUILHA (Keel Laying)
Cerimônia na qual a primeira peça estrutural que integrará o navio é posicionada no local de sua construção.
BATOQUE (Pad, Plug)
Pequeno tampão de madeira, em forma de roIha,empregado para cobrir o furo aberto para entrada do parafuso de fixação das tábuas do Costado ou do Convés. O mesmo que Rolha. Cf. Tabuado do Convés. (ABNT). Peça troncônica para tamponar um furo.
BERÇO GIRATÓRIO (Tilting Jig)
Berço que pode girar em torno de um eixo horizontal, o que permite que, durante a montagem de uma Unidade Estratural, a soldagem seja facilitada.
BLOCO ESTRUTURAL (Structural Block)
Conjunto de Unidades Estruturais edificadas na Carreiro. Formam a estrutura do navio entre duas Seções Tranversais, compreendendo uma Unidade de Fundo e Unidades de Costado, de Convés e de Antepara.
BORBOLETA (Bracket)
Peça metálica usada para prover ligação entre membros estruturais do Esqueleto ou entre estes membros e o Chapeamento do Convés, Costado, etc. Tem o formato de um esquadro.
BORBOLETA DO VAU (Beam Knee)
Borboleta localizada entre um Vau e uma Caverna.
BORLA (Truck)
Peça circular chata que arremata o Tope de um Mastaréu, Mastro, Pau de Bandeira, etc. tendo gornes por onde passam as adriças de bandeiras e flâmulas.
BRAÇADEIRA (Clamp)
Peça de metal que abraça uma haste, canalização ou outra peça qualquer, com a finalidade de fixá-Ia a uma Antepara, piso, teto, etc.
BUCHA (Bushing, Gland)
Caixa de gaxetas, ou peça de bronze, latão, material sintético ou pau de peso, destinada a impedir a entrada da água para o interior do Casco da embarcação pelos orifícios atravessados por eixos. Ex. Bucha do eixo propulsor, Bucha da Madre do Leme, etc.
CACHORRO (Sliding Way)
Parte inferior do Carro de Lançamento, que se apoia sobre o Trilho de Lançamento. Em geral é construido em seções, ligadas por uniões articuladas.
CAIS DE ACABAMENTO (Fitting-out Quay)
Cais no qual o navio em construção fica atracado, desde o Lançamento até as provas de mar, para instalação de equipamentos e trabalhos de acabamento.
CALAFETAR (To Calt)
(ABNT).
Tornar estanque uma Costura.
CANTONEIRA (Angle Bar)
Perfil Laminado, com seção em L. (ABNT). Perfil em forma de Abas iguais ou desiguais.
CANTONEIRA DE CONTORNO (Boundary Angle)
Cantoneira disposta em torno de uma Antepara estanque, Escotilha, Túnel, etc., com a finalidade de manter estanqueidade da junta. Cf. Gola.
CARENAGEM (Fairing)
Ato de verificar e manter a continuidade da forma externa do Casco, durante a Montagem e a Edificação, evitando empenas e desalinhamentos.
CARREIRA (Berth, Inclined Berth)
Plano inclinado onde um navio é edificado ou montado durante a construção, ou ainda, onde é encalhado para sofrer revisão ou reparos. Podendo ser Longitudinal ou Lateral. Cf. Carreira de Construção.
CARREIRA DE CONSTRUÇÃO (Building Berth)
Carreira, para Lançamento Longitudinal ou Lateral, que se destina principalmente, a navios em construção
CARRO DE LANÇAMENTO (Sliding Way)
Estrutura móvel de madeira que sustenta o navio sobre o Trilho de Lançamento e o conduz até a água, durante o Lançamento.
CHAPA CORRUGADA (Corrugated Plate)
Chapa cujo Perfil é ondulado, o que lhe confere uma maior resistência à flexão em relação a uma chapa comum, de mesma espessura. O mesmo que Chapa Ondulada.
CHAPA DE COURAÇA (Armor Plate)
Chapa de espessura compreendida entre 3,2 e 38mm, fabricada de aço especial. e caracterizada por resistência à penetração.
CHAPA ESTRIADA (Checkered Plate)
Chapa que apresenta nervuras salientes em uma de suas faces. Empregada, normalmente, em Estrados de Praças de Máquinas, Plataformas e Escadas, pois as nervuras contribuem para tornar o piso anti-derrapante. Cf. Chapa Xadrez.
CHAPA DE FACE (Rider Plate, Face Plate)
Aba dos Perfis fabricados de chapas.
CHAPA FINA (Thin Plate, Light Plate)
Chapa de espessura máxima igual a 3,2 mm.
CHAPA FLANGEADA (Flanged Plate)
Chapa dobrada, com seção reta em L ou Z.
CHAPA GALVANIZADA (Galvanized Plate)
Chapa revestida de fina camada protetora de estanho, pelo processo de galvanoplastia.
CHAPA DE INSERÇÃO (Insert Plate)
Reforço localizado de um Painel, obtido pela substituição de um trecho de chapa original do Painel por uma chapa de maior espessura. Cf. Chapa Sobreposta.
CHAPA ONDULADA (Corrugate Plate)
O mesmo que Chapa Corrugada.
CHAPA PRETA (Untreated Plate)
Chapa de aço que não sofreu nenhum tratamento após a laminação, como seja jato abrasivo, galvanização, etc.
CHAPA DE REFORÇO (Stiffening Plate)
Chapa colocada no contorno de uma abertura feita no Costado ou em outro Chapeamento resistente, a fim de compensar o enfraquecimento do material, no local.
CHAPA DE RETENÇÃO (Metal Plate Detent)
Chapa de aço que fixa a parte de vante do Carro de Lançamento à Carreira e que é cortada instantes antes do Lançamento, liberando o Carro e o navio para deslizarem.
CHAPA SOBREPOSTA (Doubler Plate)
Chapa soldada sobre uma dada região de um Painel, a fim de se obter um reforço Iocalizado do mesmo. Cf. Chapa de Inserção.
CHAPA SUPORTE (Base Plate, Bedplate)
Qualquer chapa usada como base para uma máquina, Pé-de-Carneiro, coluna ou outras peças que suportem ou tenham grande peso.
CHAPA XADREZ (Checkered Plate)
Chapa Estriada, cujas nervuras formam um xadrez.
CHAPEAMENTO (Plating)
Conjunto de chapas que compõem um revestimento ou subdivisão do Casco do navio.
COLAR (Collar)
Pedaço de chapa colocado em torno de um Perfil, no local onde este atravessa o Chapeamento, a fim de que seja preservada a estanqueidade.
COMPARTIMENTO ESTANQUE A ÁGUA (Watertight Compartment)
Compartimento estanque à água, cujas aberturas também possuem meios de fechamento estanque.
CONSTRUÇÃO MODULAR (Modular Construction)
Tipo de construção naval em que as unidades estruturais são edificadas já contendo as secções de redes, de canalizações e os dutos de ventilação, que por ela devem passar.
CONTINUIDADE ESTRUTURAL (Structural Continuity)
Situação caracterizada pela ausência de variações bruscas nos Elementos Estruturais que compõem o Casco do navio.
CONTRA-ALQUEBRAMENTO (Sagging)
(ABNT).
Contrário a Alquebramento. Nota: alguns chamam erradamente de Tosamento.
CONTRA-CACHORRO (Sliding War Upper Part)
Parte superior do Carro de Lançamento que fica em contato com o Casco e se apoia sobre as Cunhas.
CONVERSÃO (Convertion)
Modificações executadas em um navio com o fim de adaptá-Io a um emprego diferente daquele para o qual foi construído.
CONVÉS BALÍSTICO (Armored Deck)
Qualquer Convés Protegido por Couraça num navio de combate. Cf. Convés encouraçado e Convés Protegido.
CONVÉS ENCOURAÇADO (Armored Deck)
Convés de um navio de guerra revestido de Couraça. Cf. Convés Protegido.
CONVÉS ESTANQUE À ÁGUA (Watertight Deck)
Convés construído de maneira impermeável à água, a fim de limitar um possível alagamento.
CONVÉS ESTANQUE AO TEMPO (Weathertight Deck)
Convés estanque à passagem de água da chuva e do mar, em condições normais de tempo e mar.
CONVÉS PROTEGIDO (Strenghened Deck)
Convés de um navio de guerra, revestido de Chapeamento de maior espessura que a normal, mas sem as características de Couraça. Cf. Convés Encouraçado.
CORRENTE DESACELERADORA (Chain Drag)
Amarra arrastada pelo navio, por ocasião do seu Lançamento, com a finalidade de desacelerar o seu movimento de descida da Carreira.
CORTE AUTOMÁTICO (Automatic Cutting)
Divisão de uma chapa em várias peças, utilizando maçaricos de oxi-acetileno comandados por um sistema síncrono que repete o plano de corte da chapa ou as instruções de uma fita perfurada.
CORTE A MAÇARICO (Gas Cutting)
Divisão de uma peça ou de uma chapa em peças menores por meio de uma tocha de oxi-acetileno.
CORTE MANUAL (Manual Cutting)
Divisão de uma chapa em peças menores, utilizando maçarico de oxi-acetileno, operado manualmente. Cf. Corte Automático.
CORTE MECÂNICO (Machine Cutting)
Divisão de uma peça ou de uma chapa em peças menores por meio de guilhotina ou de outro processo mecânico qualquer.
COSTURA (Seam, Butt)
Ligação de duas chapas do Chapeamento do navio. Cf. Costura Soldada e Costura Cravada. (ABNT). Interstício entre duas chapas ou tábuas contíguas de um Chapeamento ou tabuado.
COSTURA CRAVADA (Riveted Seam)
Costura feita utilizando-se Rebites. O mesmo que Costura Rebitada. Cf. Costura Soldada.
COSTURA REBITADA (Riveted Seam)
O mesmo que Costura Cravada.
COSTURA SOLDADA (Welded Seam)
Costura feita com utilização de solda. Cf. Costura Cravada.
COTOVELO (Elbow)
Nome dado à dobra de 90° feita numa barra, vergalhão ou tubo.
CRAVAÇÃO (Riveting)
Ato ou efeito de ligar duas chapas, barras ou peças metálicas por meio de Rebites. O mesmo que Rebitamento ou Rebitagem. (ABNT). Ligação feita por Rebites ou prisioneiros. O mesmo que Rebitamento, Arrebitamento, Rebitagem e Arrebitagem.
CUNHA DO CARRO DE LANÇAMENTO (Sliding Way Edge)
Cada uma das peças, da seção longitudinal triangular, colocada entre o Cachorro e o Contra-Cachorro do Carro de Lançamento, que serve para ajustar o Carro ao navio, antes do Lançamento.
CURVAMENTO DE CHAPAS (Plate Bending)
Operação de tornar curva uma chapa anteriormente plana por meio de prensa, calandra ou aquecimento dirigido, de maneira a adaptá-Ia a um Gabarito feito previamente.
DE FORMAS CHEIAS (FuIl Form)
Diz-se da embarcação que tem numa larga extensão do Casco seções transversais iguais à Seção Mestra.
DE FORMAS FINAS (Fine Form)
Diz-se da embarcação que tem todas as seções transversais do Casco afinando-se gradativamente para vante e para ré da Seção Mestra.
DECLlVIDADE DA CARREIRA (Building Berth Declivity)
Tangente do ângulo que o plano da Carreirra faz com o plano horizontal.
DESEMPENO (Straightening)
Operação para fazer uma peça, chapa ou Painel retornar à sua forma original, por meios mecânicos.
DESEMPENO COM CALOR (Hot Straightening)
Desempeno efetuado através do aquecimento de certos pontos de uma peça ou Painel, seguido de rápido resfriamento do local, com água. Cf. Desempeno.
DESEMPENO A FRIO (Cold Straightening)
Desempeno executado sem a utilização de calor. Normalmente realizado submetendo a peça à prensa hidráulica e, eventualmente, na Montagem e Edificação à ação de macacos mecânicos ou hidráulicos. Cf. Desempenho.
DIQUE DE CONSTRUÇÃO (Building Dock)
Dique seco onde o navio é construdo no plano horizontal e posto a flutuar, depois de pronto, por alagamento do Dique.
EDIFICAÇÃO (Ship Erection)
Colocação em posição das Unidades Estruturais que compõe o navio, segundo uma sequência pré determinada, no local da construção do seu Casco.
ELEMENTO ESTRUTURAL (Structural Element)
Reforço de qualquer natureza ligado a uma chapa, que sirva para aumentar a sua resistência e a sua rigidez.
EMPENO DE PAINEL (Panel Distortion)
Conjunto de ondulações que aparecem em um Painel, antes ou depois da Montagem, causado pela Soldagem.
ESBARRO (Stop, Limit Stop)
Peça que por contato, evita o deslocamento de outra peça.
ESCORA (Shore, Side Shore)
Peça longa de madeira ou aço, que serve de apoio lateral ao Costado do navio, no Dique ou durante a construção.
ESTANQUE (Tight, Watertight)
Impermeável a um ou mais agentes. O termo, quando usado isoladamente, é entendido como estanque à água. Caso o agente seja outro, a ele se deve fazer referência. Ex.: Estanque ao ar, Estanque a gases, Estanque a chamas, etc.
ESTANQUEIDADE (Tightness, Watertightness)
Qualidade do que é impermeável a um agente específico. O termo usado isoladamente refere-se a impermeabilidade à água.
FERRO PERFILADO (Bar, Iron)
Perfil de ferro ou de aço.
FIADA (Strake)
Série de chapas disposta numa mesma fileira longitudinal do Chapeamento.
FIXAÇÃO DO CARRO DE LANÇAMENTO (Securing Lashings)
Conjunto de cabos de aço ou outros dispositivos que mantém o Carro de Lançamento fixo ao navio.
FLANGE (Flange)
Lado menor de um Perfil Laminado. Cf. Aba.
FOLHA DE CORTE DE CHAPA (Subdivision Chart, Layout Drawing)
O mesmo que Plano de Corte de Chapa.
FURO DE ALÍVIO (Lightening Hole)
Orifícios executados em membros estruturais do navio, para reduzir o seu peso.
GABARITO (Pattern)
Modelo feito em geral de vergalhão ou de chapa de aço, utilizado no curvamento de chapas e de peças.
GATILHO DE RENTENÇÃO (Trigger Detent)
Conjunto mecânico que substitui a Chapa de Retenção e que, acionado instantes antes do Lançamentos, libera o Carro de Lançamento e o navio para começar a deslizar.
GIRO (Pivoting)
O mesmo que Pivotamento.
GOLA (Ring)
Cantoneira, barra ou peça fundida, que contorna uma abertura, para reforço local. Cf. Cantoneira de Contorno.
GUIA LATERAL DO TRILHO DE LANÇAMENTO (Launching Ribband)
Dispositivo fixado dos lados do Trilho de Lançamento, para impedir o deslocamento lateral do Carro de Lançamento, durante o Lançamento.
INTERCOSTAL (Intercostal)
Diz-se da viga estrutural formada por seções interrompidas por outras vigas, estas sendo contínuas.
LANÇAMENTO (Launching)
Ato de transferir o navio do local de construção do Casco, fazendo-o flutuar. O Lançamento pode ser feito por deslizamento em Carreira ou por alagamento de Dique de Construção.
LANÇAMENTO LATERAL (Side Lauching)
Ato de fazer o navio deslizar na CarreiraA em direção à água, em sentido perpendicular ao Plano Diametral do navio.
LANÇAMENTO LONGITUDINAL (End Lauching)
Ato de fazer o navio deslizar na Carreira em direção à água, num sentido paralelo ao Plano Diametral do navio.
LASTRO (Ballast)
Conjunto de pesos ou líquido colocados no Fundo ddo Casco de uma embarcação, ou nos seus Tanques, para aumentar-lhe a estabilidade ou trazê-Ia à posição de Flutuação Direita. (ABNT). Peso (sólido ou líquido, fixo ou removível) colocado a bordo, em posição
LEME APOIADO (Supported Rudder)
Leme preso ao Cadaste por meio de Governaduras.
LEME COMPENSADO (Balanced Rudder)
Leme cuja Porta fica, parte de um lado e parte de outro do seu eixo de rotação. Cf. Leme Semi-Compensado e Leme Não-Compensado.
LEME NÃO-COMPENSADO (Unbalanced Rudder)
Leme cuja Porta não fica toda situada por ante-a-ré do seu eixo de rotação. Cf. Leme: Compensado e Leme Semi-Compensado.
LEME HORIZONTAL (Elevator)
Leme destinado a governar o submarino em profundidade.
LEME ORDINÁRIO (Ordinary Unbalanced Rudder)
Leme Apoiado e Não-Compensado.
LEME SEMl-COMPENSADO (Semi-balanced Rudder)
Leme cuja parte interior da Porta se estende por ante-a-vante do seu eixo de rotação. Cf. Leme Compensado.
LEME SUSPENSO (Underhung Rudder, Spade Type Rudder)
Leme preso ao Balanço de Popa apenas pela Madre (sem Governadura.
LIGAÇÃO PROVISÓRIA (Temporary Device, Temporary Fitting, Temporary Attachment)
Qualquer peça auxiliar utilizada durante a Montagem ou a Edificação do navio, para facilitar a colocação de outras peças ou unidades e que é, posteriormente, removida.
LIMPEZA DE CONTORNOS (Removal of Slag Bead)
Operações de retirar as rebarbas e à oxidação que se formam nos contornos das peças, causadas pelo Corte à Maçarico.
LINHA DE FÉ (Reference Line)
Cada uma das linhas traçadas nas peças estruturais durante a fase de Marcação, que são utilizadas para verificação de empeno após a Pré-Montagem e a colocação em posição durante a Montagem das Unidades Estraturais.
LUBRIFICANTE DO TRILHO (Greasing)
Camadas de cera, graxa e óleo colocadas entre o Trilho de Lançamento e o Carro de Lançamento, para diminuir o atrito e permitir o deslizamento necessário ao Lançamento do navio.
MANILHA (Shackle)
Vergalhão metálico recurvado em forma de U, tendo um pino atravessado entre as suas duas extremidades.
MARCAÇÃO DE CHAPA (Plate Marking)
Operação que consiste em desenhar sobre uma chapa as peças que dela serão tiradas e nela escrever todas as indicações que serão necessárias para a Pré-Montagem e para a Montagem na Unidade Estrutural.
MARCAÇÃO ÓTICA (Optical Marking)
Sistema de Marcação no qual as peças são marcadas na chapa com o auxílio da projeção ótica do dispositivo do Plano de Corte de Chapa.
MARCAÇÃO DE PAINEL (Panel Marking)
Operação que consiste em desenhar sobre um Painel as posições dos Elementos Estruturais, aberturas, Margem de Material e as instruções necessárias para a Montagem.
MARGEM DE MATERIAL PARA EDIFICAÇÃO (Green, Steel Allowance)
Material deixado em excesso nos contornos das unidades, para absorver desvios que ocorram durante a Edificação, facilitando a colocação em posição das Unidades Estratuturais.
MASTRO ESTRUTURAL (Structural Mast)
Torre de forma aproximadamente troncônica, onde são instalados postos de direção de tiro e equipamentos diversos de artilharia e navegação, situada na altura do Mastro de vante em alguns navios de combate de grande porte.
MASTRO MOCHO (Mast Without Topmast)
Mastro inteiriço, não suplementado por nenhum Mastaréu.
MASTRO REAL (Lower Mast)
Seção inferior de um Mastro, fixada ao Casco da embarcação, ou Mastro propriamente dito, no caso de um Mastro com Mastaréu.
MASTRO TELESCÓPICO (Telescopic Mast)
Mastro que pode ser recolhido para o interior do Casco, usado em Submarinos (para diminuir a resistência ao avanço) e em alguns Navios-Aeródomos (para não interferir com a manobra dos aviões).
MASTRO TRÍPODE (Tripod Mast)
Mastro constituído por um tubo vertical de grande diâmetro, escorado por dois outros de menor diâmetro, um em cada bordo, formando um tripé.
MASTRO TUBULAR (Tubular Mast)
MASTRO formado por seções de tubo de aço, ou por chapas curvadas de aço, soldadas ou cravadas, de seção circular.
MOLDE (Template)
Contorno de uma peça feita de madeira ou metal, confeccionado na Sala de Risco e utilizado para Marcação da peça em uma chapa.
MONTAGEM DE UNIDADE (Unit Assembly)
Operação que consiste em colocar chapas, painéis, peças pré-montadas e demais peças nos seus devidos lugares, soldando-as de maneira conveniente, de modo a obter uma Unidade Estrutural completa, pronta para Edificação.
NAVIO DE CONVÉS DE ABRIGO (Shelter-Deck Ship)
Navio construido com Escantilhões mais reduzidos que os dos Navios de Escantilhão Completo, o que o leva a ter Calados reduzidos. Destina-se ao transporte de cargas leves, onde o volume de espaço disponível é mais importante que o peso. Cf. Navio de Convé
NAVIO DE CONVÉS DE ABRIGO ABERTO (Open SheIter-Deck Ship)
Navio de Convés de Abrigo, ao qual uma Escotilha de Tonelagem, aberta no Convés Superior, torna-o tecnicamente não-estanque, isentando desta forma, no cálculo da Tonelagem Bruta, os espaços entre aquele Convés e o Convés imediatamente inferior, que é esta
NAVIO DE CONVÉS DE ABRIGO FECHADO (Closed SheIter-Deck Ship)
Navio de Convés de Abrigo sem Escotilha de Tonelagem. Neste caso a Bordalivre é medida partir do Convés Superior, porém é maior que nos Navios de Escantilhão Completo, por serem os Escantilhões reduzidos.
NAVIO DE CONVÉS COMPLETO (FuIl Deck Vessel)
O mesmo que Navioc de Escantilhão Completo.
NAVIO DE CONVÉS CORRIDO (Flush Deck Vessel)
Tipo antigo de navio, que possuía um Convés leve acima do Convés Principal, sem nenhuma construção acima daquele. A necessidade de uma maior robustez do Casco e as modificações das leis de tonelagem fizeram com que este tipo desaparecesse para dar lugar a
NAVIO DE CONVÉS LIGEIRO (Spardeck Vessel)
Tipo já em desuso. Navio, cujo Convés Resistente era o segundo ou terceiro, sendo o Convés Principal de construção leve. As Anteparas Estruturais estendiam-se até o Convés Resistente.
NAVIO DE CONVÉS SUBIDO A RÉ (Raised Quarter Deck Vessel)
Tipo de navio em que o Convés Principal é mais elevado a ré que a vante, para aumentar a capacidade dos Porões de ré. Usado, principalmente, na Inglaterra, em cabotagem, para transporte de carvão e de madeira.
NAVIO DE CONVÉS DE TOLDO PARCIAL (Partial Awning Deck Vessel)
Navio que tem, acima do Convés Principal, um Convés Corrido que se estende do Bico de Proa até a ré de meio-navio, assemelhando-se a um grande Castelo. Pode ter Tombadilho ou Poço, a ré.
NAVIO DE ESCANTILHÃO COMPLETO (FuIl Scantling Ship)
Navio de construção robusta, utilizando Escantilhões grandes, de modo a obter o maior Calado legalmente possível. É projetado para o transporte de cargas pesadas, como o minério, máquinas, etc., onde o peso é predominante sobre o volume. O mesmo que Navio
NAVIO DE ESTRUTURA NORMAL (Full Scantling Vessel)
O mesmo que Navio de Escantilhão Completo.
NAVIO DE POÇO (Well Deck Vessel)
Navio em que a estrutura do Tombadilho é ligada a Superestrutura Central, havendo um só Poço, a vante.
NAVIO DE SUPERESTRUTURA COMPLETA (Complete Superstructure Ship)
O mesmo que Navio de Convés de Abrigo Aberto. Este nome se origina do fato de neste tipo de navio a Borda-Livre é medida a partir do segundo Convés e a parte da estrutura acima deste torna-se, tecnicamente, uma Sujperestrutura.
NAVIO DE SUPERESTRUTURA PARCIAL (Partial Superstructure Vessel)
O mesmo que Navio de Três Superestrutura.
NAVIO DE TOMBADlLHO CORRIDO (Shade Deck Vessel)
Tipo de navio que possui um Tombadilho corrido, isto é, um pavimento muito ligeiro, aberto lateralmente, em toda a extensão do navio. Distingue-se do Navio de Convés de Abrigo pelas aberturas laterais e pela estrutura mais leve, que não concorre para a re
NAVIO DE TORRE (Turret Deck Vessel)
Tipo de navio em desuso, semelhante ao Navio Tronco. A ossada da torre era constituída pelas próprias Cavernas que, na altura do Convés, se curvaram para dentro. Cf. Navio de Tronco.
NAVIO DE TRÊS SUPERESTRUTURAS (Three Island Vessel)
Tipo de navio que possue Castelo, Superestrutura Central e Tombadilho, nos quais as aberturas tem dispositivo de fechamento estanque. O Castelo, permanentemente fechado, aumenta a flutuabilidade a vante, impedindo ou reduzindo os efeitos do mar que tende
NAVIO DE TRONCO (Trunk Deck Vessel)
Navio de Escantilhão Completo que tem sobre o Convés Principal, uma Superestrutura contínua chamada tronco, de largura igual a pouco mais da metade da Boca e da mesma altura do Castelo. Em desuso. Cf. Navio de Torre.
NERVURA (Bulb)
Engrossamento existente na aresta de alguns Perfis Laminados com a finalidade de aumentar-Ihes o momento de inércia.
OFICINA DE FABRICAÇAO ESTRUTURAL (Structural Fabrication Shop)
Local do estaleiro, em geral coberto, no qual são executadas todas as operações da construção estrutural, desde a Marcação até a Montagem das Unidades Estruturais.
PAINEL DE CHAPAS (Place PaneI)
Conjunto de chapas unidas entre si por meio de Soldagem Automática, Soldagem Manual ou Rebites.
PEDESTAL (Carriage)
Base sobre a qual assentam peças ou engenhos que são móveis em torno de um eixo vertical tais como canhões, metralhadoras. Cabrestantes, tubos de torpedo, etc.
FERFIL (Angle. Bar Beam)
Peça de metal laminada, cuja seção reta tem forma especial (L, T, duplo T, I, U, Z). O mesmo que Perfil Laminado.
PERFIL LAMINADO (Laminated Angle, Laminated Iron, Laminated Beam)
O mesmo que Perfil.
PICADEIRO (Block)
Armação de madeira ou aço, que apeia pontos do Fundo do navio, durante a construção ou reparo.
PICADEIRO DE AREIA (Sand Keel Block)
Cada um dos Picadeiros desmontáveis, que substituem alguns dos Picadeiros Sólidos pouco tempo antes do Lançamento do navio e que facilitam a transferência do seu peso dos Picadeiros Sólidos para o Carro de Lançamento, por ocasião do Lançamento.
PICADEIRO CENTRAL (Keel Block)
Picadeiro colocado sob a Quilha, suportando todo o peso do navio, durante a construção ou reparo em seco.
PICADEIRO LATERAL (Bilge Block)
Picadeiro colocado sob o Fundo do navio, afastado da Quilha, para dar estabilidade ao navio durante a construção ou reparo em seco.
PICADEIRO SÓLIDO (Solid Block)
Mesmo que Picadeiro.
PIVOTAMENTO (Pivoting)
Situação durante o Lançamento em que o navio adquire flutuabilidade positiva e apoia-se, em terra, somente sobre o Pródigo de Vante do Carro de Lançamento. O mesmo que Giro.
PLANO DE CORTE DE CHAPA (Plate Subvision Chart, Layout Drawing)
Plano desenhado na Sala de Risco mostrando o arranjo das peças a serem cortadas de uma chapa. É utilizado na marcação desta ou para servir de guia, no caso de Corte Automático de chapas. O mesmo que Folha de Corte de Chapa.
PONTALETE (Shore)
Escora vertical ajustável, usada para dar apoio a uma unidade durante a Montagem.
PONTEAMENTO (Tack Weld)
Soldagem provisória e intermitente entre duas peças, para auxiliar a sua colocação em posição e mantê-Ias nos seus lugares até a soldagem definitiva.
POPA EM BALANÇO (Overhanging Stern)
(ABNT).
Popa cuja estrutura não fica diretamente em cima da Quilha, prolongando-se acentuadamente para ré dela.
PORTA DE BATENTE (Hinged Watertight Door)
Porta que possue gonzos, sendo fechada por meio de atracadores que deslizam em uma superfície metálica inclinada, para dar o máximo de aperto. O mesmo que Porta de Charneira.
PORTA DE CHARNEIRA (Hinged Watertight Door)
O mesmo que Porta de Batente.
PORTA DE CORREDIÇA (Sliding Door)
Porta cujo movimento se faz paralelamente a uma Antepara, horizontal ou verticalmente, sendo guiada e suportada por trilhos.
PORTA ESTANQUE (Tight Door)
Porta destinada a vedar a passagem de um ou mais fluidos através de uma abertura feita em uma Antepara. Cf. Porta Estanque à Água, Porta Estanque a Gases, Porta Estanque ao Tempo. Quando não mencionado especificamente, entende-se como Porta Estanque aquel
PORTA ESTANQUE À ÁGUA (Watertight Door)
Porta destinada a vedar a passagem da água por uma abertura feita em uma Antepara. Também chamada simplesmente, de Porta Estanque. Cf. Porta Estanque.
PORTA ESTANQUE A GASES (Gastight Door)
Porta destinada a vedar a passagem de gases por uma abertura feita em uma Antepara. Cf. Porta Estanque.
PORTA ESTANQUE AO TEMPO (Weathertight Door)
Porta que comunica um compartimento interno com o exterior e que se destina a impedir a passagem de água da chuva ou de borrifos do mar.
PORTA DE FECHAMENTO RÁPIDO (Quick-Acting Door)
Porta Estanque na qual se abrem ou fecham, simultaneamente, todos os atracadores, manobrados por um só volante ou alavanca.
PORTA DE VISITA (Manhole)
Porta de chapa, destinada a fechar qualquer abertura circular ou elíptica praticada no teto de um Duplo-Fundo ou em qualquer Tanque.
PRÉ-MONTAGEM (Pré-Assembly)
Operação que consiste em agrupar diversas peças de uma unidade, de modo a obter um conjunto soldado que simplificará a Montagem da unidade.
PREPARAÇÃO DE CONTORNOS (Edge Preparation)
Operação que consiste em abrir chanfro nos contornos de peças ou de chapas, a fim de prepará-Ias para a soldagem a outras chapas ou peças.
PRESSÃO ESPECÍFICA (Specific Pressure)
Pressão que atua sobre o lubrificante do Trilho de Lançamento, devido aos pesos do navio e do Carro de Lançamento.
PROA BULBOSA (Bulbous Bow)
Proa dotada de Bulbo.
PROA LANÇADA (Raked Bow)
Proa que tem a Roda de Proa reta e o Bico de Proa mais avançado que o pé da Roda de Proa.
PROA TIPO CLlPPER (Clipper-Type Bow)
Proa que tem a Roda de Proa côncava e o Bico de Proa mais avançado que o pé da Roda de Proa. Cf. Salsaproa.
PROA VERTICAL (Plumb Bow)
Proa que tem a Roda de Proa reta e vertical.
PRÓDIGO DE POPA (Stern poppet)
Estrutura construída sob a Popa do navio, compondo a parte de ré do Carro de Lançamento, que impede o deslocamento para ré do navio, quando em cima do Carro de Lançamento.
PRÓDIGO DE VANTE (Bow Poppet)
Estrutura construida sob a Proa do navio, compondo a parte de vante do Carro de Lançamento, resistente o suficiente para suportar os esforços que ocorrem no Pivotamento.
PROTEÇÃO (Protection)
Conjunto da Couraça e da Proteção Estrutural de que são dotados os navios de combate.
PROTEÇÃO ESTRUTURAL (Structural Protection)
Conjunto dos arranjos estruturais (compartimentagem estanque, Coferdans, etc). destinados a reduzir os efeitos dos acertos de projetis, misseis, torpedos e minas nas Obras Vivas dos navios de combate.
PRUMO (Stiffener)
Viga fabricada ou Perfil instalado em uma Antepara a fim de enrijecê-Ia.
QUALIDADES ESSENCIAIS (Essencial Properties)
Características que deve apresentar o Casco de todo navio: solidez, flutuabilidade estanqueidade.
QUALIDADES MILITARES (MiIitary Properties)
Características que devem apresentar os navios de combate: potência ofensiva, Proteção, velocidade e Autonomia.
QUALIDADES NÁUTICAS (Nautical Properties)
Características que deve apresentar todo bom navio: mínima resistência à populsão, mobilidade e estabilidade de plataforma.
QUALIDADES TÉCNICAS (Technical Properties)
Nome genérico que abrange as Qualidades Essencias e as Qualidades Náuticas de um navio.
QUINA (Knuckle)
Qualquer mudança brusca de direção na superfície externa do Casco, num Chapeamento, Antepara, Caverna ou em outra peça da estrutura do navio.
QUILHA-CHATA (Flat Keel)
Quilha que não se projeta para fora da superfície externa do Casco.
REBITAGEM (Riveting)
O mesmo que Cravação.
REBITAMENTO (Riveting)
O mesmo que Cravação.
REBITE (Rivet)
Cilindro de metal dotado com cabeça em uma de suas extremidades, destinado a ligar de maneira permanente e definitiva duas chapas ou peças dê metal. Depois de introduzido num orifício que atravessa as duas chapas ou peças a unir, tem martelada (a quente o
RECLAMO (Clamp, Sheave Hole)
Peça metálica, de forma curva, aberta na parte superior, fixada nos Mastros ou em partes altas da estrutura, para servir de guia. a cabos do Apararelho do Navio.
ROLHA (Pad)
O mesmo que Batoque.
SALA DE RISCO (Mould Loft)
Local no qual é traçado, em escala natural, o Plano de Linhas do Navios e confeccionados os Moldes das peças e os Planos de Corte de Chapas.
SALSA-PROA (Flat Stem)
Proa que tem a Roda de Proa côncava e o pé da Roda de Proa mais avançado que o Bico de Proa. Cf. Proa Tipo Clipper.
SEPARADOR (Crease Iron)
Cada uma das peças de aço ou madeira colocadas entre o Trilho e o Carro de Lançamento, destinadas a impedir que o peso do navio expila o lubrificante do Trilho, antes do Lançamento. Os Separadores são removidos instantes antes do Lançamento do navio.
SEQUÊNCIA DE EDIFICAÇÃO (Erection Sequence)
Ordem na qual as Unidades Estruturais são colocadas em posição, umas em relação às outras, no local de construção do Casco do navio.
SEQUÊNCIA DE SOLDAGEM (Welding Sequence)
Ordem na qual deve se executada a soldagem durante a Pré-Montagem, a Montagem e a Edificação do Casco, para minimizar os empenos e distorções.
SOLDAGEM AUTOMÁTICA (Automatic Welding)
Soldagem na qual a alimentação do arame do eletrodo e a movimentação da máquina de solda ao longo da união a ser soldada se processam automaticamente.
SOLDAGEM DE BUJÃO (Plug Welding, Slot Welding)
Soldagem que se executa apoiando-se uma peça sobre a outra, abrindo neles orifícios perpendiculares à interface, os quais são enchidos, total ou parcialmente, com solda. O mesmo que Soldagem de Tampão.
SOLDAGEM A FEIÇÃO (Flat Position Welding)
Posição de soldagem na qual a solda é feita pela parte superior da união e a face do soldador fica aproximadamente, na horizontal e voltada para baixo.
SOLDAGEM DE FILETE (Fillet Welding)
Soldagem feita para unir duas peças em ângulo próximo de 90°, formando um T ou um L, sendo a seção transversal da solda, aproximadamente, triangular.
SOLDAGEM FORA DA POSIÇÃO (Out of Position Welding)
Qualquer posição de soldagem diferente da Soldagem a Feição.
SOLDAGEM MANUAL (Manual Welding)
Soldagem na qual todas as operações são efetuadas manualmente.
SOLDAGEM SEMI-AUTOMÁTICA (Semi-Automatic Welding)
Soldagem na qual a alimentação do arame do eletrodo à zona de soldagem se processa automaticamente, mas a movimentação da máquina de solda, ao longo da união soldada, é feita manualmente.
SOLDAGEM SOBRE CABEÇA (Overhead Position Welding)
Posição de soldagem na qual a solda é executada pela parte interior da união e a face do soldador fica voltada para cima.
SOLDAGEM SOBREPOSTA (Lap Welding)
Soldagem entre duas peças ou chapas que se superpõem, na região da união.
SOLDAGEM DE TAMPÃO (Plug Welgind, Slot Welding)
O mesmo que Soldagem de Bujão.
SOLDAGEM DE TOPO (Butt Welding)
Soldagem entre duas peças ou chapas que estejam, aproximadamente, no mesmo plano.
SOLDAGEM VERTICAL (Vertical Position Welding)
Posição de soldagem na qual o eixo da solda é aproximadamente vertical.
SUPERESTRUTURA ESTRUTURAL
Superestrutura que concorre para resistência do Casco da embarcação. Ex.: Castelo Tombadilho. Cf. Superestrutura Leve.
SUPERESTRUTURA LEVE (Light Superstructure)
Superestrutura que não concorre para a resistência estrutural do Casco da embarcação, sendo por isso construída com Perfis e chapas mais leves que a do Casco. Cf. Superestrutura Estrutural.
TANQUE DE PROVAS (Towing Tank, Model Basin)
Tanque de grandes dimensões em comprimento, dotado de trilhos nas bordas, sobre os quais se movimenta um carro que reboca o modelo em escala do Casco de uma embarcação, a fim de que seja estudada a sua resistência à propulsão.
TAPA-JUNTA (Butt-Strap)
Pedaço de chapa em Cantoneira que serve para unir a topo duas chapas ou Cantoneiras.
TOLERÂNCIAS ESTRUTURAIS (Structural Tolerances)
Divergências em formas e dimensões aceitáveis entre o que foi construído e o que consta dos planos estruturais do navio.
TOSAMENTO NATURAL (Sheer)
Curvatura, com a concavidade para cima, que apresenta o Cintado de uma embarcação quando projetado sobre um plano vertical longitudinal: determina a configuração do Convés Principal e do limite superior do Costado.
TRÂNSITO DE UNIDADE (Unit Transit)
Ação de transportar a Unidade Estrutural da área de de Montagem para a área de armazenamento ou de Edificação.
TRAVESSA (Horizontal Stiffener)
Perfil disposto horizontalmente em uma Antepara a fim de reforçá-Ia.
TRILHO DE LANÇAMENTO (Lauching Way)
Guias fixas à Carreira, sobre as quais deslizam o Carro de Lançamento e o navio durante o seu Lançamento.
TRILHO SUBMERSO (Submerse Way)
Guias fixas à parte submersa da Carreira, sobre as quais deslizam o Carro de Lançamento e o navio durante o Lançamento.
TURCO COMUM (Radial Davit)
Turco constituído por um ferro redondo (maciço), ou tubo, recurvado na parte superior, que gira em torno do seu próprio eixo vertical.
TURCO QUADRANTAL (Quadrant David)
Turco constituído de uma viga ou Pperfil em I, cujo pé é fixado a um setor dentado que engraza (corre) em uma cremalheira.
TURCO DE REBATER (Pivot Type Davit)
Turco de forma semelhante à do Turco comum, mas que em vez de girar em torno de seu eixo vertical, é rebatido para dentro da Borda, girando em torno de um eixo paralelo a esta, situado no pé do Turco.
TURCO ROLANTE (Rolling Davit)
Turco constituído por uma armação em C, que corre sobre um trilho encurvado.
UNIDADE DE ANTEPARA (Bulkhead Unit)
Unidade Estrutural contendo as chapas Prumos e Elementos Estruturais que, reunidos e montados, compõem uma Antepara ou parcela de uma Antepara do navio.
UNIDADE DE CONVÉS (Deck Unit)
Unidade Estrutural contendo Vés, Vaus e Elementos Estruturais, que, reunidos e montados, compõem uma parcela de um dado Convés do navio.
UNIDADE DE COSTADO (Side Shell Unit)
Unidade Estrutural contendo o Painel de Fiadas do Costado, Cavernas e Elementos Estruturais, que, reunidos e montados compõem uma parcela do Costado do navio.
UNIDADE ESTRUTURAL (Structural Unit)
Subdivisão no Casco do navio adotada para facilitar a construção de sua estrutura, permitindo que o trabalho de montagem seja feito em local abrigado e de fácil acesso. Cf. Montagem de Unidade.
UNIDADE DE FUNDO (Bottom Unit)
Unidade Estrutural contendo Quilhas, Fiadas do Fundo, Hastilhas e Elementos Estruturais, que, reunidos e montados compõem uma parcela do Fundo do Casco do navio.
VERGALHÃO (Rod)
Peça de metal laminada em seção redonda, meia-cana, quadrada, hexagonal, etc., empregada na confecção de Rebites, parafusos, estojos, estais, degraus de escada, etc.
VIGA-NAVIO (Longitudinal Girder)
Idealização do Casco do navio, com seus reforços longitudinais, como uma Viga, a fim de determinar a sua resistência estrutural aos esforços que nele atuam, provenientes da carga, da ação do meio em que flutua, das vagas. etc.
Tipos de Estaleiros
GRANDE PORTE.
Estaleiros com área superior a 500.000 metros quadrados equipados para contruir e reparar embarcações de grande porte, como petroleiros, graneleiros, transatlânticos e plataformas de petróleo. Possui geralmente diques de grandes proporções medindo em médi
MÉDIO PORTE.
Estaleiros estruturados para construir e reparar embarcações de médio porte: navios de carga geral, petroleiros médios, transporte de conteiners, gaseiros, etc. Podendo utilizar carreiras ou diques. Ex. EISA, Rionave, Itajaí, Inace, Renave/Enavi e Aker Pr
PEQUENO PORTE.
Estaleiros voltados para a construção de lanchas, iates, pesqueiros, barcos de passageiros e de apoio marítimo offshore e portuário. Geralmente o lançamento das embarcações é por carreiras e podem utilizar o aço, o alumínio e a madeira, dependendo do proj
MILITAR.
Voltados para a construção e o reparo de navios e barcos militares, estes estaleiros pertecem a Marinha do Brasil.
Facilidades Industriais
ÁREA COBERTA (Sheltered Area)
Possuindo um pé direito alto e munido de ponte rolante e outros equipamentos este local se destina a pré-montagem, montagem de blocos, de painéis, de tubulações, calderaria, usinagem e manutenção. Válido também para os escritórios, almoxifados, enfermaria
BERÇO GIRATÓRIO (Tilting Jig)
Berço que pode girar em torno de um eixo horizontal, o que permite que, durante a montagem de uma unidade estrutural, a soldagem seja facilitada.
CAIS DE ACABAMENTO (Fitting-out Quay)
Cais no qual o navio em construção fica atracado, desde o lançamento até as provas de mar, para instalação de equipamentos e trabalhos de acabamento.
CARREIRA (Berth, Inclined Berth, Slipway)
Plano inclinado onde um navio é edificado ou montado durante a construção, ou ainda, onde é encalhado para sofrer revisão ou reparos. Podendo ser longitudinal ou lateral. Cf. Carreira de Construção.
CARREIRA DE CONSTRUÇÃO (Building Berth, Slipway)
Carreira, para lançamento longitudinal ou lateral, que se destina principalmente, a navios em construção.
CARRO DE LANÇAMENTO (Sliding Way)
Estrutura móvel de madeira que sustenta o navio sobre o trilho de lançamento e o conduz até a água, durante o lançamento.
DIQUE SECO (Dry Dock)
Dique em concreto com uma comporta de aço onde o navio é construido no plano horizontal e posto a flutuar, depois de pronto, por alagamento do dique.
DIQUE FLUTUANTE (Floating Dock)
Dique em aço em forma de U munido de tanques estanques que são esvasiados para elevar uma embarcação. Possui ainda guindastes que correm nas laterais para o manuseio de cargas.
HYDROLIFT (Hydrolift Elevator)
Elevador destinado ao lançamento de pequenas embarcações na água.
OFICINA DE FABRICAÇÃO ESTRUTURAL (Structural Fabrication Shop)
Local do estaleiro, em geral coberto, no qual são executadas todas as operações da construção estrutural, desde a marcação até a montagem das unidades estruturais.
PICADEIRO (Block)
Armação de madeira ou aço, que apeia pontos do fundo do navio, durante a construção ou reparo.
PICADEIRO DE AREIA (Sand Keel Block)
Cada um dos picadeiros desmontáveis, que substituem alguns dos picadeiros sólidos pouco tempo antes do lançamento do navio e que facilitam a transferência do seu peso dos picadeiros sólidos para o carro de lançamento, por ocasião do lançamento.
PICADEIRO CENTRAL (Keel Block)
Picadeiro colocado sob a quilha, suportando todo o peso do navio, durante a construção ou reparo em seco.
PICADEIRO LATERAL (Bilge Block)
Picadeiro colocado sob o fundo do navio, afastado da quilha, para dar estabilidade ao navio durante a construção ou reparo em seco.
PICADEIRO SÓLIDO (Solid Block)
Mesmo que picadeiro.
OFICINA DE PRÉ-MONTAGEM (Pre-Assembly Shop)
Local destinado para o operação que consiste em agrupar diversas peças de uma unidade, de modo a obter um conjunto soldado que simplificará a montagem da unidade.
TANQUE DE PROVAS (Towing Tank, Model Basin)
Tanque de grandes dimensões em comprimento, dotado de trilhos nas bordas, sobre os quais se movimenta um carro que reboca o modelo em escala do casco de uma embarcação, a fim de que seja estudada a sua resistência à propulsão.
TRÂNSITO DE UNIDADE (Unit Transit)
Ação de transportar a Unidade Estrutural da área de de Montagem para a área de armazenamento ou de Edificação.
TRILHO DE LANÇAMENTO (Lauching Way)
Guias fixas à carreira, sobre as quais deslizam o carro de lançamento e o navio durante o seu lançamento.
TRILHO SUBMERSO (Submerse Way)
Guias fixas à parte submersa da carreira, sobre as quais deslizam o carro de lançamento e o navio durante o lançamento.
Principais Equipamentos
BERÇO GIRATÓRIO (Tilting Jig)
Berço que pode girar em torno de um eixo horizontal, o que permite que, durante a montagem de uma unidade estrutural, a soldagem seja facilitada.
CARREIRA (Berth, Inclined Berth, Slipway)
Plano inclinado onde um navio é edificado ou montado durante a construção, ou ainda, onde é encalhado para sofrer revisão ou reparos. Podendo ser longitudinal ou lateral. Cf. Carreira de Construção.
CARREIRA DE CONSTRUÇÃO (Building Berth, Slipway)
Carreira, para lançamento longitudinal ou lateral, que se destina principalmente, a navios em construção.
CARRO DE LANÇAMENTO (Sliding Way)
Estrutura móvel de madeira que sustenta o navio sobre o trilho de lançamento e o conduz até a água, durante o lançamento.
DIQUE SECO (Dry Dock)
Dique em concreto com uma comporta de aço onde o navio é construido no plano horizontal e posto a flutuar, depois de pronto, por alagamento do dique.
DIQUE FLUTUANTE (Floating Dock)
Dique em aço em forma de U munido de tanques estanques que são esvasiados para elevar uma embarcação. Possui ainda guindastes que correm nas laterais para o manuseio de cargas.
GUINDASTE (Crane)
Equipamento fundamental dentro de um estaleiro. Com capacidade variada de carga (de 5 ton.a 16 ton.) atua ao lado da carreira, do dique ou do cais de acabamento.
GUINDASTE DE TORRE MÓVEL (Mobile Crane Tower)
Equipamento utilizado no manuseio de cargas pesadas (transporte de painéis, blocos, equipamentos, etc.).
HYDROLIFT (Hydrolift Elevator)
Elevador destinado ao lançamento de pequenas embarcações na água.
PICADEIRO (Block)
Armação de madeira ou aço, que apeia pontos do fundo do navio, durante a construção ou reparo.
PICADEIRO DE AREIA (Sand Keel Block)
Cada um dos picadeiros desmontáveis, que substituem alguns dos picadeiros sólidos pouco tempo antes do lançamento do navio e que facilitam a transferência do seu peso dos picadeiros sólidos para o carro de lançamento, por ocasião do lançamento.
PICADEIRO CENTRAL (Keel Block)
Picadeiro colocado sob a quilha, suportando todo o peso do navio, durante a construção ou reparo em seco.
PICADEIRO LATERAL (Bilge Block)
Picadeiro colocado sob o fundo do navio, afastado da quilha, para dar estabilidade ao navio durante a construção ou reparo em seco.
PICADEIRO SÓLIDO (Solid Block)
Mesmo que picadeiro.
PONTE ROLANTE (Overhead Travelling Crane)
Colocado nas oficinas é um sistema de elevação (painéis, blocos, equipamentos, etc.) de carga que corre sobre trilhos.
PÓRTICO (Gantry Crane)
Sistema de elevação e transferência de cargas, que opera geralmente nas áreas externas do estaleiro.
SISTEMA DE TRANSFERÊNCIA (Weight Transfer System)
Sistema utilizado para movimentar blocos através de uma malha de trilhos e vagonetas pelo pátio do estaleiro saindo das oficinas até a carreira ou dique.
TRILHO DE LANÇAMENTO (Lauching Way)
Guias fixas à carreira, sobre as quais deslizam o carro de lançamento e o navio durante o seu lançamento.
TRILHO SUBMERSO (Submerse Way)
Guias fixas à parte submersa da carreira, sobre as quais deslizam o carro de lançamento e o navio durante o lançamento.
Tipos de Plataformas
BUOY (Buoy)
Bóia, sobre a qual poderão estar posicionadas sinalização e/ou guindaste.
CT (Compliant Tower)
Plataforma de petróleo fixa construída em aço ou concreto que armazena e transfere óleo para navio aliviadores ou dutos.
DDS (Deep Draft Semi)
Plataforma semisubmersível cujos flutuadores estão submersos a maior profundidade do que na plataforma semisubmersível convencional. Possui, como aquela, sistemas de produção, processamento e transbordo de hidrocarbonetos.
FIXA (Fixed, Jack-up)
Plataforma com estrutura de sustentação sobre o solo marinho fixa, cujas pernas são estaqueados no fundo do mar. Esta estrutura pode ser metálica, chamada jaqueta metálica, ou de concreto. A profundidade no local de posicionamento da plataforma não supera
FIXA ALTO-ELEVATÓRIA (Jack-up Rig)
Plataforma com estrutura de sustentação que apóia-se sobre o fundo marinho, mas que possui altura variável. Tem limites de profundidade, o qual é justamente o comprimento das pernas de sustentação. A plataforma flutua até seu local de posicionamento, quan
FPSO (Floating, Pruduction, Storage and Offloading)
Plataforma flutuante em um casco modificado de um navio, normalmente um petroleiro. Representa uma unidade de produção de petróleo flutuante, com unidade de armazenamento, uma unidade de processamento e com sistema de transbordo (transferência) do petróle
FSO (Floating, Storage and Offloading)
Plataforma flutuante cuja única diferença quando comparada ao FPSO é não produzir hidrocarbonetos, só os armazena e promove seu transbordo (transferência para navios aliviadores ou dutos).
FPDSO (Floating, Production, Drilling, Storage and Offloading)
Plataforma flutuante de produção de petróleo e gás, perfuração, armazenagem e transbordo da produção. Esta descrição aplica-se também ao FPSO, exceto quanto à perfuração (drilling).
FPS (Floating Production System)
Sistema de produção flutuante, cuja denominação pode aplicar-se a uma plataforma semisubmersível.
FPSO BR (Floating, Production, Storage and Offloading)
Plataforma flutuante de produção de petróleo, armazenamento e transferência desenvolvida pela Petrobras. Irá operar no Campo de Jubarte no Espírito Santo produzindo 180 mil barris por dia de petróleo numa profundidade de 3.000 metros.
FSU (Floating Storage Unid)
Unidade flutuante para armazenamento que serve apoio a outras plataformas que estão em produção.
MINITLP (Mini Tension Leg Platform)
Pequena plataforma flutuante presa ao fundo do mar por cabos tensionados. Os risers que ligam esta plataforma à árvore-de-natal são, normalmente, rígidos.
MONO BR (Mono BR)
Plataforma flutuante em formato cilíndrico desenvolvida pela Petrobras, reúne características semelhantes a uma plataforma do tipo Spar, mas com um casco com calado bem menor e um diâmetro maior. Possui capacidade de produção, processamento e transbordo.
SEMI-SUBMERSÍVEL (Semisubmersible)
Plataforma na qual a superestrutura está apoiada sobre conjunto de flutuadores que ficam pouco abaixo do nível do mar. Podemos exemplificar com as plataformas P-20, P-25, P-26, P-51 e P-52. Pode realizar operações de produção de hidrocarbonetos, processam
SONDA DE PERFURAÇÃO (Semisubmersible Drilling, Drillship)
Plataforma ou navio usado para realizar perfurações no solo marinho (offshore), objetivando verificar a existência de hidrocarbonetos, delimitar campo, etc.. Possui uma torre de perfuração, na qual os componentes são montados para a realização da operação
SPAR (Spar)
Plataforma flutuante apoiada sobre um ou mais cilindros metálicos. Uma estrutura metálica poderá complementar este cilindro. Possui sistemas de produção, processamento e transbordo. Poderá possuir risers rígidos.
TLP (Tension Leg Platform)
Plataforma flutuante ancorada ao fundo do mar por cabos solidários a sistema de ancoragem sob a plataforma. Como uma Spar, possui sistemas de produção, processamento e transbordo de hidrocarbonetos, além de risers rígidos.
Equipamentos Submarino Offshore
ÁRVORE-DE-NATAL MOLHADA (Christmas-tree)
Sistema posicionado no fundo do mar composto por válvulas conectadas ao poço e à unidade de produção na superfície do mar. Estas válvulas permitem o fluxo de produção de petróleo e gás, do poço para a superfície, assim como a injeção de líquido e gás da s
CABEÇA DE POÇO (Subsea Wellhead)
Cabeça de poço submarina, sobre o fundo do mar.
DIVING SYSTEM.
Sistema de mergulho, para suporte de mergulhadores e sino de mergulho, assim como unidades submarinas operadas remotamente.
FLOWLINE GATHERING MANIFOLD.
Manifold submarino que recebe linhas oriundas de árvores-de-natal molhada e as distribui para risers de produção conectados às plataformas de produção.
MANIFOLD/ TEMPLATE (Manifold)
Estrutura metálica apoiada no fundo do mar e que acomoda válvulas e acessórios que permitem que este esteja conectado à árvore- de-natal molhada, outros sistemas de produção, de tubulações e risers.
MIS.
Manifold de integração utilizado na Bacia de Campos, este manifold que integra as linhas oriundas dos poços de produção e os risers de produção.
MOORING LEG TO ANCHOR PILE.
Corrente de ancoragem conectada à plataforma de produção em um extremo e ao sistema de ancoragem no fundo do mar em seu outro extremo.
MSGA.
Manifold submarino de gás de alta utilizado na Bacia de Campos que compõe um conjunto de válvulas e conexões submarinas para fluxo de gás em alta pressão.
MSGB.
Mainfold submarino de gás de baixa usado na Bacia de Campos que compõe um conjunto de válvulas e conexões submarinas para fluxo de gás em baixa pressão.
PIPELINE TRENCHING AND BURIAL.
Sistema para escavação do solo marinho e lançamento de tubulação no fundo do mar.
PLEM.
Manifold submarino utilizados na Bacia de Campos formado por um conjunto de válvulas e conexões submarinas que podem conectar risers, pipelines e árvores-de-natal.
PROTEÇÃO DE CABEÇA DE POÇO (Wellhead Proctection)
Estrutura metálica para proteção física da cabeça de poço e de sistemas solidários.
RISER DE INJEÇÃO DE GÁS (Gas-Injection Riser)
Conjunto de tubos flexíveis que conectam a unidade de produção e a árvore-de-natal molhada e/ou manifold de produção, permitindo a injeção de gás no poço.
RISER DE PRODUÇÃO (Production Riser)
Conjunto de tubos flexíveis que conectam a árvore-de-natal molhada e/ou manifold de produção à superfície, na unidade de produção, permitindo o fluxo de petróleo e do gás produzido.
UMBILICAL DE CONTROLE (Control Umbilicals)
Umbilicais para controle eletrônico ou hidráulico de sistemas no fundo do mar, tais como válvulas, bombas e compressores. Estes sistemas poderão pertencer ou estar associados a árvores-de-natal submarina e/ou manifold submarino.
TUBO FLEXÍVEL (Subsea flowline)
Tubo flexível submarino.
WELL SERVICING.
Sistema de manutenção de poço.
Tipos de embarcações de apoio marítimo offshore
AHTS (Anchor Handling Tug Supply)
Embarcação que pode medir entre 60 e 80 metros de comprimento e potência (HP) de 6.000 a 20.000 atua com rebocador, manuseio de âncoras e transportes de suprimentos (tubos, água doce, óleo, lama, salmoura, cimento, peças, etc.). Possui impelidores laterai
CREWBOAT
Utilizado no transporte rápido da tripulação e de outras equipes que atuam nas plataformas.
LH (Line Handling)
Embarcação utilizada no manuseio de espias (cabos de amarração). Tem cerca de 35 metros de comprimento e potência em torno de 1.800 HP.
MPSV (Multipurpose Supply Vessel)
Navio multitarefa, suprimento (cimento, tubos, lama, salmura, água doce, óleo e granés) e manuseio de âncoras.
OSRV (Oil Spill Recovery Vessel)
Utilizado no combate ao derramamento de óleo dotado de especificações que permitem trabalhar na mancha de óleo, em atmosfera onde a evaporação do petróleo produz gás natural, por isso é dotado de sistemas elétricos blindados para evitar a produção de faís
PSV (Platform Supply Vessel)
Utilizado no apoio às plataformas de petróleo, transportando material de suprimento: cimento, tubos, lama, salmoura, água doce, óleo, granéis. Mede de 60 a 100 metros de comprimento e HP em torno dos 5.000. Possui impelidores laterais (BHP).
RSV (Research Supply Vessel)
Barco de apoio à pesquisa e coleta de dados sísmicos.
RSV (ROV Support Vessel)
Embarcação de apoio especializada em operação de ROV - Remote Operate Vehicle, pequeno veículo operado do navio e que atua no fundo do mar através de braços mecânicos, luzes e lentes no manuseio e montagem de equipamentos submarinos offshore.
SV (Supply Vessel)
Embarcação de apoio às plataformas de petróleo menor que um PSV.
TS (Tug Supply)
Embarcação utilizada no suprimento e como rebocador junto às plataformas.
UT (Utility)
Embarcação de pequeno porte e ligeira usada no transporte de pessoal que trabalham a bordo das plataformas.
Principais divisões e equipamentos de um FPSO
Principais divisões e equipamentos nas plataformas fixas
ACCOMMODATIONS.
Acomodações e alojamento da tripulação.
CHAIN AND RISER PULL-IN WINCH.
Equipamento de içamento do riser e correntes (amarras).
CHAIN STOPPERS FOR MOORING LEGS.
Batentes para corrente das pernas de fixação/ancoragem.
CHEMICAL STORAGE.
Depósito de produtos químicos.
CHEMICALS STORAGE.
Depósito de produtos químicos.
CONTROL UMBILICAIS.
Umbilicais de controle.
CRUDE OIL TREATMENT, DESALTING.
Dessalgação e tratamento de óleo cru.
ELECTROSTATIC OIL DESALTER.
Dessalgador eletrostático do óleo.
ELECTROSTATIC OIL TREATER.
Sistema de tratamento eletrostático de óleo.
FLARE BOOM.
Torre alta, geralmente posicionada na proa da plataforma, destinada a queima do excesso de gás produzido
FLARE SCRUBBERS.
Sistema de lavagem e filtragem do flare.
FLOWLINE GATHERING MANIFOLD.
Manifold de reunião de linhas.
GAS SCRUBBERS.
Sistema de lavagem e filtragem de gás.
GAS-INJECTION RISER.
Riser de injeção de gás.
GAS-OIL-WATER SEPARATION.
Separação de gás, óleo e água.
GAS-TURBINE COMPRESSOR DRIVERS.
Acoplamentos da turbina a gás e compressor.
GAS-TURBINE GENERATORS.
Geradores de energia elétrica movidos a turbina a gás.
HELIDECK.
Heliponto para pouso e decolagem de helicóptero em plataformas.
HIGH-PRESSURE COMPRESSORS.
Compressor de alta pressão.
HIGH-PRESSURE GAS-INJECTION COMPRESSORS
Compressores de alta pressão de injeção de gás.
HYDRAULIC CRANE.
Guindaste hidráulico.
HYPOCHLORITE GENERATOR.
Gerador de hipoclorito.
INTERMEDIATE-PRESSURE GAS-LIFT COMPRESSORS.
Compressores de pressão intermediária de injeção de gás no poço.
LOWER BEARINGS.
Rolamentos inferiores.
MAIN BEARING LEVEL.
Nível do rolamento principal.
MAIN FPSO.
Convés principal do FPSO onde ficam localizados o flare, o turred, as plantas de geração de energia, separação de oléo e gás, compressores, etc.
MOORING LEG TO ANCHOR PILE.
Corrente de conecção à estaca de ancoragem.
MOORING TURRET.
Turret de ancoragem.
MOTOR CONTROL CENTER AND PRODUCTION CONTROL ROOM.
Sala de controle de motor e produção.
MULTIFLUID SWIVEL STACK.
Junta de conexão que comporta vários fluidos.
NAVIGATION BRIDGE.
Ponte de navegação (ou comando), onde encontram-se os controles (automação) de operação da plataforma.
NITROGEN GENERATOR.
Gerador de nitrogênio.
OIL EXPORT METER AND METER PROVER.
Medidor do óleo exportado da plataforma.
PIG RECEIVER DECK.
Convés de recebimento do pig (sistema de limpeza e monitoramento de tubulações).
PRODUCTION CONTROL ROOMS, MOTOR CONTROL CENTER AND UTILITIES MODULE.
Salas de controle de produção, centro de controle de motores e módulo de utilidades.
PRODUCTION RISER.
Riser de produção.
QUALITY CONTROL LABORATORY.
Laboratório de controle de qualidade.
RISER AND UMBILICAL HANG-OFF DECK.
Convés de distribuição do riser e umbilical.
SUBSEA FLOWLINE.
Linha submarina.
SUBSEA INSTRUMENT AND CONTROL MODULE.
Módulo de controle e instrumentação submarinos.
SUBSEA WELL CONTROL ROOM.
Sala de controle de poço submarino.
SUBSEA WELLHEAD.
Cabeça de poço submarina.
TURBINE CONTROL ROOM.
Sala de controle da turbina.
TURNTABLE.
Placa do Turret.
TURRET INSET.
Sistema circular e dinâmico, vertical ao casco, colocado próximo a proa da plataforma e preso ao fundo do mar atravéss de amarras. Local onde se localisam os risers de produção e de injeção de gás, além dos umbilicais de controle.
UTILITIES AND WATER-TREATMENT MODULE.
Módulo de utilidades e tratamento d’água.
VAPOR RECOVERY AND LOW-PRESSURE COMPRESSORS.
Recuperação de vapor e compressores de baixa pressão.
WATER-INJECTION PUMP.
Bomba de injeção de água.
Principais divisões e equipamentos de uma Semi-submersível
AIR COMPRESSOR.
Compressor de ar.
ANODE.
Anodo de sacrifício.
BARGE BUMPER.
Proteção lateral do costado da plataforma fixa para evitar danos de embarcações.
BOAT LANDING.
Local de atracação de embarcações à plataforma.
BULK STORAGE.
Depósito.
CELLAR DECK.
Porão.
CEMENTING P-TANKS.
Tanques da bomba de cementação.
CHEMICAL INJECTION SKID.
Skid de injeção de produtos químicos.
COMPLETIONS PACKAGE.
Módulo de completação de poço.
CONDUCTORS.
Tubos conectados aos poços de produção e à plataforma, que permitem o escoamento da produção.
COOLING WATER COOLER.
Trocador de calor de resfriamento de água.
COOLING WATER PUMPS.
Bombas de água de resfriamento.
COOLING WATER SURGE DRUM.
Tambor de suprimento de água de resfriamento.
CRUDE OIL COOLER.
Resfriador de óleo cru.
CRUDE OIL HEATER.
Aquecedor de óleo cru.
CRUDE OIL PIPELINE PUMPS.
Bombas da tubulação de óleo cru.
DEAERATOR.
Desaerador.
DERRICK.
Guindaste.
DIESEL STORAGE.
Depósito de diesel.
DRILLlNG DECK & MAIN RIG.
Convés de perfuração e torre de perfuração principal
ELECTROSTATIC TREATER.
Sistema de tratamento eletrostático.
EMERGENCY GENERATOR.
Gerador de emergência.
ESCAPE CAPSULE.
Cápsula de escape da plataforma.
EXPORT PIPELINE.
Tubulação ou dutos de exportação da produção
EXPORT RISER.
Riser de remessa da produção de petróleo.
FIREWALL.
Parede corta-fogo.
FIREWATER PUMPS.
Bombas de água de incêndio.
FLARE BOOM.
Torre do queimador (execesso de gás poduzido) da plataforma.
FLARE SCRUBBER.
Sistema de lavagem e filtragem do gás do flare.
GAS LIFT AND WATER INJECTION MANIFOLD.
Manifold de injeção de água e de gás para o poço.
GENERATORS.
Geradores.
GIYCOL CONTACTOR.
Tanque de glicol.
GLYCOL REGENERATOR.
Regenerador de glicol.
HELICOPTER PAD.
Heliponto.
INJECTION GAS COMPRESSOR.
Compressor de gás de injeção.
INLET DEHYDRATION FILTER SEPARATOR.
Entrada do separador de desidratação e filtragem.
JACKET LEG.
Perna da jaqueta da plataforma.
LIFT GAS COMPRESSION.
Unidade de compressão de gás de injeção no poço.
LIVING QUARTERS.
Alojamento e acomodações.
MEDIA FILTER.
Filtro
MOTOR CONTROL CENTER AND SWITCHGEAR CONTROL BUILDING.
Módulo do centro de controle de motores e válvulas.
MUD MAT.
Placa de aço de apoio da jaqueta da plataforma sobre o fundo do mar.
MUD PUMP PACKAGE.
Alojamento da bomba de lama.
OUTLET DEHYDRATION FILTER SEPARATOR.
Saída do separador por desidratação e filtragem.
PLATED DECK.
Convés sobre chapas.
POTABLE WATER STORAGE.
Reservatório de água potável.
PRODUCTION DECK
Convés de Produção
PRODUCTION MANIFOLD.
Manifold de produção.
PRODUCTION SEPARATOR.
Separador de produção.
PRODUCTION WATER TREATING.
Tratamento de água de produção.
RISER GUARD.
Proteção do riser.
SEAWATER PUMPS.
Bombas de água salgada.
SKIRT PILE SLEEVE.
Encamisamento do suporte ou do estaqueamento da plataforma de petróleo.
SKIRT PILE.
Proteção da estrutura de apoio da jaqueta metálica da plataforma de petróleo.
SLUG CATCHER.
Coletor de rejeito.
TEST AND CLEANUP SEPARATOR.
Separador de teste e limpeza.
WASTE HEAT RECOVERY UNIT.
Unidade de recuperação de calor.
WATER INJECTION CHARGE PUMP.
Bomba de aumento de pressão de injeção de água.
WATER INJECTION PUMPS.
Bombas de injeção de água.
WELLHEADS.
Cabeças de poço.
Informática
ACCOMODATION MODULE.
Módulo de alojamento de pessoal a bordo.
COLUMNS.
Colunas metálicas que apoiam o convés/deck sobre os flutuadores. Por exemplo, a P-18, possui quatro; a P-15, seis; a P-40, treze.
COMPRESSION MODULES.
Módulos de compressão que abriga compressores para a planta de processo na plataforma, utilidades e injeção de gás nos poços no fundo do mar.
CRANE.
Guindaste de apoio às operações na plataforma.
DRAUGHT.
Calado da plataforma, considerando a profundidade de imersão dos flutuadores.
ENERGY MODULES.
Módulos de energia que abriga turbinas a gás que movimentam gerador de energia para a plataforma.
FLARE TOWER.
Torre do queimador, apoiado sobre o convés principal, com o queimador na extremidade oposta.
HELIDECK.
Heliponto
MOORING.
Sistema de ancoragem.
OIL PROCESSING UNIT.
Planta de processamento do óleo produzido, que procura separar água e impurezas.
PONTOONS.
Flutuadores submersos metálicos que promovem a flutuação e a estabilidade hidrodinâmica. da plataforma. Normalmente são dois flutuadores por plataforma.
RISER.
Duto flexível que permite o escoamento dos petróleo e gás do fundo do mar até a plataforma.
SEMI-SUBMERSIBLE OIL PLATFORM.
Plataforma de petróleo semi-submersível. Exemplificando, há várias plataformas deste tipo operando na Bacia de Campos, tais como a P-18, P-19 e P-40.
TOPSIDES.
Convés principal sobre o qual apoiam-se os módulos de produção, alojamento, geração de energia, separação de água e óleo e heliponto.
Faculdade
FPSO